Em Linhas Gerais

“Você acha que foi enganado? Sim, você foi. E não por falta de aviso” .por Gessi Taborda –

 LÚCIA AMPLIA CONVERSAÇÃO

LúciaA deputada Lúcia Tereza deverá sair de sua Espigão d’Oeste para vir a Porto Velho aprofundar as conversações sobre a composição da nova mesa diretora da Assembleia para a legislatura que começa no próximo ano. Eleita para mais um mandato parlamentar, Lúcia faz parte da velha guarda da política rondoniense, tendo sido prefeita de Espigão por várias vezes. Depois de cumprir alguns mandatos na Assembleia, ela vai retornar agora com o respaldo de excelente votação nas eleições de outubro.

Perfeitamente legitimada para aspirar a presidência da Assembleia (seria, assim, a primeira mulher no comando da Casa), Lúcia crê que “outros colegas” também podem ter interesse nessa disputa. É exatamente por isso que a deputada eleita vai iniciar esta semana “uma conversa objetiva” com seus colegas sobre o assunto, visando avaliar o melhor projeto para “atender as necessidades do Legislativo e também da sociedade”.

ESPAÇOS VAGOS

LúciaEm política não há espaços vagos. Lúcia é uma das mulheres de maio experiência política no estado, não só como executiva e também como parlamentar. Ela sabe que a decisão sobre a futura mesa da Assembleia não vai ocorrer agora e que poderão surgir muitos nomes. Talvez, por isso mesmo, Lúcia toma a decisão certa de avisar que está interessada nessa disputa. Seu nome surgiu na semana retrasada nos bastidores políticos, “exatamente porque ela sempre foi uma política com bom trânsito nas diversas instituições e pode muito bem articular em favor do cargo de presidente da Assembleia”, disse um parlamentar reeleito que também está na mesma disputa.

É ASSIM QUE FUNICIONA

PoliticoDe nenhum deputado, senador, governador ou qualquer político se ouvirá que tem compromisso com os doadores de sua campanha. Ninguém dirá que sente constrangimento ao votar determinada proposta porque ela interessa a quem bancou sua eleição. Porque é da regra do jogo que as empresas apostem nos candidatos com os quais têm maior afinidade ou sigam a máxima de não colocar todos os ovos na mesma cesta.

Analisando as prestações de contas dos candidatos, é impossível não questionar o que move uma empresa como o Grupo JBS/Friboi a investir mais de R$ 170 milhões na campanha e de ser a principal doadora de dezenas de candidatos a deputado federal.

Nada disso é ilegal. Ao contrário, só se sabe a origem dos recursos porque a lei exige a publicação dos dados na internet. Pior é o caixa 2, que continua existindo e a Justiça Eleitoral não consegue coibir.

Assim como existe a bancada evangélica, a da saúde e a ruralista, pode-se agrupar os parlamentares por outro critério: os que têm o selo Friboi, os preferidos das empreiteiras, os abençoados pelos bancos. Existe a “bancada da bala”, financiada pela indústria de armas, e outras tantas denominações definidas pela origem dos recursos de financiamento.

O que se questiona é a força do poder econômico na eleição. Está provado que a maioria dos eleitos integra a lista dos que tiveram as campanhas mais caras. Os gastos acabam sendo pagos pelo contribuinte, na forma de aumento no preço dos produtos ou no custo das obras.

JÁ COMEÇOU

vergonhaFaltam detalhes à notícia publicada ontem no “Rondoniaovivo.com” e nem por isso ela não deixa de causar temor e perplexidade. Segundo tal “informe” um pastor da Igreja Batista de São Paulo teria sido preso essa semana por ter feito um sermão contra o homossexualismo. E olha que ainda não aprovaram o Projeto de Lei 122/2013, transformando a homofobia em crime. Essa é uma matéria que tem apoio da reeleita presidenta Dilma e de políticos ligados aos partidos de “esquerda”.

Após a aprovação desse monstrengo não duvido nada se alguém mande suprimir da Bíblia as passagens claras condenando o homossexualismo que, como diz lá, levou Sodoma e Gomorra à destruição. Ora, o livro sagrado considera anátema esse negócio de homem dormir com homem. Diante de tudo isso, se o tal PL for aprovado, pastores, padres ou qualquer religioso que pregar contra essa prática pode ser mandado para as masmorras que são boa parte das cadeias do Brasil.

BOMBANDO

CONFUCIOAs previsões sombrias divulgadas até mesmo na coluna para Rondônia no próximo ano não tem base na realidade. Foi isso que se depreendeu da mais recente entrevista do governador reeleito, garantindo que nosso estado está bombando. Tomara que assim seja. De acordo com o chefe do Executivo o orçamento nunca foi tão expressivo. A arrecadação do estado cresce mensalmente e, também por causa disso, não haverá problemas para o pagamento dos servidores, fornecedores, etc. Com receitas crescendo mês a mês, o governador poderá executar obras reclamadas pela população a muito tempo  e conceder, também, reajustes aos servidores públicos, recuperando perdas inflacionários e dando ganho real aos barnabés.

NA RUA

O Senado aprovou projeto de lei da senadora Ana Amélia (PP) que obriga autoescolas a treinarem os estudantes em ruas e avenidas. A proposta segue para a Câmara.

NAZISMO

vergonhaEstá no sul do Brasil a maior quantidade de simpatizantes do nazismo. De acordo com um monitoramento realizado na internet pela pesquisadora da Unicamp Adriana Dias, de 2002 a 2009, o número de sites que veiculam informações de interesse neonazistas subiu 170%, saltando de 7.600 para 20.502. No mesmo período, os comentários em fóruns sobre o tema cresceram 42.585%. No Rio Grande do Sul, 42 mil internautas baixaram mais de 100 arquivos de sites neonazistas, perdendo apenas para Santa Catarina, onde foram identificados 45 mil simpatizantes.

CADA VEZ PIOR

Transito-sinalPorto Velho é uma cidade relativamente pequena. E nem por isso escapa de um trânsito onde a mobilidade é cada vez pior. Nem por isso os dirigentes públicos (especialmente o prefeito) demonstram qualquer interesse em propor alternativas ao modelo vigente.

O estado precisa dar uma guinada no modelo que incentiva mais o transporte individual do que o coletivo, para garantir mais qualidade nos deslocamentos dos rondonienses no cotidiano. Os modelos precisam conviver de forma harmônica, assegurando infraestrutura para quem opta por circular de carro e opções de qualidade para os usuários de transporte coletivo. Será que veremos isso na presente década?

VOCÊ FOI ENGANADO

dilma-presidente (1)Durante a campanha eleitoral Dilma Rousseff disse que não ia conter a inflação “achacando” o povo. Disse também, criticando o PSDB, que o aumento dos juros é para banqueiro lucrar e que o dela foi o único governo que diminuiu a conta de luz. Agora, em uma semana seu governo aumentou os juros, a conta de luz e a gasolina. E o número de extremamente pobres é o maior desde 2005! Você acha que foi enganado? Sim, você foi. E não por falta de aviso.

 

 

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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