Em Linhas Gerais

taxistas e mototaxistas lamentam a falta de segurança na capital – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Se você não age contra a Injustiça, você é a Injustiça”. Gandhi, líder responsável pela independência da Índia.

PÃO DO DIABO

paoNão é mole ser brasileiro, especialmente se não estiver abrigado nas asas de algum político influente para garantir um cargo melhor remunerado nas engrenagens do estado.

Agora, no plano nacional, tudo gira em torno de salvar uma economia erodida por ações irresponsáveis de quem dizia controlá-la, e o lado mais fraco da corda, ou seja, a maioria esmagadora da população, tem que comer o pão que tantos diabos amassaram, perdendo empregos, benefícios sociais e pagando tudo cada vez mais caro.

NAUSEABUNDO

Dilma2O que a patuleia tem assistido nesse cenário de degradação? Um nauseante espetáculo de barganhas políticas (do qual participam, também, os principais políticos rondonienses) pelos cargos de maior poder financeiro da Esplanada dos Mistérios e dos órgãos federais nos estados, nessa forma explícita adota pela presidente Dilma na distribuição de cargos a fim de escapar de um processo de impeachment.

ABOBRINHAS

QUAEnquanto isso, do lado de cá, nessa Rondônia paralisada e sem perspectivas de avançar numa rota de desenvolvimento sustentado e real, ficamos assistindo certas entidades fazendo seminários para discutir abobrinhas.

Com nomes pomposos do tipo “Apoio aos Investimentos de Rondônia” (seminário realizado ontem no auditório da Fiero), essas ações não resolvem nada enquanto nós, os cidadãos-contribuintes-eleitores, continuamos na esperar de ser sorteados na fila do SUS para um atendimento de saúde pelo qual se espera há meses ou enfrentar as mazelas da falta de saneamento, e lutar para pagar contas cada vez mais caras, desviando do avanço crescente do desemprego.

LONGE

QUANa verdade temas sobre as mazelas existentes aqui mesmo no dia a dia de Rondônia (como o recente caso da balbúrdia do transporte coletivo da capital) passam longe do debate acalorado de instituições como o parlamento. Preferem travestir-se de paladinos em torno do confronto existente entre DENIT e IBAMA sobre a reconstrução da rodovia que liga Porto Velho a Manaus, enquanto nada se faz de concreto por coisas mais importantes, como a ligação entre Guajará-Mirim e a BR-364, precária durante as últimas três décadas.

NA CÂMARA

Fogaça2Na coluna de ontem registramos uma clara demonstração de debate pobre sobre as propostas medíocres apresentadas por parte da edilidade, demonstrando a importância de renovação naquela Casa, nas eleições do próximo ano. A praxe no palco do legislativo rondoniense é de tudo girar em torno de quem vai ficar com o quê.

Em relação à nossa tão abandonada cidade de Porto Velho, a preocupação da maioria dos vereadores e dos gestores da prefeitura, nos últimos anos, não ultrapassa os limites dos edifícios que compõem o núcleo do poder.

A coluna tratou recentemente da questão dos lixões (incluindo os clandestinos) existentes na capital. E o assunto mais uma vez interessou apenas ao vereador Everaldo Fogaça, que assim vai se consolidando como a mais sólida exceção do parlamento portovelhense, se tornando merecedor de uma reeleição no próximo ano.

PLANO ESTADUAL

QUAO cenário não é muito diferente em relação à representação estadual. A maioria dos deputados viajam com frequência para as comunidades interioranas. Nem por isso as imensas populações da hinterlândia deixam de amargar  o enfrentamento diário da violência, da corrupção, da saúde erodida, e todos os outros serviços públicos de péssima qualidade.

Tudo isso acontecendo nas barbas dos que mandam e legislam em nome do povo. E nós, repito, do lado de cá, assistindo e torcendo por isso ou aquilo, como palhaços num circo onde só tem fera num picadeiro no qual alguns fingem ser domadores, mas são domados.

SELETISTAS

Moto2A percepção do aumento da falta de segurança na capital rondoniense faz com profissionais do serviço de táxis e mototáxis tomem, adotem por conta própria métodos para evitar furtos e roubos, especialmente no período noturno, rejeitando passageiros “suspeitos” ou corridas a bairros considerados mais perigosos. Um taxista com vários anos na profissão contou à coluna que evita trabalhar com relógios, correntes ou outros objetos que possam chamar a atenção dos assaltantes. Nesse método de seleção, taxistas estão evitando ir a bairros com iluminação deficiente e “locais com fama de pontos de tráfico de drogas”. Ir nas “quebradas” nos dias de hoje, disse um mototaxista “é muito perigoso”.

FALTAM BLITZES

Moto2Na opinião dos dois profissionais que entraram em contato com a coluna, a PM realiza poucas blitzes, principalmente em período noturno. Somente a presença da polícia nas ruas, fazendo esse tipo de trabalho, poderia elevar a sensação de segurança dos taxistas da cidade. “A gente precisa garantir o nosso pão de cada dia, mas nem assim de que há pouca ação preventiva da polícia contra quem pode entrar no taxi para assaltar e até matar”.

AUDIÊNCIAS

JesuinoO deputado Jesuino Boabaid espera ter um grande público participando das audiências públicas marcadas para o próximo dia 19, na Assembleia Legislativa, que vai tratar de denúncias sobre os projetos sociais do Minha Casa Minha Vida, bem como da Morada Nova. Segundo consta, os imóveis desses projetos não estão sendo entregues às famílias carentes inscritas. No mesmo dia, porém às 15 horas, o tema “Saúde e Violência contra a mulher” será analisado na segunda audiência pública do dia.

ISONOMIA

olho-azul-grandeA Justiça Estadual condenou a Defensoria Pública do Estado de Rondônia a cumprir a determinação de substituir os ocupantes de cargos comissionados por aprovados no concurso público, cargos efetivos, de nível médio e superior. Agora se espera que a decisão da Justiça seja estendida às demais instituições públicas rondonienses, especialmente naquelas onde o número de servidores comissionados é muito maior do que os escolhidos por concurso público.

IRRESPONSABILIDADE

olho-azul-grandeSegundo uma fonte acostumada a manejar os diários oficiais do estado, é fácil constatar a existência de uma farra de diárias nos três níveis de governo em Rondônia. Se algum órgão de controle externo decidir por uma rígida investigação vai acabar concluindo que as diárias viraram complementação de salário. É inconcebível que a farra continue mesmo com o avanço da crise nas finanças públicas.

CONVITE

PMDBA coluna agradece convite feito pelo presidente do PMDB, Tomas Correia, para assistir a Convenção Partidária Estadual, que será realizada no próximo sábado, em Ji-Paraná, quando haverá eleição do Diretório Estadual para o biênio 2015/2017.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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