Em Linhas Gerais

A coluna defende a renovação no Legislativo, seja qual for a cidade. – por Gessi Taborda

PARA PENSAR

VergonhaO retrato do descaso pode ser observado diariamente nas estruturas públicas oferecidas pela prefeitura municipal de Porto Velho nas praças do centro da capital. Faltam bancos, iluminação, arborização, jardins, etc, etc. Mas não faltam camelôs, drogados, trambiqueiros e comércio pirata. São muitos vampiros para pouco sangue. Até quando?

IMPOSTOMETRO

DinheiroO Brasil oferece retorno pífio à sociedade em relação à qualidade de ensino, saúde pública, segurança, saneamento básico, habitação, infraestrutura de trânsito e transportes, além de diversos outros aspectos. Mas continua muito eficiente em arrecadação tributária. Conforme o “Impostômetro”, ferramenta on-line da Associação Comercial de São Paulo, a população pagou R$ 1,5 trilhão de impostos do começo do ano até ontem. Daria para montar 111 milhões de salas de aulas equipadas ou para construir 5 milhões de postos de saúde.

RENOVAÇÃO

Camara2A coluna defende a renovação no Legislativo, seja qual for a cidade. É importante para democracia e para a população. Acreditamos que a renovação contribui para uma melhor representatividade na Câmara. De fato, são novas pessoas que chegam com novas ideias, com a vontade de fazer diferente. A partir do momento que existe a renovação, surge a oportunidade de vários segmentos da sociedade ter seus representantes, como bancários, sindicalistas, professores e profissionais liberais e até jornalistas.

CURRAL

Camara2A “oxigenada” no Legislativo é de extrema importância. É uma forma de coibir também o chamado curral eleitoral. Candidatos com sucessivos mandatos têm chance maior de ser reeleitos. É esse quesito que acaba sendo prejudicial para a representatividade. As condições devem ser iguais para todos os candidatos, sejam veteranos ou novatos. Com renovação, quem ganha é o povo. Precisamos nos livrar pelo menos dos dinossauros que corroem e destroem a política de Porto Velho.

NA MAIONESE

Camara2O cidadão-contribuinte-eleitor que se dispôs a deixar seus afazeres ontem para assistir (coisa muito próximo da penitência) a sessão da Câmara Municipal portovelhense certamente teve uma demonstração de como os tais representantes do povo adoram surfar na maionese.

Na parte da sessão em que os edis apreciaram vetos a iniciativas de colegas, havia essas coisas esdrúxulas como a cascata imaginada pelo petista Zé Wildes, para um tal “Programa de Intercâmbio Educacional” (???) no âmbito da Semed. Impossível imaginar de que intercâmbio defendeu o vereador, oriundo exatamente de setor sindical desse segmento.

BIZARRICES

Camara2Depois teve coisas como a criação do “Programa de Transporte Acessível” para incentivar deficientes auditivos e visuais a usar o transporte coletivo urbano. A ideia altamente inovadora (rárárárárá!) é de Márcio Pacele do Sitetuperon. Ele é ligado ao segmento sindical dos transportes urbanos mas, pelo visto, ainda não percebeu o tamanho do caos em que esse segmento está envolvido há vários anos.

Não faltam surfadas bizarras na maionese saídas das cabeças desse pessoal regiamente pago com o dinheiro dos contribuintes, numa disfarçada ação de defesa dos interesses públicos. Exemplos disso se destacam em iniciativas como a que “dispõe a criação do sistema de utilização de águas pluviais nos prédios públicos municipais de Porto Velho”. O gênio dessa ideia se identifica como vereador Porfírio Costa.

INUTILIDADES

Camara2E o que não dizer da inovadora iniciativa do vereador Alan Queiróz, um sujeito com formação universitária e que já foi até presidente daquela Casa. O seu projeto de lei, apresentado ontem, dispõe sobre o “aviso” (??) a ser afixado nas dependências públicas do município. Será que vai ser também obrigatório para as latrinas públicas?

Depois ainda tem quem pergunta ao colunista porque deixou de frequentar com a antiga assiduidade o plenário da Câmara.

PURA DEMAGOGIA

Camara2Ora, como perder tempo para ouvir vereadores como Ellis Regina, Jair Montes e Edwilson Negreiros apresentando em conjunto um projeto autorizando o Executivo (que não precisa de autorização legislativa se quisesse adotar essa iniciativa) a conceder gratuidade a alunos da rede pública municipal no transporte coletivo urbano?

Essa, na verdade, é apenas mais uma iniciativa demagógica. Afinal no próximo ano praticamente todos estarão tentando renovar seus mandatos. Eles, mais do que ninguém, sabem que não existe “passagem de graça”. A “generosidade” será paga pelos outros usuários do transporte e pela sociedade como um todo.

OBSTÁCULOS

mauraoLeitores da coluna foram informados a muito tempo da possibilidade de Maurão de Carvalho aportar a nau de seu desejo político no cais do PMDB. Isso mesmo. Foi a ELG quem registrou as táticas em andamento para levar o atual presidente da Assembleia ao partido de Valdir Raupp que, como se sabe, não tem nomes com liderança para a disputa da sucessão estadual em 2018.

Maurão certamente não deve estar esquecido da puxada de tapete sofrida em seu (ainda) partido pelo grupo de Ivo Cassol, quando teve sua pretensão de disputar o governo foi arquivada em favor de Jaqueline Cassol, irmã do grande cacique.

SINA DO CRISTÃO NOVO

PMDB22Agora a conjuntura é outra. Certamente o PMDB gostaria muito de ter Maurão como uma alternativa para 2018. O presidente da Assembleia é político experimentado. Difícil acreditar que será ingênuo bastante para acreditar que como cristão novo no PMDB já entraria na posição de Papa. Em plantação de matérias jornalísticas, tudo dá.

Todavia, o deputado Maurão de Carvalho deve ter acompanhado de perto qual foi o desfecho com o “cristão novo” Mário Português, hoje totalmente fora da disputa política.

DU-VI-DE-O-DÓ

Camara2A informação é de uma fonte com bom trânsito nos meandros da Câmara Municipal de Porto Velho. Ela seria reflexo da revelação de que as finanças do legislativo da capital estão em pandarecos. Assim, a presidência exercida por Bengala, vereador do PT, estaria decidida a reduzir nos próximos dias os seus gastos com cargos comissionados, gratificações e cargos de confiança.

A ideia, de acordo com a fonte, é reduzir em pelo menos 20%  os valores despendidos com a remuneração destes servidores. A medida afeta ainda licitações e contratações de bens e serviços. Ainda não foi possível confirmar com a mesa diretora se isso de fato vai ocorrer.

MICO

olho-azul-grandeAté agora nenhuma voz do Judiciário se manifestou sobre o “conto da Ocimar” protagonizado pela administração de Mauro Nazif, prefeito da capital rondoniense, que contou com total apoio do Judiciário na peleja entre o prefeito e órgãos como Câmara Municipal e TCE. Agora que o prefeito jogou a toalha e o mico foi revelado publicamente, imagina-se que MP e Judiciário terão uma nova postura sobre o assunto, explicando como apoiaram a iniciativa de se contratar uma única empresa (a tal Ocimar) para substituir o consórcio que deverá continuar operando o sistema de transporte público na capital dos rondonienses. É claro que esse mico custou recursos da municipalidade e certamente o MP deverá, no mínimo, fazer recomendações ao gestor do Executivo sobre o transporte público, a Semtran e novas manobras de atuar no segmento sem levar em conta a lei das licitações públicas. Ou não?

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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