Em Linhas Gerais

Suspeitas de desvios em obra faraônica faz surgir o “Bloco do Rivotril” – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O sistema político brasileiro é um cadáver, apodrecendo em céu aberto.” DANIEL AARÃO REIS, escritor e professor de História Contemporânea da UFF, ganhador do prêmio literário Jabuti, de 2015.

DATA

Hoje, dia 6 de fevereiro, comemora-se o Dia Mundial da Internet Segura, criado para o uso responsável, ético e seguro da plataforma. O Brasil ocupa hoje o primeiro lugar em um ranking indesejável e temível: o de número de fraudes cometidas na internet. Segundo pesquisa realizada pela empresa Kaspersky Lab, o delito se dá principalmente no roubo de dados pessoais oferecido às empresas durante compras online.

FORO

O governador Confúcio Moura tem pendências na esfera do judiciário, inclusive com inquérito que parece paralisado no âmbito do STJ, oriundo de uma investigação sobre suposto ato corrupto praticado na primeira gestão do emedebista. Ao desocupar o Palácio do governo rondoniense, para concorrer a um cargo (fala-se no Senado) nas eleições desse ano, o “filósofo caipira” vai perder o foro privilegiado. As acusações existentes contra ele nos na esfera superior da Justiça devem descer para primeira instância. Se “não estiver tudo dominado”, pode aumentar a fervura na chapa em que sua batata está assando por vários anos…

FANTASIA

Pelo que andou revelando o jornalista Nilton Salinas, um dos importantes arautos da Assembleia Legislativa de Rondônia, os vereadores da capital, Porto Velho, deverão entrar nesse carnaval com fantasias bem relembrando o mitológico Rei Midas, que tinha o dom de transformar tudo em ouro. Salinas alertou, ainda ontem, para um esquema em de desfile de um autêntico bloco de sujos pronto a desfilar na Câmara Municipal da cidade, num evento (tipo folia em clube) que pode acontecer na noite dessa terça. No enredo, contou o experiente repórter Salinas, estaria a aprovação de uma mensagem do prefeito, autorizando o pagamento de um precatório (parcela de 50 milhões) a uma empresa (???) com créditos a receber no valor total de 200 milhões de reais.

RISCO ENORME

Difícil acreditar no envolvimento do prefeito (que já foi procurador do MP) num esquema dessa monta. Seria, ou é muito arriscado. Tirar esse enorme volume de dinheiro dos cofres públicos do município certamente acabará atraindo a acurada atenção dos tais órgãos do controle externo. Isso sem contar o enorme desgaste político para uma gestão vitoriosa exatamente pelos compromissos assumidos com a moralidade, o resgate da ética e a modernização do sistema da gestão municipal. Que vereadores, historicamente, sempre preferiram seguia a “Lei de Gerson” todo mundo sabe. Dai a importância dos homens de bem ficarem atentos e, inclusive, cobrar das autoridades do tal controle externo ações preventivas para evitar a implosão do erário.

RIVOTRIL

Há no ar muita ansiedade das pessoas diretamente envolvidas com as obras da suntuosa nova sede da Assembleia Legislativa de Rondônia. Esse pessoal da Assembleia está sendo chamado de “O Bloco do Rivotril”. Foi o que me contou um engenheiro (e também político) que a cerca de uns 5 anos andou coordenando a construção da obra ali na Esplanada das Secretarias. Tomadas de conta (tipo especial) estão em andamento. As descobertas vão demolir carreiras de políticos e de “servidores”, ligados à obra faraônica. Tem até empresário apavorado, tomando vários comprimidos antidepressivos. Tá feia a coisa.

DÓI

Dói saber que, enquanto Estados atrasam o salário dos funcionários, enquanto não há dinheiro para manter os hospitais em boas condições de uso, enquanto faltam verbas para equipar direito a Polícia, há juízes – que têm vencimentos próximos de R$ 30 mil mensais – que dão um jeito de receber até mais de R$ 100 mil, fora carro e motoristas.

 DEPUTADOS

E não pensem que essa situação persiste só no Judiciário. Não, aqui mesmo no Estado de Rondônia, onde a situação não tão diferente, economicamente, do resto do Brasil, não há exemplos de desfaçatez no setor público, principalmente entre agentes políticos. Deputados estaduais multiplicam seus salários com penduricalhos vários, incluindo assessores que lhes prestam serviços privados.

E o que não falar dos estipêndios dos vereadores, dos gastos com viagens inúteis, diárias exorbitantes, excesso de assessores, etc, etc. É fundamental cortar essas despesas inúteis, para servir de exemplo para todos. Afinal, qual a justificativa para existir numa casa legislativa (e não só na Assembleia) frota de veículos para seus membros, custeada pelo dinheiro do contribuinte?

MENTIRAS

O governo insiste que a previdência está quebrada e quebrando o país. Vários especialistas na matéria contestam o déficit alegado e, ao contrário, sustentam com números do próprio governo que a seguridade social é superavitária. Mas o que causa perplexidade é o fato do governo Temer mentir tanto. E para cabalar votos para a tal reforma da previdência, gasta verdadeira fortuna. Para tentar obter respaldo popular , torra uma grana velhaca.  Já gastou mais de R$ 100 milhões só este ano, em propaganda enganosa no Google, YouTube, TV aberta e redes sociais.

PRIVILEGIADO

Foi arquivado, após 14 anos, um inquérito aberto no STF para investigar o líder do governo do (P)MDB, Romero Jucá, pela prática de corrupção, por prescrição. O caso foi denunciado em 2002, começou a ser apurado na Justiça Federal de Roraima, mas, como Jucá tem foro privilegiado, chegou ao STF em 2004. É por decisões desse tipo que o Supremo está completamente desmoralizado. O Supremo precisa dar um basta a essa crise institucional que cresce diante da ideia de que a impunidade continua sendo a praxe no Brasil.

EMPENHO

O ano só está começando e é ano eleitoral. Ainda mantenho minha crença de que o prefeito de Porto Velho vai fazer a sintonia fina de sua gestão, recuperando o alto índice de aprovação obtido no ano passado. É claro que ao prefeito Hildon Chaves – eleito com claros compromissos de ser o divisor de águas na gestão da capital rondoniense – não interessa o crescimento de uma avaliação negativa de sua administração. Com certeza Hildon vai (ele ainda tem tudo para assim proceder) qualificar o nível de seus principais assessores e acionar mecanismos de respostas às reivindicações da população de forma mais rápida.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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