Em Linhas Gerais

Políticos fazem sigilo na escolha (dificílima) de vices – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A ética a ser observada nas três esferas de Poder passa a constituir a pedra angular e perene, precisa ser impressa na mente de nossa juventude.” Trecho do discurso proferido por Manoel Pereira Calças em sua posse como presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o mesmo que defendeu o auxílio-moradia para juízes que, como ele, tem casa para morar e muitos imóveis compondo seu milionário patrimônio.

HORRORES

A ofensiva de Michel Temer pela aprovação a qualquer preço da reforma da Previdência está virando um show dos horrores. Não há como classifica-la diferentemente, principalmente após a clonagem publicitária do “Lá no Posto Ipiranga” para tentar conseguir o apoio popular. As campanhas pagas pelo contribuinte continuam sendo o mentiroso mantra do combate aos privilégios na Previdência. Provavelmente a tal “reforma” seja votada até o final desse mês, embora seja difícil acreditar. E a equipe do Governo sabe que não tem a quantidade de votos necessária para aprovar o texto atual da reforma. Os verdadeiros privilegiados da Previdência sequer entram nas propostas da equipe econômica.

SILÊNCIO

O comprometimento do PTB rondoniense com quem está no poder em Rondônia é a postura comum dos caciques desse partido. Por isso não deve surpreender ninguém o impressionante silêncio do petebista Nilton Capixaba diante da cara de pau de seu partido, em nível nacional, em buscar manter a indicação da filha de Roberto Jefferson à titularidade do Ministério do Trabalho. Aliás, em resiliências onde nomes de alto coturno se envolvem, Nilton sempre prefere o silêncio a tomar qualquer posição. Só fala demais quando é para cooptar votos nos grotões do estado, com as famigeradas “emendas” parlamentares ao orçamento.

ESCÂNDALO

Nilton carrega em sua história política a denúncia de sua participação no escândalo da máfia das ambulâncias, no esquema montado pelos Vedoins, de MT. Os anos vão passando e ele, até agora, não foi punido pela denúncia de corrupção. Pode ser outro beneficiário da contumaz prática do engavetamento de processos envolvendo políticos na prática dos crimes do colarinho branco. Algo similar ao registrado em Roraima em relação ao senador Jucá.

MUDANÇAS

Independente da vontade das urnas, as bancadas federal e estadual rondonienses vão ter mudanças em 2018. Pelo menos dois deputados federais e três estaduais externaram em conversa nas rodas sociais a intenção de trocar de parlamento. Isso não será uma novidade. No passado um membro da bancada federal (Silvernani Santos) preferiu não arriscar uma reeleição. Voltou ao parlamento estadual que presidiu pela última vez. Agora deputados desconfiados da impossibilidade de renovar o mandato deverão repetir a estratégia.

MOTIVOS

Não passa um dia sem que alguém me pergunte quis motivos me levaram à aposentadoria. É simples: cansei de enxugar gelo. Passei décadas escrevendo em dezenas de veículos de comunicação denunciando toda sorte de irregularidades da gestão pública, todo tipo de falcatrua, desvios e marcas de desonestidades de políticos e, como dizia Rui, vendo as nulidades vencerem, se locupletarem… Então penso que parei na hora certa. O jornalismo de hoje tem muito pouco espaço para quem procura ser veraz.

PARADEIRO

Um novo período de paradeiro das atividades deverá ocorrer tanto na Câmara Municipal de Porto Velho como na Assembleia Legislativa de Rondônia. Os trabalhos em ambas as casas legislativas aconteceram nesse início de fevereiro. Acontece que já estamos praticamente no início do carnaval e a tendência é essa redução de atividades, especialmente em ano de eleições.

POUCO TEMPO

Esse será um ano atípico, por ser eleitoral, nos parlamentos. E assim presume-se que haverá uma corrida para fazer o que tiver de ser feito, como aprovar e propor projetos, antes de julho. Afinal, logo após o primeiro semestre ocorrem as convenções partidárias e o início da campanha.

NÚMEROS

Daqui até maio os números deverão mudar. Hoje há uma previsão de que pelo menos uns dez vereadores da capital rondoniense são candidatos a deputado estadual ou federal. Dessa vez nenhum dos integrantes do parlamento mirim tem demonstrado interesse em disputar o cargo majoritário de senador.

SIGILO

Nem os pré-candidatos já definidos para concorrer ao governo do estado estão conseguindo fechar as negociações para a escolha do candidato a vice em suas chapas. Empresários e políticos estão resistindo. Os nomes contatados são mantidos em total sigilo. Se parece cada vez mais difícil encontrar um candidato dos sonhos para compor a dobradinha, com certeza novamente nomes sem qualquer expressão irão aparecer sem aumentar o fôlego dos titulares da disputa.

FEDERAL

Vai se confirmar uma revelação feita pela coluna ainda no ano que passou. O deputado estadual rondoniense Adelino Follador decidiu disputar uma vaga de federal em outubro. No princípio dessa legislatura ele cogitava a reeleição, mas hoje acredita que tem grandes chances de chegar ao Congresso Nacional. Como político bem avaliado na região de Ariquemes, até adversários políticos do DEM concordam com as possibilidades do ex-prefeito de Cacaulândia.

LADRÃO DO SUL

Graças principalmente ao empenho do advogado Caetano Neto – pretenso concorrente ao Senado – um político bandido com fortes ramificações no chamado Cone Sul de Rondônia, Marco Donadon, condenado pela Justiça em processo que apurou a corrupção na Assembleia no tempo em a instituição foi presidida por ele, vai ter de pagar 700 mil reais ao estado, resultado da condenação da Associação Marcos Donadon, uma entidade que o clã Donadon usava para cooptar apoio eleitoral. Segundo Caetano o Estado de Rondônia não vinha cobrando esse valor “pela existência de um acordo político” do governo com o clã Donadon. No sul de Rondônia o nome Donadon ainda goza de força eleitoral. E mesmo tendo vários membros da família condenados (alguns cumprindo prisão) por roubo de dinheiro público, fala-se abertamente do lançamento de um membro da família na eleição desse ano..

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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