Em Linhas Gerais

Quando procuradores irão afastar a sensação de impunidade em RO? – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Na política não existem amigos, apenas conspiradores que se unem.” VICTOR LASKY (1918/1990), escritor e jornalista americano.

PAPO DE SÁBADO

Confesso estar meio cansado de repisar sempre nessas mal traçadas flashes da política no Brasil, dando destaque às coisas de Rondônia. É um cansativo exercício de repisar sempre os mesmos esquemas, pois – verdade seja dita – não há novidades nessa pobre novela dos costumes políticos. É claro que poderia falar hoje dos penduricalhos que engordam fortemente os salários do pessoal do andar de cima, já que esse é o assunto do dia, pelo menos em relação às benesses do Judiciário, como os “auxílios legais” (mas nada ético ou moral) de habitação para magistrados que são donos de suas próprias residências. Vou preferir trazer para a coluna um papo mais ameno, um papo de sábado, de final de semana, embora não menos importante.

DRAMA PURO

Você já ouviu isso (especialmente se for muito ligado à religião e assíduo frequentador de igrejas) ou até repete esse chavão sempre, desapercebidamente: viver é um fardo!

Existir, admito, é drama puro. Principalmente quando descobrimos a impossibilidade do sonho absoluto do “eu”… nessa caravana de vontades, pulsa a melancolia, a busca pela solidão…

Esse pensamento explica muito da minha escolha pessoal de ficar cada vez mais recluso, ocupando o tempo nas reflexões, na leitura e no tamborilar das teclas dessa coisa maravilhosa que é o computador. Recuso como nunca convites para coisas que no passado eram fundamentais para o meu viver.

A GENTE DESCOBRE

Difícil não atender mais aos chamados da doce boemia, na qual sempre tive cadeira cativa quando mais do que os vapores etílicos a gente tinha aquela auréola de papo inteligente, de conversa sobre temas ligados à arte, à política e até à filosofia.

Descobri ao longo do tempo – no clima de decadência da própria pátria – que existir está ligado ao agora e não ao ontem.  O agora é ambientado pela possibilidade de expor o que se quer a qualquer momento… ou seja, há mais chances de que você se configure como um idiota do passado, pois o futuro está logo aí… melhor não se comprometer com algo em evidência, melhor olhar por trás das evidências…

PERDA DE TEMPO

Depois de acompanhar postagens de velhos amigos (a quem atribuía inteligência acima da média) defendendo Lula e o PT sem reconhecer o mal, para não dizer os crimes, que ambos praticaram contra o povo brasileiro, me convenci de que existir é saber que o sonho absoluto da realização de si mesmo não terá resultado.

Embora dotado de razão, o humano pulsa, rasteja à força… ou seja, embora dê para pensar nas ações, é a realidade, com a sua libido disfarçada de resgate social, que lança o humano para o drama…

INSULTO

Não deveria ser assim, mas é. Todo ser é escravo da existência… Deve ser por aí que se encontram justificativas para entender como uma pessoa que consegue concluir uma formação universitária, que chega a praticar o dom da poesia, comporta-se como um passageiro defendendo ícones do fracasso em nome de uma ideologia política desgastada pelos anos de erros acumulados, quando não pela falta de caráter de seus líderes que por anos comandaram as chamadas Orcrim atuantes no país.

A defesa que esses antigos companheiros fazem publicamente dos petralhas que lotam as cortes da Justiça como acusados e condenados pelo esbulho do dinheiro público beira ao insulto pelo fato de mostrar que eles são meros servos, meras ovelhas.

TRAGÉDIA

A maior tragédia desses indivíduos é vê-los caminhando pela senda do imprevisível que deveria assombrá-los. Nessa sociedade em rede é fácil diagnosticar os fracassos coletivos… As pessoas dominadas por essa convicção doentia deveriam buscar o caminho mais adequado para ajudar o país a escapar do fracasso: começar a ler, antes que a ignorância se apodere da sua capacidade de pensar…

FECHAMENTO

Que pena não existir aqui em Porto Velho alguém do MP disposto a levar até o fim uma investigação séria sobre a farra que faz certas instituições publicas com o dinheiro do contribuinte pagando milhões em publicidade completamente desnecessária, com o claro objetivo de comprar proteção da mídia. Se isso vier a ocorrer certamente teremos a Justiça condenando o rombo aos cofres públicos praticados na Capital.

PUBLICIDADE CARA

Em Vilhena (sul rondoniense), o ex-prefeito daquela José Rover, acaba de ser condenado em 55 anos de cadeia. Os mesmos métodos utilizados em Vilhena no pagamento de “publicidade” acontecem em instituições sediadas na capital. São milhões que se evaporam nas “campanhas” (quáquáquáquáquá!) veiculadas maliciosamente em instituições do executivo e do legislativo. Está na hora do MPE estadual mostrar serviço dentro da linha defendida hoje pelo MP federal de combate a todo tipo de corrupção.

DISCURSO DURO

Se o discurso da procuradora Raquel Dodge servir de bússola para os membros do MPF e também do MPE em Rondônia, certamente as muitas denúncias sobre notórias figuras localizadas no pântano da corrupção não dormiram mais nos escaninhos dessas instituições. E não é só na questão da publicidade que precisam ocorrer as tais investigações.

No duro discurso da cerimônia do retorno das atividades do STF, Raquel Dodge disse que o país sofre com a “corrupção ainda disseminada” e o “sentimento de impunidade”. Ela cobrou (tomara que seja ouvida) a aplicação da lei aos poderosos: “Os culpados precisam pagar por seus erros. Só assim afasta-se a sensação de impunidade e se restabelece a confiança nas instituições”.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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