Em Linhas Gerais

Com os pré-candidatos de hoje nem espremendo sai algo aproveitável – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O Lula é na verdade a materialização do personagem Macunaíma, “o herói sem nenhum caráter” criado pelo escritor Mário de Andrade”. GESSI TABORDA, criador e editor de Imprensa Popular, onde nasceu sua coluna Em Linhas Gerais.

PIOR MOMENTO

Parece não ser privilégio de Rondônia. Estamos vivendo um cenário eleitoral de preocupação para quem ainda almeja uma recuperação de valores éticos e compromissos republicanos na política. De um modo geral – em todo o país – vivemos um absoluto vazio de ideias entre quem se apresenta como pré-candidato na disputa majoritária, ou seja, presidente, senador e governador, de outubro.  Em se tratando de Rondônia chegamos ao pior momento da vida pública, da disputa eleitoral para a escolha do próximo governador, dos dois senadores e até mesmo dos componentes da bancada de deputados federais e estaduais.

MOTIVOS

Entre aqueles que confirmam a decisão de disputar o governo, há apenas uma coisa em comum: ninguém sabe explicar os motivos pelos quais pretendem chegar ao comando do estado. Sobressai-se apenas o interesse individual ou de pequenos grupos em continuar mamando nas tetas generosas do governo, com as negociatas de sempre. Sem os grandes nomes do passado recente, a política rondoniense também foi jogada na cesta de lixo. A grande maioria dos políticos de hoje são vazios de ideia. Nem espremendo sai nada de aproveitável. Nesse domínio da mediocridade os candidatos até agora confirmados pelos caciques dos partidos serão apenas (se conseguirem) ventríloquos de marqueteiros e nada mais.

É CLARO

Não sei se os leitores tem facilidade para compreender isso: Um criminoso condenado não representa qualquer esperança para uma nação. E por pensar assim, acho que em Rondônia quem votar em réus e investigados por corrupção não gostam, na verdade, do estado. Como manter no Senado, só para exemplificar, figuras mais sujas do que pau de galinheiro; verdadeiros adeptos do recebimento de propina na enganação das “verbas contabilizadas” como doação de campanha? É preciso dar um basta nesses camufladores…

PRAXIS

Parece coisa muito comum entre políticos da atualidade. Não é só Cristiane Brasil que desprezou a legislação trabalhista. O PT também é alvo de ação trabalhista por empregar funcionária sem registro em carteira. Num desses casos a ação corre no estado de Santa Catarina.

VIOLÊNCIA

Em 2016, o Brasil foi considerado o país com os maiores índices de violência contra crianças e adolescentes no mundo, especialmente abusos físico, sexual e psicológico – além de negligências emocional e física. Segundo a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), mais de 10 mil crianças e adolescentes foram assassinadas em um ano, uma média de 29 por dia.

OBVIEDADES

Um dos dirigentes de maior relevo da Fiero, Adélio Barafoldi, andou falando mais uma vez do óbvio e ululante, embora a assessoria de imprensa da tal entidade tenha “vendido” a declaração do empresário como algo “novo” e capaz de motivar alguma consequência. Primeiro Adélio falou sobre a “internacionalização” (quaquaquaqua) do Aeroporto Jorge Teixeira, destacando que isso dependente mais de ação política do que de recursos financeiros. É claro que por décadas até as pedras do Belmont sabem disso.

PACÍFICO

O dirigente da Fiero (entidade de pouca influência no governo e na classe política) destacou também a questão da Rodovia do Pacífico, “que hoje é uma realidade, embora subaproveitada”. Na verdade a Rodovia do Pacífico não foi uma bandeira da Fiero. A defesa dessa rodovia começou com o saudoso empresário Luiz Tourinho. A Fiero encampou a ideia depois. É uma pena que Adélio não explicou os motivos desse subaproveitamento da estrada que cruza os Andes.

Por incrível que pareça a estrada não foi projetada para o trânsito de grandes carretas que, explicam especialistas, não conseguem cruzar os Andes sem riscos graves, até de não vencer a altitude. A manifestação da Fiero não vai pesar em nada para a solução dos problemas enfocados.

INABILITADOS

Uma fonte muito bem informada comentou ontem para o colunista que a grande maioria dos condutores de motos nas ruas da capital rondoniense não são habilitados. Eles se beneficiam da falta de fiscais de trânsito e da realização de batidas policiais (blitz) para punir os infratores. O cenário é de perigo intenso para quem enfrenta o trânsito da cidade. Motoqueiros fazem verdadeiras loucuras até mesmo em ruas centrais.

RESPEITADA

Os infratores demonstram que não temem um desastre, o que seria pior, nem ser apreendidos, a hipótese melhor. Não são apenas os motoqueiros que agem como se o trânsito não tivesse regras e legislação. Igual a eles, agem também os ciclistas, esses acostumados a trafegar na contramão. São intrépidos, certos da inconsequência e da impunidade. O órgão de trânsito considera, porém, que basta multar. O que falta são justamente mais blitze, fundamentais para fazer com que a legislação seja respeitada.

SEM RISCOS

Quem imagina que a maioria dos integrantes da bancada federal rondoniense está fechada com o governo Temer para votar a reforma da Previdência, corre o risco de descobrir que errou. Uma fonte importante disse à coluna que o comprometimento das lideranças rondonienses com a proposta do governo é baixo. Todos temendo uma reação do eleitorado contra quem aderir a reforma suprime direitos, especialmente de servidores públicos.

DESESPERO

Ouvi ontem na fila da lotérica: “Apoio do Ivo Cassol, inelegível, e com pendências no Judiciário só para quem estiver em desespero de causa!”.

FILME

Afirmam cada vez com mais intensidade que Michel Temer vai ser candidato. Esse, dizem analistas, é o tom de seus discursos nos últimos dias. Como será defender as “obras de Temer” na campanha. Parece mais um filme conhecido: “Missão Impossível”.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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