Em Linhas Gerais

Sorte inesperada para Confúcio se Raupp deixar de lado opção do Senado

FILOSOFANDO

“Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial.” VIRGINIA WOOLF (1882/1941), foi uma escritora, ensaísta e editora britânica, figura proeminente do modernismo. Essa intelectual da Inglaterra sofria crises depressivas e  cometeu suicídio.

 RESTOS A PAGAR

Sinal de alerta aceso no QG do tesouro estadual. Quem vive nessa roda espalha que o governo do estado tem uma conta astronômica na rubrica de restos a pagar no segmento da Saúde. O que se falou ontem é que praticamente todos os municípios rondonienses têm créditos a receber dessa gestão do filosófico governador peemedebista. A grita geral vai começar para valer no segundo semestre.

 QUEDA

O setor de arrecadação estadual não está otimista, pelo contrário. Os sinais do momento balizam dificuldades para a recuperação dos melhores índices de arrecadação. A previsão é de queda que, se descontada a inflação, pode ser maior do que o índice previsto. Não restará ao estado outra alternativa para enfrentar o período de vacas magras senão adotar medidas para comprimir os gastos do resto desse ano.

 É A CRISE

A crise vai empurrando o Brasil para uma inflação muito, muito baixinha. Em Rondônia onde o maior empregador ainda é o estado, o cenário aparentemente não é tão desolador. E mesmo assim o desemprego é alto, especialmente no setor de serviços em virtude do fechamento de muitos negócios. Isso sem se falar da construção civil.

 MARQUETEIRO

A nomeação de Marcelo Thomé da Silva, titular da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia, para comandar a Agência de Desenvolvimento do município de Porto Velho ainda carece de esclarecimentos do prefeito Hildon Chaves para se ter uma ideia de seu significado.

Pode ser que Thomé siga o exemplo de antigos dirigentes da Fiero e estreie sua participação no segmento eleitoral, como candidato a algum cargo no próximo ano. Especulações nesse sentido já existem. Consta que o líder empresarial definiu a ida de seu marqueteiro Carlos Araujo para a Agência, com o objetivo de aplainar o terreno, facilitando o “debu” do proeminente empresário na disputa eleitoral do próximo ano.

 SORTE INESPERADA

Nesse momento é apenas um “informe” (não chega a ser informação) e mesmo assim pode representar uma sorte inesperada para o governador Confúcio Moura. Isso se o ocupante do Palácio Rio Madeira verdadeiramente pretender disputar o Senado sem ter de trocar de partido.

Pois é, pelo ouvido ontem nos meandros da principal casa política rondoniense, Valdir Raupp pode desistir de concorrer à reeleição ao Senado se entender que há um risco enorme de não conseguir uma vitória. Se isso ocorrer, os obstáculos colocados diante de Confúcio não existirão mais.

 FORO PRIVILEGIADO

O barbudo político de Rolim, réu no STF e investigado na Lava Jato, não pretende correr o risco de perder o foro privilegiado. A aparente tranquilidade demonstrada por Valdir Raupp em suas manifestações políticas em Rondônia, onde aparece na mídia quase sempre anunciando pequenas fortunas de repasses para obras e mais obras, oriundas de suas “emendas orçamentárias”, não elimina seu temor de ficar sem o foro privilegiado após as eleições de 2018. Não há confirmação de nada, mas especula-se muito sobre uma eventual candidatura alternativa do ícone maior do PMDB rondoniense. Qual caminho seguiria Valdir? Será que trocaria de papel com sua mulher?

 BOM SER HUMANO

O discurso mais marcante da sessão solene realizada na Assembléia Legislativa na segunda feira, em comemoração ao Centenário do jornal Alto Madeira foi o proferido pelo diretor geral do periódico, o também quase centenário Euro Tourinho, decano da imprensa rondoniense.

Foi mas uma manifestação que revelou seu lado mais humano, como pessoa iluminada, sóbria, humilde e sem afetação.

Na verdade esses atributos é o que faz dele o grande jornalista que ainda é, além de funcionar como farol para quem ainda (como o colunista) navega nesse perigoso mar da informação em tempos tão bicudos. Pena que boa parte dos deputados simplesmente perderam a oportunidade de ouvir as valorosas palavras de Euro Tourinho, um símbolo vivo do denodo do povo rondoniense.

 INVISÍVEIS

O prefeito Hildon Chaves está feliz com o desempenho de sua gestão nos cem dias de governo. E, conforme material distribuído pela assessoria de imprensa da prefeitura – acredita que muito do que já foi feito nesse período ainda não chegou a se tornar visível para o grande público.

“Com mais de 30 obras simultâneas em todo o município de Porto Velho, sejam por meio de mutirões de limpeza, desobstrução de canais, operação tapa-buraco, recuperação de ruas e estradas rurais, sejam por ações na agricultura, no trânsito, na educação, saúde, cultura, esportes, etc, é a parte não visível que mais tem consumido as energias do prefeito”, acentuou Hildon Chaves perante empresários ligados à Associação Comercial, onde recebeu homenagem na segunda-feira.

 BUROCRACACIA

Na sua fala nosso burgo-mestre reconheceu que o ambiente da prefeitura portovelhense é “hostil” a quem pretende investir na cidade. Por isso Hildon confessou: “Tenho dedicado 40% de seu tempo para fazer a prefeitura andar e 60% para destravar a burocracia e desfazer os nós que amarram a administração, principalmente com relação aos negócios.”

 ENTULHOS

O prefeito revelou qual é seu grande desafio para mudar a realidade de Porto Velho: “Além de um Plano Diretor arcaico, dos anos 70, leis retrógradas foram feitas para atrapalhar mesmo”, mas essa situação deve mudar, como explicou Hildon Chaves: “está em andamento uma ampla reforma para remover entulhos legislativos e modernizar as leis de forma a criar um ambiente mais favorável aos empresários já estabelecidos e a novos empreendedores.”

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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