Em Linhas Gerais

Hildon Chaves – por ser debutante na política – chega aos 100 dias com um governo infelizmente organizado de forma muito heterogênea – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Por vezes a mentira expressa melhor do que a verdade aquilo que se passa na alma.” MÁXIMO GORKY (1868/1936), escritor, romancista, dramaturgo e ativista político russo.

 VIOLAÇÃO

Certamente essa é uma orientação jurídica importante para todo empresário que fez a opção pela lei da desoneração da folha. Na opinião de juristas especializados nesse segmento do direito, o anúncio de desoneração da folha a partir de 1º de Julho desse ano é uma violação que poderá desencadear uma série de medidas judiciais a MP 774, de 31 de março, pois ela não revogou o direito do contribuinte de permanecer no sistema de desoneração da folha até o dia 31 de dezembro de 2017.

Uma fonte da coluna explicou que a lei da desoneração da folha estabelece que a opção obrigatória por esse regime de tributação é manifestada pelo contribuinte em janeiro de cada ano, sendo esta opção irretratável para o todo o ano calendário. Essa mesma fonte acrescentou que por se tratar de opção obrigatória irretratável para todo o ano calendário, os princípios constitucionais da segurança jurídica, da liberdade de exercício da atividade econômica, do ato jurídico perfeito e do direito adquirido em matéria tributária foram violados.

 AINDA É O MELHOR

Nestes primeiros cem dias da nova gestão da prefeitura, é possível martelar uma certeza: Não há a menor dúvida de que Hildon Chaves continua o melhor prefeito eleito pelo povo da capital rondoniense, nas últimas décadas; especialmente se o ângulo da avaliação se prender a seriedade ética e a qualidade intelectual do novo gestor.

 PORÉM

Mas sempre tem um “porém” – e certamente não teria como ser diferente. As falhas surgem de uma forma preocupante (em termos de comprometimento futuro) e devem ser corrigidas sem maiores delongas pelo “Prefeito das Esperanças”, para não comprometer exatamente esse sonho de um novo porvir de nosso povo.

Hildon Chaves – por ser debutante na política – chega aos 100 dias com um governo infelizmente organizado de forma muito heterogênea.

Pode ser quem nem acredite nisso, mas se não aplicar os corretivos necessários (dentro do tempo certo), corre o risco de perder o seu enorme capital político e decepcionar toda uma população cansada de décadas de prefeitos medíocres, sempre varridos pela história.

 MOTIVOS

Uma decisão tomada pelo prefeito na semana que passou carece argumentos sólidos para ser justificada. Para a população e para seus correligionários mais independentes; ambos torcendo pelo sucesso dessa gestão, querendo nada menos que o prefeito Hildon seja o novo paradigma político.

O prefeito inventou uma “Agência” de Desenvolvimento colocando o presidente da Fiero, como seu titular. Não explicou se isso é uma simples assessoria voluntária ou se o presidente da Federação das Indústrias vai ser beneficiado com um super-salário custeado pelos contribuintes. A população deve ser esclarecida sobre os motivos dessa iniciativa.

 AJUDINHA

Ao tomar essa decisão, implicitamente o prefeito deve ter concluído que a Emdur (empresa criada exatamente para promover o desenvolvimento municipal) é uma ferramenta ultrapassada para cumprir sua destinação. Quem acompanha ao longo dos anos a evolução da gestão municipal portovelhense sabe que a Emdur nunca cumpriu o seu papel. Portanto, já que o prefeito criou uma agência de desenvolvimento, essa “empresa” com lastro nos recursos do município deveria – isso mesmo – ser extinta, parando de dar prejuízos aos contribuintes municipais, com o corte dos funcionários que acabam ajudando a exaurir os cofres municipais.

Isso, claro, não aconteceu. Pelo contrário: o prefeito no mesmo dia em que anunciou a criação da Agência de Desenvolvimento deu posse ao novo presidente da Emdur.

 PRIVADA OU NÃO?

Ao criar uma agência voltada para o “desenvolvimento” a gestão de Hildon Chaves não deixou claro se a tal agência será custeada pelos cofres públicos ou se pela iniciativa privada.

Até agora a Emdur não serviu a nenhuma causa ou projeto de desenvolvimento verdadeiro da cidade. Parece existir apenas para “trocar lâmpadas” da iluminação pública, seu papel mais importante na gestão passada.

Se o prefeito criou uma agência específica para atrair investimentos e elaborar projetos voltados ao desenvolvimento deve estar tão convencido como todos nós que a Emdur, tirando seu protagonismo em escândalos de corrupção do passado, é uma ferramenta quebrada, ultrapassada e sem conserto.

 PASSAPORTE

O advogado Juscelino Amaral não tem experiência alguma nas áreas fundamentais para fomentar programas de desenvolvimento urbano. Só por uma extraordinária dose de sorte poderia tirar a Emdur do buraco onde se encontra há tanto tempo. Possivelmente deve-se imaginar que sua titularidade num cargo dessa natureza possa dar-lhe um “selo” para ajuda-lo a conseguir melhores resultados no sua espiração eleitoral. Afinal, Juscelino vem tentando uma vitória eleitoral  – mesmo sendo uma liderança maçônica rondoniense – sem conseguir nos últimos pleitos que participou.

 SACUMÉ

Mantenho minha crença de que Hildon Chaves será o melhor prefeito que a cidade de Porto Velho terá desde que o estado conseguiu sua autonomia até os dias hoje. A diferença fundamental entre Hildon Chaves e seus antecessores está na questão da competência intelectual, na capacidade de análise e na independência que tem para tomar decisões amargas na hora certa. Certamente não fará muxoxo diante desses apontamentos realistas.

O fato é que o novo prefeito organizou um governo heterogêneo em que nenhuma das secretarias têm políticas públicas sequer para um ano de governo. Os 100 primeiros dias são muito mais de não-governo. É isso que está acontecendo. O governo não pode servir apenas para os contemplados com comissionamentos e portarias de alto coturno.

 PARCERIAS

Atrair investimentos é um enorme desafio para qualquer gestor público. Para um município como o de Porto Velho um dos caminhos pode ser as tais Parcerias Público/Privadas (PPP) tão inseridas no discurso de Hildon Chaves desde a campanha. Certamente o município poderia se valer de um modelo desse viés na atração de investimentos privados com mais sucesso do que obteria com uma “agência” conduzida por alguém sem especialidade “em fazer essa atração”.

 ENTRAVES

Para transformar as prometidas PPPs numa realidade caberá ao prefeito definir o plano municipal de PPPs que deverá, salvo melhor juízo, ser aprovado por uma lei municipal. O projeto dessa lei terá de ser formulado pelo Executivo e aprovado pela Câmara Municipal visando principalmente dar garantias aos futuros investidores. Pelo que se sabe, ainda não há uma definição das esperadas PPPs nem para os pequenos projetos, de menor impacto financeiro.

 SESSÃO SOLENE

Um dos eventos mais importantes do calendário comemorativo ao centenário do jornal Alto Madeira ocorreu na tarde de ontem na Assembléia Legislativa rondoniense, com a realização da sessão solene. A proposta de sua realização foi apresentada pelo deputado Ribamar Araújo e aprovada pela totalidade dos parlamentares.

O aniversário do vetusto jornal ocorre no dia15. Nesse dia, o ato solene do centenário vai acontecer na Casa de Cultura Ivan Marrocos, às 19 horas com a abertura de uma exposição lastreada na longa vida do Alto Madeira e no lançamento do selo comemorativo. Em todas as homenagens, o destaque vai para Euro Tourinho, decano da imprensa de Rondônia e diretor-geral do Alto Madeira, ele também beirando o centenário de vida.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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