Em Linhas Gerais

A presença de rondonienses na delação do fim do mundo – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO
“O mais corrupto dos Estados tem o maior número de leis.” TÁCITO (55/120), foi um dos principais historiadores da antiguidade romana, também se destacando como orador e político.

INTOLERÁVEIS
A presença de rondonienses na delação do fim do mundo ou, se preferirem, na “Lista de Fachin” divulgada na terça-feira não chegou a surpreender escribas especializados em analisar os fatos da política.
Na lista de 29 senadores aparecem, com destaque, os rondonienses Ivo Cassol e Valdir Raupp. E na cota de Cassol surgiu o nome do desconhecido João Carlos Gonçalves Ribeiro, que chegou a ser Secretário de Planejamento estadual no então governo de Ivo Cassol. Os dois senadores (ambos já governaram Rondônia) talvez chamem nesse momento uma atenção maior por serem revelados publicamente com a espécie intolerável de políticos dos quais o povo de Rondônia precisa ser ver livre.

LISTA MAIOR
Como já se fala abertamente em áreas bem informadas, haverá novos nomes de políticos e outros homens públicos rondonienses conspurcados com a corrupção quando se conhecerem as delações de outras empreiteiras – algumas com participação notória em Rondônia – além da Odebrecht.
Então, no decorrer do tempo se constatará que ainda temos de uma fauna de políticos e outras autoridades que precisam ser escorraçadas da vida pública e não continuar atuando nesse estado na promoção das práticas corruptas e do roubo desbragado dos recursos públicos.

RESPONSÁVEIS
O eleitor tem responsabilidade nisso, mas não se pode deixar de responsabilizar também as autoridades dos órgãos de controle externo e do próprio Judiciário por essa situação, muitas vezes consequência da tremenda lentidão com que agem, mais parecendo que fecham os olhos diante do visível estado de desmoralização da gestão pública.
Diante de exemplos consolidados nas eleições passadas em cidades como Vilhena, onde o clã político notoriamente conhecido pelas práticas delitivas, de corrupção nas instituições dominadas por seus tentáculos, não dá para afirmar que teremos uma “revolução” dos costumes no pleito de 2018.

TORNIQUETE
Mas há esperanças. A população aos poucos vem se livrando da cultura do atraso da qual os personagens desnudados agora na “Denúncia do Fim do Mundo” sempre se beneficiaram. Políticos como os nossos representantes em Brasília deverão ver no fim do pleito do próximo ano que as promessas cínicas, os jeitinhos e as astúcias perdem – cada vez mais – seus efeitos.
Palavras ocas (“cada um que responda pelo seu CPF”, como sempre gostou de dizer Ivo Cassol) em discursos demagógicos tornam-se cada vez mais intoleráveis para os eleitores. Esses medalhões com seus rostos involucrados no cinismo podem até não acreditar mas – essa é a verdade – estão muito próximos de serem parados pelo torniquete popular.

NOVOS JUDAS
Nossos artesãos participantes da tradição de construir os bonecos usados na “Malhação de Judas”, feita no sábado após a Sexta Feira Santa podem preparar bonecos personificando dois senadores rondonienses. Se pegar o espírito da coisa gerada pela corrupção investigada na Lava Jato, mesmo sem rostos os bonecos dos Judas pendurados nos postes serão facilmente identificados pelos decepcionados eleitores rondonienses.

PARADIGMAS
O prefeito Hildon Chaves disse ontem com exclusividade para a coluna que está determinado, mais do que nunca, a fazer a diferença na administração de Porto Velho, quebrando paradigmas, colocando sempre o interesse público acima de interesses pessoais e paroquiais. Disse estar atento ao trabalho de todos os “colaboradores” de sua gestão e que, no momento oportuno pode fazer modificações necessárias para melhorar a vida dos portovelhenses com o atendimento de suas demandas. O prefeito não disse quem pode “sair” da equipe e nem quando isso vai ocorrer, mas reforçou a ideia de “uma periódica” sintonia fina na prefeitura.

DIVIDIDA
Em qualquer circunstância, após a debacle de Valdir Raupp com seu destaque no noticiário sobre a “Denúncia do Fim do Mundo” no viés da Lava Jato, ficou quase impossível para o PMDB rondoniense, malgrado ser o maior partido organizado no estado, conseguir lançar candidato competitivo para a sucessão estadual. A realidade de hoje é que o PMDB se revela uma legenda bastante dividida e até longe do consenso em sua cúpula estadual. Já tem alguns peemedebistas de escol considerando que o lançamento de um candidato ao governo chega a ser uma espécie de delírio. Para o deputado Maurão de Carvalho, presidente da Assembleia Legislativa, que sonha em conseguir a indicação a notícia não é boa. Entre os falcões do PMDB rondoniense Maurão ainda é encarado apenas como um pombo.

ÔRRA, MEU!
Apesar de tudo, ontem uma fonte deu o sinal: Ivo Cassol ainda cogita vir a ser governador de novo de Rondônia. O duro vai ser marcar o retorno com o eleitorado com “os sentinelas avançados” desse poente do Brasil.

TOPARIA
O informe é de uma fonte próxima. Expedito Júnior, agora verdadeiramente “candidus” em relação aos demais aspirantes listados para a sucessão, já estaria topando disputar o governo do Estado. Se confirmada, a candidatura do ex-senador, que ficou anos fora das disputas, promete revirar o tabuleiro eleitoral, oferecendo um confronto forte com aquele político que chegou ao senado puxando o tapete do próprio Expedito.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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