Em Linhas Gerais

Sinceramente é de dar vertigem o acompanhamento diário da política do Estado – por Gessi Taborda

VERTIGEM

geloSinceramente é de dar vertigem o acompanhamento diário da política do Estado, por sua pobreza e atraso. Aqui estamos nós batendo todo dia na mesma tecla, de um estado carente de verdadeiras lideranças e de instituições dominadas pela prática da corrupção que sempre se mostra mais forte que as ações destinadas ao seu combate.

É como se estivéssemos enxugando gelo. O estado patina e não tem maiores perspectivas de avançar porque no comando do timão está o que existe de pior em sua concepção política.

A situação é tão desconfortável que alguns cronistas políticos anunciam publicamente o cansaço e prometem parar de falar, por exemplo, do personagem que encarna o governo estadual.

FALSA XANGRILÁ

geloÉ mesmo de dar vertigem quando olhamos o abismo colocado diante das nossas mais insistentes esperanças pela corrupção corriqueira que envolve a gestão pública rondoniense. Precisamos acreditar que ainda há coragem e determinação dos chamados órgãos de controle externo do governo para ir a fundo nas investigações, a ponto de nos livrar dos lobos travestidos de cordeiro que pretendem continuar manipulando não só os recursos públicos, mas também a mente da sociedade, usando principalmente a mídia amestrada e o marketing oficial, criando essa falsa Xangrilá.

Hoje não vou tamborilar sobre o anúncio de que outra grande operação policial programada para atuar por aqui até o próximo 15 de janeiro. Não vou falar também sobre os entraves existentes na corrida de Confúcio para o novo governo, diante das investigações sobre a suposta prática do abuso do poder político, econômico, etc, etc. Embora consciente de que a situação do governador é periclitante, se a tolerância zero à corrupção e aos crimes eleitorais estiver impregnando a nossa Justiça, não vou valar especificamente desse cenário.

HOMO SAPIENS

geloAproveitemos esse sábado para mais uma digressão filosófica. Os fatos do submundo político rondoniense, leva-nos a uma reflexão muito maior sobre os motivos pelos quais suas figuras mais lustrosas aparecem tanto na crônica policial, como uma caricatura dos mafiosos da velha Chicago. Estou convencido de que esses políticos rondonienses ainda não merecem a designação de homo sapiens.

Lideranças de tristes figuras como Carlão de Oliveira, Irmão Valter, Ivo Cassol, Roberto Sobrinho, Marco Donadon e vai (a lista é grande) por ai afora, comportaram-se (e muitos ainda comportam) como predadores, selvagens, irracionais. Capazes de encontrar justificativas morais para roubar a sociedade, usando até violência contra quem desnudou o lado irracional seu lado irracional, de selvageria.

ENGATINHANDO

geloEsses bucaneiros da política rondoniense deixa embatucado aqueles que tentam compreender de onde vem seu sucesso eleitoral. Na verdade nem é tão difícil compreender:

No caminho da evolução, ainda estamos engatinhando e com instintos muito primitivos, inadequados para o tipo de vida que afirmamos ser nossa escolha: civilizada, doméstica e cada vez mais urbana.

Ainda na sua coluna de ontem o jornalista Robson Oliveira descrevia a contribuição de Ana da 8, Flávio Lemos, Luisinho Goebel, Maurão de Carvalho, Lebrão, Epifânia Barbosa, Edvaldo Soares, Jean Oliveira, Kaká Mendonça, Adriano Boiadeiro, Tucura, Zequinha Araújo, deputados enodoados nesta legislatura, para evitar o afastamento do governo Confúcio, em decorrência de representação de origem popular protocolada na Assembleia (e agora são duas) que precisam ser lidas no plenário.

O eleitor está ajudando a evolução. Escolheram com mais critério os próximos integrantes do parlamento, mas não deletaram todos aqueles que não prestam.

OBRA ACABADA

geloNossa presunção é de que somos obra acabada e que não necessitamos mais evoluir. Participamos do mesmo processo universal, com pequenas diferenças, embora sujeitos às mesmas leis naturais. Além de estarmos submetidos, temos uma ingerência, também como protagonistas.

Somos capazes de interferir no processo, nem sempre no bom sentido. E é exatamente isso o que tem acontecido ao longo dos processos eleitorais de que participamos desde a primeira escolha do primeiro governador votado. Imaginamos-nos sábios, fazendo as escolhas mais acertadas, que só terão qualidade quando formos domesticados e abandonarmos a selvageria.

CHEGAREMOS LÁ

geloA nossa política vai certamente evoluir. Para frente, em outros pleitos, escolheremos melhores representantes, melhores dirigentes. Afinal, nós mesmos estamos também num processo evolutivo semelhante de domesticação, com uma experiência muitíssimo mais recente, embora progressiva, para um modo de vida urbano. Provavelmente, evoluímos de “homo domesticus” para “homo urbanus”, mas falta-nos muito ainda para merecermos o rótulo de “homo sapiens”.

AINDA É CEDO

PTTO noticiário todo de ontem insistiu nesse ponto: o Brasil deixou a recessão técnica por 0,1%. E logo se viu puxa-sacos do governo petista fazendo festa, soltando fogos, com aquela conversa de que “agora vai!”.

Deixamos a recessão técnica (??) por um triz. Apenas o suficiente para sair do vermelho e voltar ao azul, ao menos teórico, já que o quadro de estagnação não muda.

SEM CAIXA 2

CONFUCIOO balanço final da prestação de contas de todos os candidatos a governador é, no mínimo, uma revelação de como se compra uma eleição. O governador de Rondônia está entre os que mais arrecadaram (proporcionalmente ao número de eleitores do estado) na disputa desse ano. Foi praticamente 17,5 milhões de reais. Isso falando de contabilidade oficial e, como a gente tá careca de saber, no Brasil ainda tem a estória do caixa dois. Nessa conta não entra o que se gastou com a publicidade oficial alimentando a mídia e, claro, garantindo seu apoio. Assim, a vitória era um resultado inevitável.

EUFEMISMO

FACTOIDENão tolero mais os eufemismos na comunicação oficial da prefeitura de Porto Velho. Ora, o que significa a afirmação de que a “Emdur está próxima do alcance das metas estabelecidas”? Então temos uma Empresa de Desenvolvimento Urbano cujas metas é a troca de lâmpadas? A Emdur, é claro, não tem metas, aliás, a gestão que vai para o segundo ano não demonstrou ter qualquer meta.

Outra: “Semusb grande mutirão de limpeza na Cohab e no Trevo do Roque”. Outra conversa bovina. Certamente se alguém for à Cohab não notará qualquer diferença no bairro. Quanto ao Trevo do Roque, só rindo. Aquilo virou uma zona de bombardeio que nada tem a ver com um trevo rodoviário. É outra empulhação dessa gestão de Nazif que, lamentavelmente, continua disputando a posição de pior prefeito rondoniense.

NATAL ESTRAGADO

Federal22Tem político rondoniense de alto-coturno preocupado com a próxima Operação da Polícia Federal. Ninguém sabe o dia exato de seu lançamento, mas ela poderá estragar o natal de vários políticos que andaram metendo a mão no dinheiro da viúva. Afinal, como se sabe, na cadeia não tem ceia com peru.

Há políticos rondonienses na representação federal apavorados com as investigações daqueles que estão na lista das delações premiadas do “Petrolão” e de outros escândalos

 

 

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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