Em Linhas Gerais

Confúcio no Olho do furacão: “Há uma tendência generalizada nos TREs brasileiros de não fazer vistas grossas a quem topou tudo para ganhar o Poder”. -por Gessi Taborda

É ESTELIONATO, SEM TIRAR E NEM POR

Urna 33Tivesse as revelações do envolvimento do governador Confúcio Moura na corrupção institucionalizada em seu primeiro governo, pela Operação Plateias, tornadas públicas antes do início do 2º turno da eleição, que venceu principalmente pela votação inimaginável conseguida em Porto Velho, ele certamente não conseguiria os votos necessários para garantir um segundo mandato.

E verdade seja dita, estaria enfrentando um estado pegando fogo para sua imediata saída do governo. Certamente repetiria o mesmo episódio protagonizado por Roberto Sobrinho, que não conseguiu fazer a transmissão de posse na prefeitura.

Relembrando o mote principal para conseguir mais essa vitória, a do combate à corrupção, não é difícil constatar que a vitória de Confúcio Moura decorre de um estelionato eleitoral.

DEMONIZAÇÃO

Urna 33Muito mais do que demonizar o adversário Expedito Júnior, o candidato chapa-branca adotou um marketing agressivo para garantir que Expedito – por ter sido cassado no Senado – representava um enorme retrocesso para o estado rondoniense. Agora, pelas revelações da PF em sua “Operação Plateias” viu-se que verdadeiramente contaminado com a corrupção no estado sempre esteve o governador.

BURACO DO TITANIC

HáUrna 33 muita polêmica em torno do segundo mandato de Confúcio. Inclusive apostas de impugnações. Ele na verdade responde já ações que apuram os supostos crimes eleitorais do abuso do poder político e econômico, entre outros. Essas ações podem inviabilizar a diplomação e até a posse do filosofal político ariquemense. Há uma tendência generalizada nos TREs brasileiros de não fazer vistas grossas a quem topou tudo para ganhar o Poder. É a tal tolerância zero à corrupção.

Então é isso, mesmo sem sofrer de imediato os efeitos da conclusão das descobertas da Operação Plateias (que podem não só justificar uma condenação com perda de mandato e dos direitos políticos), Confúcio vai terminando o ano de 2014 com um rombo no casco da sua nau, tentando evitar que os vazamentos a levem a pique repetindo a tragédia do Titanic.

SEM SUSTENTAÇÃO

SeUrna 33 conseguir sobreviver graças a notória lentidão da Justiça, o filosofal político ariquemense vai tomar posse do segundo mandato em 1º de Janeiro de 2015. Terá contra si um dia amargo após o outro. Ele sabe que na plataforma onde atua não existe amizade. Para não cair pela via política, terá de alimentar os interesses partidários e corporativos que lhe permitiu, como foi afirmado pela grande mídia, fazer uma campanha caríssima, com cada voto custando próximo dos 50 reais.

O cenário é mesmo de desanimar. No ano vindouro – se mantiver o mandato – Confúcio não terá legitimidade política necessária para enfrentar o mar revolto sem constantes perigos de soçobrar.

ERRO HISTÓRICO

Urna 33O governador deve saber, mais do que ninguém, que o próximo mandato começa com as contas públicas muito estragadas. Não poderá dessa vez, atribuir o “erro histórico” ao antecessor, que ele próprio. Verá que foi uma tremenda gaiatice a “mentirinha” que pregou ao longo da campanha de que os fundamentos da economia rondoniense estavam sólidos, o bastante para garantir que suas promessas de melhorar de verdade o estado, com o atendimento às demandas em segmentos fundamentais como saúde, educação, segurança pública, saneamento, etc, etc.

Rondônia está à beira de um precipício. Evitar que ela quebre de vez não será uma tarefa para se resolver com “mantras” filosóficos de alguém que só tem filosofia no nome.

Há, a meu ver, um erro letal para o homem acusado de chefiar a quadrilha composta por seus parentes, responsável por transformar o estado num vergonhoso balcão de negócios. Imaginar que a Justiça Eleitoral, os MPs (federal e estadual) e o próprio STJ estão todos dominados.

ENTRAVADO

AUrna 33 falta de confiança na política (e tem?) do PMDB rondoniense, aliada à falta de confiança no próprio Confúcio é o principal entrave ao crescimento econômico de Rondônia. Aliado a tudo isso temos ainda um governo perdulário, dominado por acordos e conchavos políticos-eleitorais que, entre outras coisas, está lotado de cargos comissionados, CDs e não de um corpo técnico desmotivado e jogado para escanteio. E olha que não falamos até aqui do crescente déficit público rondoniense.

E com as operações da polícia federal e dos processos que caminham na Justiça Eleitoral mostram que a percepção sobre o próximo mandato está muito ruim. Não vou me admirar se a palavra impeachment do governador se tornar uma constante no próximo mandato. A não ser, claro, se a Justiça Eleitoral decidir logo que as práticas do abuso de poder político e econômico devem ser impeditivo para Confúcio começar.

MAIS EXIGENTE

EUrna 33mbora considere um erro da população ter dado a Confúcio um novo mandato (mais pela falta de Oposição consolidada) temos de reconhecer diante do resultado final, com uma faxina razoável nos limites do parlamento, que a população aumentou seu engajamento em favor da implementação da democracia (sem adjetivos) no Estado.

Ela, imagino, estará mais atenta às atividades políticas e governamentais. Isso significa que colocará mais rapidamente no cadafalso quem ficar marcada com as tendências da corrupção. Não há mais espaço para as Anas da 8 da vida; para os “zequinhas dinheiro na cueca” e vai por ai afora.

O povo está terminando o ano de 2014, consciente de que a consolidação do processo democrático em nosso estado acaba coexistindo com hemorragias internas que sangram as instituições.

Um número cada vez mais da população estará de olho aberto para identificar as pessoas importantes do governo, a banda podre da iniciativa privada, do Parlamento e mesmo do Judiciário, que conspiram com seus atos contra o espírito da democracia republicana.

IRRESISTÍVEL

EUrna 33stá se tornando irresistível, todavia, a onda de interesse despertado pelas eleições, campanhas difamatórias e mentirosas e a revelação do entranhamento profundo do desvio de dinheiro público em favor de partidos, empreiteiras e gente ligada ao governo e partidos. O conluio desonesto entre maus agentes públicos, detentores de mandato, de toga, e os empresários que não honram a tradição de competição livre de mercado conspurca a trilha de desenvolvimento e empaca o estado. Tenha o governo muito cuidado com formação do secretariado para o próximo ano. O povo vai reagir os donos desse voraz apetite em cima do dinheiro público, que alimenta as necessárias Operações da PF, como essa “Plateias”.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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