Em Linhas Gerais

Quem que mora em Porto Velho que não gostaria de ver novamente a EFMM percorrendo os trilhos com sua lúdica Maria Fumaça

FILOSOFANDO

“Há só uma coisa mais poderosa que todos os exércitos do mundo: uma ideia cujo tempo é chegado.” VITOR HUGO ( 1802/1885), novelista, dramaturgo, poeta, ensaísta, artista e estadista francês, que teve destacado ativismo na defesa dos direitos humanos e importante atuação política em seu país.

 PREMIADA

Logo de manhã uma fonte bem informada realçava uma nota publicada na coluna ainda no ano passado. Segundo essa fonte está na fase conclusão a negociação de uma delação premiada da ex-vereadora (chegou a ser presidente da Câmara Municipal) e ex-deputada Helen Ruth, hoje foragida da Justiça, entregando figurões da Assembléia Legislativa na esperança de assim conseguir um relaxamento no cumprimento do mandato de prisão contra si e até amenização de sua pena. Difícil prever se ela vai conseguir o “alívio” pretendido. Uma coisa é certa: como a foragida sempre transitou com desenvoltura nos mais altos círculos do Poder, certamente a suposta delação pode deixar gente grande vivendo um período de muita tensão.

 ARQUITETANDO

É realmente muito cedo para saber se o novo prefeito já está arquitetando alguma tática capaz de culminar com o recebimento de investimentos da iniciativa privada (dentro das PPPs defendidas na campanha) para combater os pontos de estrangulamento do desenvolvimento econômico e social de Porto Velho, como a questão do esgotamento sanitário. E mesmo diante das escassas notícias sobre questões dessa importância, já circula nas coxias nomes ligados ao tucanato que se articulam para garantir um naco nesses negócios. Tem gente doida para ficar (mais) rica depressa.

 ESTÉRIL

A escassez de notícias de verdade em pleno recesso político num estado como Rondônia é uma coisa natural. Mas dessa vez a situação está mais estéril. A ponto de ontem, em vários veículos da mídia, a simples limpeza de uma caixa d’água num hospital municipal (em Jarú) ter ocupado espaço normalmente reservado apenas para “notícia” de verdade.

 TSKTSK

É informe de cocheira que circulava ontem nos limites da principal casa política rondoniense. Vai desaguar – de acordo com o informe – a qualquer hora nas mãos de um promotor do chamado círculo duro do MP, uma denúncia de que candidatos aprovados em concurso público promovido pela municipalidade estão sendo preteridos em para permitir o provimento de gente com QI de ressonância política em cargos “em comissão”. Denunciantes estariam municiados de documentos, inclusive de print de respostas dadas por gente ligadas à gestão através das redes sociais.

 VOLUNTARISMO

A burocracia do executivo municipal continua emperrando a regularização de pessoal de gabinetes do primeiro escalão. Até esse momento, só para citar um caso, o contador Clodoaldo, homem de confiança do vice-prefeito Edgar do Boi, cuida da parte administrativa do gabinete sem estar nomeado para o cargo.

É puro voluntariado. E no caso de Clodoaldo é possível que ele nem queira mais continuar, convencido de que “é mais negócio” cuidar de seu escritório de contabilidade, onde tem uma grande carteira de clientes importantes no mundo empresarial rondoniense.

 EURO

Esbanjando simpatia e saúde, o jornalista Euro Tourinho, diretor geral do diário Alto Madeira (o mais antigo da região norte) e decano da imprensa rondoniense, compareceu ao almoço realizado no “O Compadre”, numa homenagem dos integrantes da redação do AM pela passagem dos seus 95 anos de idade.

O evento foi organizado pela competente secretária do jornal, a afável Dona Helena. E, como não podia deixar de ser, teve o colunista Taborda, o Ciro Pinheiro, o editor Lúcio Albuquerque, além de repórteres (como o Leivinha) e representantes dos demais departamentos entoando o “Parabéns Prá Você”, seguido de muitos aplausos ao querido aniversariante.

 NA MIRA

Vereadores da nova legislatura deverão pisar em ovos já no inicio das atividades desse ano, em Porto Velho. Ainda sem confirmação por fontes qualificadas já se repete à boca miúda que uma tomada de contas especial está em andamento para investigar novas suspeitas de manobras antirepublicanas na Casa. Até agora as especulações estão no nível do informe.

 TEMA DURO

Quem que mora em Porto Velho que não gostaria de ver novamente a EFMM percorrendo os trilhos com sua lúdica Maria Fumaça, mesmo num trecho recuperado para servir pelo menos de atração turística? Ora, claro que praticamente todos gostariam de ver isso acontecendo.

Todavia isso é praticamente impossível por fatores que fogem ao controle do município e até do estado: a crise econômica e falta de dinheiro para um investimento dessa envergadura.

 COMO ACREDITAR?

Torçamos pelo menos para a implantação de algum projeto de urbanização dá orla do rio Madeira e, claro, da transformação do espaço apelidado de Praça da EFMM numa praça de verdade, com arborização, iluminação, equipamentos de lazer e até os prosaicos bancos para estimular a convivência comunitária. Se conseguirem fazer isso, já tá de bom tamanho.

Como acreditar que uma prefeitura tecnicamente quebrada, sem condições sequer de cuidar dos espaços públicos do centro vai ressuscitar uma EFMM com a pompa do passado. Promessas nesse sentido não passam de “Truque de Madame”.

 MUITO DIFÍCIL

Você, caro leitor, acredita mesmo que conseguiremos ver a BR 364 duplicada entre Porto Velho e Vilhena? Bom, talvez você acredite em duendes e mula sem cabeça. As estradas da malha federal, em todo o Brasil, estão erodidas, até em estados com forte representação política e econômica. Com uma bancada de parlamentares em Brasília dominada por integrantes do baixo-clero vai ser difícil conseguir que nossa BR tenha asfalto de qualidade e até mesmo as terceiras faixas nos trechos de maior trânsito.

 ANTECIPAÇÃO

Em meio à crise do sistema penitenciário nacional e do governo federal com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (PSDB), subiu no telhado. Tudo somado, Michel Temer avalia antecipar a reforma ministerial, que pretendia em fevereiro, para este mês, começando pela Justiça.

 IMPRESSIONANTE

É impressionante como um vereador que foi afastado das funções, passou vários dias na cadeia e, mesmo assim, conseguiu se reeleger e nessa nova gestão, apesar das denúncias de corrupção, parece que vai longe. Consta que possuí influência até mesmo sobre seus pares… Como pode isso? Ah!, me lembrei: em nosso estado vereadores tomam posse algemados e depois voltam para a cadeia. E bate o bumbo.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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