Em Linhas Gerais

Não dá para imaginar como a população de Vilhena consegue conviver com tantos exemplos de corrupção – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A vida é uma história contada por idiota, cheia de som e de fúria, sem sentido algum.” WILLIAM SHAKESPEARE (1564/1616), poeta, dramaturgo, ator e escritor inglês que acabou se transformando no mais influente dramaturgo do mundo.

 E A BASE?

O novo prefeito da capital rondoniense, o tucano Hildon Chaves, está nesta fase inicial da gestão movimentando-se muito (se comparado ao antecessor que foi inerme) e prometendo também. O primeiro mês de sua posse ainda não terminou e já temos colocados na praça projetos encruados ao longo de décadas, tais como recuperação da EFMM (e não só da praça de mesmo nome), rodoviária internacional, recuperação de estradas distritais, remoção de moradores de áreas de risco, uma festa de arromba para comemorar os 102 anos de vida da capital (dia 24), isto sem falar na doação de um terreno para construção de um novo shopping, etc. Nesse rosário de promessas nem uma palavrinha, ainda, sobre o Ceasa, tema consagrado na sua campanha.

 COMO MÚSICA

Acreditar que tão cedo assim o prefeito já viabilizou investimentos para tocar tantos projetos é meio difícil, especialmente para quem mantém os pés fincados na realidade. As declarações do prefeito e de seus acólitos podem soar como música nos ouvidos de quem viveu os últimos sob os efeitos das desastradas gestões dos petralhas e da inerte Turma do Quibe. Finalmente temos um prefeito ágil, que vai às ruas e faz pelo menos limpeza de praças públicas.

 VENDER ILUSÃO

Mas dai a acreditar que o novo prefeito já conseguiu dinheiro às pampas para intervenções mais contundentes na extinção dos entraves ao nosso desenvolvimento e melhoria das condições urbanas da cidade há uma longa distância. Enquanto o novo prefeito não trilhar pelo roteiro das prioridades que nortearam sua campanha, inclusive a da devassa sobre os ralos por onde se escoaram os recursos municipais, pelas medidas de saneamento das finanças públicas combatendo praticas como a do empreguismo é melhor ficar um pé atrás, entendo tudo isso como a tentativa de se “vender uma ilusão”.

 É PRECISO MAIS

Não será com declarações como as feitas nesse período pelo Ocampo à frente da cultura – vibrando com a “doação” de 400 mil reais para o carnaval – que conseguiremos empolgar investidores a acreditar que vale a pena colocar seu dinheirinho por aqui. Porto Velho tem que fazer mais do que isso para recuperar a credibilidade dos investidores do próprio estado, do país e internacionais.

Ainda somos a cidade das praças e logradouros dominados pela pirataria e camelôs. O mesmo acontece com as calçadas. Em relação ao trânsito nada mudou: ainda prevalece a indústria das multas e o cidadão continua sem ter como estacionar seu veículo, especialmente o centro, com as vagas dominadas especialmente pela ditadura dos motoqueiros. Os terrenos baldios estão por toda a parte, a sinalização de trânsito é caótica, isso para não se falar da falta de sinalização com placas de ruas, etc, etc.

 SILÊNCIO

Robson Oliveira – um dos melhores jornalistas rondonienses – foi o grande assessor político de Hildon Chaves durante a campanha. Imaginava-se seu aproveitamento num cargo importante da nova gestão municipal. Isso não aconteceu. Robson, pelo visto, preferiu continuar suas atividades como advogado muito prestigiado e excelentemente remunerado na banca de outro nome de destaque da advocacia local, Diego Vasconcelos.

Como jornalista Robson fez uma profunda observação sobre os desacertos da comunicação (social) política do novo prefeito em relação às críticas feitas por analistas políticos e em veiculações de sites da internet especializados em conteúdos políticos. Um estranhíssimo silêncio tomou conta do gabinete, dando ideia de que há um sentimento de mágoa dos novos áulicos em relação ao jornalista que foi recente guru de Hildon.

 PUXASAQUISMO

Há uma tendência de quem gravita ao redor do prefeito em demonizar ou desqualificar os críticos do novo bambambã da cidade. Para Robson isso revela um “excesso” de puxa-saquismo ou mesmo intolerância gerada pela ignorância de como se processa a verdadeira comunicação política num ambiente democrático e republicano. As ponderações do “guru” de Hildon durante a campanha caiu num vácuo inesperado.

 A CANETA

Uma pessoa acostumada a conviver sempre com os “tycons” nas entranhas do poder falava ontem que é um erro de avaliação superestimar a influência do presidente regional do PSDB, o ex-senador e empresário Expedito Júnior, nos arraiais que cercam o novo prefeito da capital rondoniense. Segundo ele, Hildon ainda mantém para si “o poder da caneta”. Pode até ouvir os tucanos mais emplumados mas só decide de acordo com suas próprias convicções.

 UMA E OUTRA COISA

Tenho acompanhado os caminhos escolhidos por alguns escribas da mídia local em relação ao novo prefeito Hildon Chaves. Muitos já fazendo uma oposição declarada ao tucano substituto da Turma do Quibe na prefeitura. A posição da coluna é a mesma que norteia sua existência de várias décadas: a independência em relação ao núcleo do poder.

A gente não pode ser oposição que tudo está errado, enquanto tem algumas coisas certas, por menor que sejam. Mas também não dá para ser situação que diz que tudo está certo, quando há coisas erradas. É claro que a coluna não concorda com a criação e nomeação de tantos cargos desnecessários, como essa estória de “uma casa” militar na prefeitura.

 OLHOS BRILHANTES

Até agora a coluna espera explicações do novo prefeito capazes de convencer de que um norte programático está mesmo em curso.

Não há motivo para esconder: a coluna contribuiu – e muito – para o resultado do processo eleitoral. Não ficou apenas na torcida por Hildon Chaves. Engajou-se na sua bandeira. E assim crê que as melhorias exigidas pela população de Porto Velho virão a médio e longo prazos. Certamente Hildon terá um monte de projetos interessantes.

Ainda não é momento de se decepcionar com algumas decisões calcadas (pelo menos aparentemente) na insegurança (própria da falta de experiência) e no desejo centralizador. Pelo menos nas fotos, dá pare ser ver que o novo prefeito tem brilhos nos olhos e capacidade de se empolgar.

 SENSAÇÃO RUIM

Não dá para imaginar como a população de Vilhena consegue conviver com tantos exemplos de corrupção nos entremeios de sua política. Sei não, mas imagino que episódios como o da posse de vereadores presos por corrupção (e mesmo assim eleitos pelo voto) como aconteceu nos últimos dias reforçam a sensação de impunidade que ainda paira sobre nossos políticos.

Com toda a repercussão que esses fatos tiveram na imprensa não só local, mas também nacional, chega a ser bizarro que a nova prefeita da cidade de Vilhena tenha nomeado parentes na atual gestão; numa clara demonstração de que o nepotismo se mantém em várias práticas de Rondônia como uma prática inexpugnável.

 PERDIDOS

Se o genial Plínio Marcos ainda estivesse por aqui, certamente escreveria uma nova versão de sua peça mais famosa, desta vez em homenagem a Rodrigo Maia e Jovair Arantes: “Dois perdidos numa política suja”

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by