Em Linhas Gerais

Quando as autoridades não se importam mais com o escracho – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Há três tipos de governo: o que faz acontecer, o que assiste acontecer e o que nem sabe o que acontece.” GEORGE SANTAYANA (1863/1952), filósofo, poeta, ensaísta e romancista nascido na Espanha e falecido em Roma, Itália. Ajudou financeiramente muitos escritores, incluindo Bertrand Russel.

 VISIVEL SOLIDÃO

Como tantos outros brasileiros, o colunista também acompanhou o depoimento de Lula perante o juiz Moro. Não foi fácil atentar para detalhes de um depoimento onde o réu fez toda sorte de piruetas para transformá-lo em mais um capítulo político para encantar petistas. Na opinião do colunista, ao final sobressaiu-se o personagem de fisionomia conturbada, expondo uma visível solidão, típica de quem espera ser abatido no final da história.

 NERVOSISMO

Lula tomou litros de água durante o depoimento. Cofiava sempre barba e bigode numa demonstração de desconforto para enfrentar as perguntas do Juiz Sérgio Moro. Manteve – como já era esperado – a mesma tática de sempre de ressaltar sua “inocência” (sem escapar das contradições), considerando-se “vítima de uma caçada judicial”.

Daí o esforço em todos os momentos para abusar dos superlativos: o presidente mais perseguido da história; o presidente que mais fez pelos pobres; o mais honesto, o mais desapegado, o mais sincero, o mais amigo. Uma clara manifestação de quem se acha acima das investigações e do julgamento da própria (quem tem de julgar é o povo!).

 PASMOS

O ex-presidente fez-se de desentendido na maior parte do tempo do depoimento. Certamente deixou pasmos a todos nós quando afirmou reiteradas vezes que não sabia o que acontecia na Petrobrás, nas licitações, nos repasses das empreiteiras, nos desvios de verbas, no enriquecimento ilícito dos seus “cumpanhero”… tudo isso enquanto foi presidente e também após deixar o cargo – mas umbilicalmente ligado ao seu partido e à sua sucessora, a governante “impichada”.

 NO COLO DE MARISA

Para tirar o seu da reta, quem entrou na dança foi dona Marisa, a finada. A ela se atribuiu a responsabilidade pelo interesse no tríplex e as tratativas para adquiri-lo. Ela, logo ela, coitada, que “nem gostava de praia” (as fotos do casal nas praias de propriedade do governo federal não apenas desmonta como tornam ridícula a afirmação).

Tudo foi lamentável. Até a exigência dos advogados do petista, para que ele fosse tratado pelo Juiz Sérgio Moro de “ex-presidente” – como se isso representasse algo, pois quem foi, já era!

 PRAÇA VAZIA

O tão esperado gran finale, o comício de Lula aos simpatizantes na Praça Santos Andrade, equivaleu a seu atestado de óbito e do partido que comanda e personifica (“não tenho influência sobre o PT”, disse a Moro): onde estava a “onda vermelha” ou o “exército vermelho” disposto a dar a vida ao líder? As imagens mostraram uma praça vazia…

O PT tem 1,8 milhão de filiados e sequer foi capaz, apesar de financiar a viagem de seus militantes, de lotar a praça. Quando muito, sete mil estavam lá, estima a Secretaria de Segurança Pública.

E mesmo esse número é exagerado se confrontado com o número de ônibus que conduziram a comitiva: multiplicando-se por 40, que é a capacidade máxima de cada veículo, temos dá aproximadamente 2 mil pessoas.

 BABOSEIRA

No discurso, Lula repetiu a cantilena sobre sua inocência e perseguição e jurou estar sendo honesto diante de seus seguidores, pois, do contrário, “não seria merecedor do carinho de vocês”. E desafiou: “Se estiver mentindo, que um ônibus me atropele!”

Um desafio com a mesma consistência que garantia de que jamais pediu “cinco, dez centavos” a qualquer empresário, e esta talvez seja a única verdade que tenha dito em sua vida pública: o que recebeu dos empresários, que beneficiou por meio de ações escusas, são dezenas de milhões de reais. Como é que um cidadão destes chegou ao mais alto patamar político no Brasil? Como? Como?

 POTENCIAL

Profissional conceituado do setor de imóveis em Rondônia deu uma declaração otimista para esse segmento que, aparentemente, ainda está longe de se recuperar da crise, após o “boom” das hidrelétricas. Para esse empresário – que atua também fora de Rondônia – “há um grande potencial de crescimento” dos negócios imobiliários no estado, “ainda muito carente de projetos, principalmente os voltados para as classes média e média-baixa”. Para esse profissional – que preferiu não ser identificado – é preciso avaliar “a crise com otimismo”.

 PONDO FOGO

Como não pode disputar outra reeleição, o governador Confúcio Moura (interessado em disputar uma vaga para o Senado) está botando fogo na pré-campanha do deputado e presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho, para substitui-lo no comando do Estado. Dizem que por ser o grande incentivador do projeto político do presidente da Assembleia, o governador acaba de ser escolhido por Maurão para receber homenagem do Legislativo a ser agendada para breve. E assim, Confúcio hoje na alça de mira do STJ, vai ser festejado pelos parlamentares como (rá,rá,rá,rá,rá!) um grande governado no âmbito brasileiro.

 PANELA VELHA

Sérgio Reis (que é deputado federal) fez enorme sucesso com sua música que dizia que “panela velha é o que faz comida boa”. Tem lógica. Pelo menos é o que os “potins” da Europa andam afirmando. Eles atribuem como fator do grande de Emmanuel Macron o fato do novo presidente francês ser casado com uma mulher 25 anos mais velha, Brigitte. O casal incomum chamou atenção. E sua singularidade foi percebida como expressão de diversidade e modernidade.

 ESSE É O MAL

Uma fonte do MP comentou ontem, sobre a revelação de que a Assembléia está gastando uma fortuna para promover uma banda de rock desconhecida (Versalles), dinheiro do contribuinte: “O mal da direção da Assembleia a tomar decisões que parecem ser uma espécie de convicção de que ninguém mais se importa com os escrachos”.

Até o momento nenhum órgão responsável pelo controle externo dos gastos do dinheiro público se manifestou sobre as providências que certamente tomarão.

 ERNESTO

Se o objetivo fosse verdadeiramente incentivar e promover a cultura e arte local, a Assembleia teria escolhido um grupo de verdadeiro valor artístico como o Ernesto Melo e “A Fina Flor do Samba”. Mas o jogo é outro, dai jogar grande numa banda que nem tem nome identificável. Afinal, o que seria “Versalles”? Um galicismo ou apenas a grafia errada de Versailles?

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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