Em Linhas Gerais

Assembleia usa dinheiro do contribuinte para alavancar banda de rock – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A melhor maneira de melhorar o padrão de vida está em melhorar o padrão de pensamento.” U.S.ANDERSEN (1917/1986), escritor de livros de auto-ajuda nos Estados Unidos.

 UMA VERGONHA

É claro que órgãos públicos, poderes e instituições públicas não precisam torrar milhões de reais em publicidade oficial que não sejam do interesse de toda a coletividade. As entidades do setor público não têm concorrentes, não precisam convencer “seus consumidores” sobre a qualidade de sua prestação de serviço e suas vantagens institucionais. A propaganda aceitável e perfeitamente legal é aquela que é obrigatória (editais, etc), ou a que trata de campanhas do interesse público (avisos, problemas com serviços essenciais e coisas do gênero). A que foi lançada ontem pela Assembleia Legislativa não é nada disso.

 OLHOS FECHADOS

Então como a Assembleia chegou a patrocinar a “campanha” milionária na mídia estadual para promover uma banda de rock sem, pelo visto, ter sofrido alguma ação dos tais órgãos do controle externo? Talvez pelo fato de que o MP e o TCE não ter interesse verdadeiramente real de proteger o erário ou de cobrar respeito ao dinheiro dos cidadãos-contribuintes-eleitores…

Não é de agora que a Assembleia gasta pesado com propaganda. Pelo que se ouve até em setores midiáticos, o legislativo anuncia para cooptar veículos de imprensa e escapando das críticas mais pesadas e questionamentos sobre a ação dos parlamentares.

 CAMISETA MOLHADA

Como o MP e TCE não tomam nenhuma providência a farra corre solta. O ralo da publicidade vai correndo de forma espetacular, graças à crença que nenhum órgão do Judiciário vai sair de seu torpor para por ponto final nesse deboche. E se nada for feito, não vai demorar muito para coisas como “A Garota da Camiseta Molhada” volta obter patrocínio dos cofres públicos, como aconteceu no passado.

DEBOCHE INDISFARÇÁVEL

Certamente o deputado Maurão de Carvalho, presidente da Casa, não permite sozinho que essa orgia com o gasto do dinheiro público beneficiando a péssima agência que elucubra essas ideias malucas, responsável pela distribuição da mesma à mídia amestrada aconteça. Essa fúria propagandista parece tapa na cara do cidadão-contribuinte-eleitor e também nos membros do TCE do MP. Até quanto promotores de justiça e auditores do TCE vão fazer de conta que tá tudo certo?

 JAPONES DA FEDERAL

Certamente o deputado Maurão de Carvalho não deve ter esquecido da situação – por desmandos da mesma natureza – vivida por presidentes anteriores da Casa, acordando cedinho com o “japonês da Federal” tocando a campainha de suas mansões. Maurão, dizem, sofre pressões para assumir desabridamente os riscos dessas maracutaias.  Deveria ouvir mais atentamente quem (até entre seus pares) não chancela esse tipo de coisa. Essa não é a melhor maneira para consolidar o nome de Maurão como político que deseja administrar o estado.

 RESISTIR INTERESSES

Um deputado cristão como é o caso de Maurão de Carvalho não dá para se colocar como subserviente a interesses de supostos pares ao cometimento de arbitrariedades. Gastar dinheiro do contribuinte para promover (em qualquer circunstância) uma banda de rock é uma decisão totalmente equivocada, um exagero que pode culminar até em ação civil pública do MP quando seus integrantes mais responsáveis decidir ser esse o momento para se desvendar o que anda acontecendo para se drenar o dinheiro dos cofres do Legislativo.

 SEM CORAGEM

O deputado Ribamar Araújo se intitula o político mais “incorruptível” de Rondônia. Ontem ele não escondeu seu desgosto com “a publicidade” veiculada nos jornais, paga pela Assembleia, divulgando uma banda (desconhecida) de rock. Mas o parlamentar não demonstrou “coragem” para externar na tribuna sua contrariedade, convencido de que “não adianta” reclamar dessas incongruências do parlamento. Para ele, isso só pode mudar quando mudar a direção do Legislativo.

 CADA VEZ PIOR

A situação jurídica de Lula está cada vez pior, e dificilmente ele conseguirá escapar de uma pesada condenação por parte do juiz Sergio Moro, à frente das investigações na operação Lava Jato. Lula provavelmente poderá recorrer em liberdade, e aí sua sorte estará nas mãos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 NO TWITTER

O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o juiz federal Sergio Moro fomentou um confronto entre seguidores dos dois no Twitter. Nesse duelo, até o fechamento da cololuna, os apoiadores do magistrado estão levando a melhor e colocaram a hashtag #MoroOrgulhoBrasileiro no Trending Topics da rede social no Brasil desde as 10 horas.

Antes o topo da lista era ocupado pela hashtag #LulaEuConfio, que perdeu espaço no momento, deixando de aparecer entre os 10 assuntos mais citados no Twitter Brasil por volta das 11 horas. Contudo, por volta de 13 horas, o grupo que apoia o petista passou a usar outra hashtag #MoroPersegueLula.

 POLÍTICA

Uma clara sinalização de que Expedito Júnior, o presidente do diretório regional do PSDB rondoniense está determinado a disputar o pleito como candidato majoritário: ele deixou os afazeres pessoais ontem para fazer o que mais gosta: política. Foi cumprir agenda em diversos pontos do estado, reunindo-se com lideranças de segmentos produtivos e também com membros da classe política de municípios importantes.

 APOIO TOTAL

A simples revelação do suposto “fogo amigo” iniciado por clã tucano seguidor da linha de Aécio Neves foi tratada sem preocupação maior, especialmente depois de ficar claríssimo o apoio que Expedito terá do prefeito portovelhense, Hildon Chaves.

 BAIXÍSSIMA

Os números de um levantamento sobre a taxa de ocupação dos hotéis de Porto Velho não são nada animadoras. De acordo com o que se divulgou, em abril a taxa foi ligeiramente superior a 30%, uma das piores já registradas desde o ano passado. Prova incontestável de que turismo na capital do estado é uma falácia. E olha que há hotéis anunciando diárias a preços levemente superiores a 50 reais.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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