Em Linhas Gerais

Prefeitura na pavimentação usa o “Asfalto Sonrizal” aquele que não resiste a chuva -por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Certo dia, atrasei-me ao voltar da escola e meus pais pensaram que eu havia sido sequestrado. E aí entraram imediatamente em ação: alugaram meu quarto”. Woody Allen (1935), Cineasta norte-americano.

HORIZONTE SOMBRIO

Tem muita gente embatucada com a súbita mudança de hábitos do político Confúcio Moura. Ele sempre foi tido como recatado quando era apenas parlamentar, incapaz de utilizar palavras chulas para manifestar sua ira contra quem quer que fosse. E agora, como está amplamente noticiado, o governador usa palavras de baixo calão para se manifestar contra direitos conquistados pelos servidores públicos, os mesmos servidores públicos que tento paparicou nas campanhas eleitorais que disputou.

O que contribuiu para a adição no palavreado do governador de expressões pornôs, como o tradicional “vá enfiar no c*”, num desabafo publicado recentemente em seu blog? Não posso afirmar com certeza, mas suponho que essa nova postura de desequilíbrio do “dr. Confúcio” tem algo a ver com a reviravolta prevista para acontecer em setembro no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o governador rondoniense figura como acusado de corrupção em procedimento que tramita naquela corte.

NOVA PRESIDENTE

Para explicar mais detalhadamente: Em setembro o STJ terá um novo comando. A ministra Laurita Vaz vai assumir a presidência daquela corte e deve imprimir maior rigor na condução dos feitos visando a responsabilização de governadores denunciados pela prática de corrupção em seus estados. Se o feito que tem o governador Confúcio como denunciado deixar de dormitar nas gavetas e começar a andar. O risco de um suposto afastamento ou até mesmo de inelegibilidade por conta da ficha suja é cada vez uma possibilidade concreta para tirar o governador do pleito de 2018. Pelo menos, em relação ao STJ Confúcio não deverá usar o xingamento chulo em relação a direitos conquistados pelos servidores públicos.

PRIMEIRO MÊS

O governo do presidente interino Michel Temer completa um mês no próximo domingo sem ainda ter conseguido se apresentar como uma alternativa melhor para o país. Pelo contrário, acumula uma sucessão de crises políticas e trapalhadas.

Temer tem hoje quase o mesmo índice de aprovação positiva de Dilma antes de ela deixar a Presidência – a petista tinha 11,4%, ele tem 11,3%. Mesmo não sendo um nome conhecido do eleitorado, o resultado é muito ruim.

Mas o maior fantasma de Temer, assim como ocorreu com sua antecessora, é a Lava Jato. Em menos de 30 dias, o presidente interino perdeu dois ministros por declarações contrárias à operação reveladas por gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

UMA BANANA

O governador Confúcio está sentindo cada vez mais a força do torniquete da Justiça, mas pelo visto, continua botando fé que com ele não vai acontecer nada, pois deu uma enorme banana para a decisão judicial.

Pelo menos é o que se depreende de sua postura em relação ao não cumprimento de uma decisão judicial na área da Educação, para suprir lacunas de professores em escolas do estado, realização de concurso público para preenchimento de cargos vagos, etc, etc.

E AGORA CONFÚCIO?

Como não cumpriu nenhuma determinação da Justiça, uma nova punição foi decidida. E assim Confúcio Moura e sua Secretária de Educação, Fátima Gavioli serão multados diariamente em 25 mil reais se, consta da sentença, não resolver a situação em 15 dias. Será que Confúcio vai reagir em relação ao Juiz Hedy Carlos Soares, da 1ª Vara Cível de Machadinho do Oeste, como reagiu no caso dos servidores, mandando o magistrado “enfiar no c*” sua sentença? Du-vi-de-o-dó com D maiúsculo…

NOVOS TEMPOS

Das prisões em análise no STF, a de José Sarney é a que melhor expressa os novos tempos no Brasil. Ninguém imaginou que o cacique maranhense prestaria contas à Justiça. Todavia, aos 86 anos, ele está à espera do dia em que será detido em casa com tornozeleiras para pagar crimes de corrupção. A punição do 1º presidente no pós-ditadura carrega um forte simbolismo: será a prova dos nove do fim da impunidade no país.

ASFALTO SONRISAL

É difícil compreender os motivos pelos quais órgãos de controle externo nada fazem para por um ponto final na mania continuada da prefeitura de torrar dinheiro público com serviços de péssima qualidade na pavimentação de Porto Velho.

Recentemente o prefeito fez uma onda tremenda na realização de uma maquiagem no pavimento da avenida Carlos Gomes, fazendo parecer que se tratava de asfalto novo. Mas agora, após poucas chuvas, é fácil verificar que ali também o padrão utilizado foi o mesmo do “Asfalto Sonrisal” já que os buracos começam a aparecer denunciando a péssima qualidade do serviço.

REMENDOS

A gestão de Mauro Nazif age como eterna fabricante de truque de madame. Primeiro na pavimentação, depois na instalação desses monstrengos da sinalização semafórica, que custam os olhos da cara. Por todo a cidade foram feitos remendos no pavimento (isso sem contar as baias para as paradas de ônibus) que, como a maquiagem do trecho central da Carlos Gomes, não duram nada, não resistem uma chuva, com a mesma durabilidade de um comprido efervescente. E o prefeito mequetrefe, me lembro bem, chegou a anunciar, com toda pompa, que a prefeitura passava a usar um novo asfalto, de maior durabilidade. O asfalto é a mesma porcaria, mas seu custo é o da qualidade premium.

OTIMISMO

Senadores aliados da presidente afastada Dilma estão otimistas. Estimam de 10 a 13 votos ‘passíveis’ de reversão a favor dela no processo do impeachment. A conferir.

AS PRAÇAS

As praças do centro de Porto Velho estão parecendo o chiqueiro da família da dona Cunegundes, da novela “Êta mundo bom”. Horrorosas, e parece que ninguém liga para isso. Mas agora, em final de mandato, os homens do andar de cima andam falando em recuperar a Carlos Gomes. Devem estar achando que o eleitorado continua sendo um bando de bocoiós.

PONTO DE VISTA

Tenho a impressão – que está no limiar da certeza – que o PT não será o protagonista nas eleições de Porto Velho, como chegou a ser nas eleições anteriores a 2012. Resultado mais do que previsível para o partido que caiu na vala comum das outras siglas, escamoteando o idealismo, com suas lideranças passando a pensar em si mesmas.

INVESTIGADOS

Dois deputados estaduais da nova safra estão na mira de investigações muito interessadas em verificar a enxurrada de portariados que cavaram boquinhas na zona de conforto do governo com suas indicações…

Área de anexos

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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