Em Linhas Gerais

“Pacote Anticorrupção” -Será que vai funcionar? -por Gessi Taborda

DILEMA

Quem vai analisar e aprovar o pacote anticorrupção: os 300 picaretas do Lula ou os 400 achacadores do Cid Gomes?

 DESÂNIMO

PTTAo contrário dos anos anteriores, dessa vez, petistas de Rondônia não demonstram nenhuma alegria com o começo do período das nomeações de segundo e terceiro escalão na administração federal. Há na verdade uma clara ptose facial dos “petistas de carteirinha”. Nos últimos anos eles conseguiram ótimas remunerações em cargos distribuídos para a “cumpanheirada” que chegou a fazer o tão sonhado pé-de-meia.

O desânimo desses aspones tem explicação: com o enfraquecimento da “cumpanheira” Dilma, esses “estrelados” perceberam que boa parte dos cargos ocupados até então vão migrar para o PMDB e outros partidos da base.

 VACAS MAGRAS

PTTE para a situação ficar pior, os petistas já perceberam que diante da situação de flagelo em que se encontra o próprio governador do estado (politicamente falando) as negociações para abrir mais umas boquinhas para os petistas na gestão confuciana está simplesmente paralisada. Quem ainda sonha com a premiação numa suposta distribuição de cargos na administração do estado ou da união pode tirar o cavalo da chuva. Afinal, tudo indica ter começado o período das vacas magras.

 CLAMOR

mauraoA opinião pública recebeu bem a vitória do deputado Maurão de Carvalho para o comando da Assembleia Legislativa. E agora está clamando (pelos canais possíveis) por medidas para combater práticas de proteção a figuras que se tornaram notórias em escândalos recentes de corrupção. Querem (como demonstra e-mails chegados à coluna) saber se gente como Roberto Sobrinho (que ninguém vê na Assembleia há muito tempo) e como o Batista continua na folha de pagamento da ALE, recebendo seus proventos sem a necessidade de trabalhar. Até agora não é possível saber se os “Intocáveis” continuarão com inalcançáveis.

 REALISMO

luizinhoAté o momento os apelos verbalizados pelo deputado Luizinho Goebel ao governador Confúcio Moura para a retirada da mensagem criando cerca de 800 empregos com vencimentos que podem ultrapassar os 17 mil reais não produziram os efeitos necessários para evitar que a situação calamitosa das finanças públicas inviabilize ainda mais o resgate das promessas feitas aos servidores públicos durante a campanha eleitoral, onde Confúcio conquistou um segundo mandato.

 SEM CREDIBILIDADE

greve2Em se tratando de um governo sem capacidade de planejamento é fácil compreender porque o argumento do choque de realidade e das providências da contenção de gastos só tem validade quando servem para justificar a negação em atender as reivindicações dos trabalhadores do estado.

O governo não tem credibilidade para fomentar essa conversa de que todos (incluindo ai professores, pessoal da saúde e da segurança) precisam apertar o cinto em benefício do futuro do estado.

 PARALISADO

Tluizinhoem carradas de razão o deputado Luizinho ao pedir a retirada da matéria do Executivo para aumentar o numero de cargos gratificados na esfera do governo, principalmente quando esta decisão parece ter endereço certo de garantir a uns poucos privilegiados cargos com tão alta remuneração.

A grosso modo o erro do parlamentar é “pedir” como se estivesse violando uma postura política tal compreensão de um gestor aparentemente insensível ao esforço necessária e inadiável de promover o corte de gastos. Deveria, como parlamentar, exigir responsabilidade do governo e – se necessário – até mesmo liderar entre seus pares uma reação contra esse projeto que frustra barnabés do estado nesse momento em que procuram mobilizar em favor de reajuste salarial.

 NÃO DÁ MAIS

greve2Deputados precisam agir de acordo com a realidade. Não dá mais para o ocupante do Executivo manter essa visão caótica e vesga de punir os servidores públicos com argumentos de limitações financeiras quando, pelo outro lado, busca autorização para criar mais um segmento de marajás, abrindo a porta dos fundos em benefício de 800 apadrinhados com salários muito acima do garantido à quem verdadeiramente mantém a máquina pública em movimento.

 PUNIÇÃO EFETIVA

PoliticoEsse é o assunto da moda: corrupção. E já tem muita gente imaginando que o tal pacote anticorrupção que o governo pretende mandar ao Congresso vai funcionar como a “Pedra de Roseta” para livrar o Brasil dessa nódoa que cada vez torna-se mais aparente em todos os níveis da gestão pública.

Ao ressuscitar o projeto de lei, o governo propõe a punição com pena de reclusão de até oito anos aos casos de enriquecimento injustificado do servidor público. Mas e o que seria injustificado?

Em vez de reforçar a investigação do crime de corrupção passiva ou peculato, a proposta induz a erro a população, criando mais um crime, quando o real problema não é a falta de figuras penais, mas sim de efetiva punição nos casos em que for devida.

 CRIMINALIZAR

PoliticoNa prática, esta nova lei não inibirá a sensação da impunidade ou reduzirá a delinquência nesta espécie, contudo, o objetivo principal não é e nunca foi outro senão a arrecadação de votos por meio da falsa impressão de ação do governo, uma resposta aos recentes protestos, e são grande as chances de cairmos nesta armadilha.

Condutas de gente que nós rondonienses conhecemos bem (como a do Bob Ali Babá que fez o diabo na prefeitura de Porto Velho) desfilam na passarela da impunidade quando deveria ser verdadeiramente criminalizadas.

 NA ALMA

A coPoliticorrupção não está no Legislativo. Tampouco no Executivo, no Judiciário ou na atividade privada. A corrupção está na alma humana. Rousseau recusava a ideia de que gente nascesse com ela: a convivência com o outro dela nos contamina. Já Hobbes, para quem “o homem é o lobo do homem”, sustentou estarmos todos inoculados de seu veneno. O egoísmo, combustível a nos arremessar contra o outro, só poderia ser aplacado pelo pacto social de que resultara o Estado.

 SEM HIPOCRISIA

Raupprr22pet.fwPaulo Roberto Costa propineiro e ex-diretor da Petrobras foi claro ao resumir como ocorrem as negociatas entre os setores público e privado. E desvendou a hipocrisia até mesmo das doações eleitorais oficiais, admitidas pela Justiça Eleitoral. “Esse negócio de contribuição oficial não existe. É balela. Nenhuma empresa vai doar milhões porque gosta de Fulano de Tal. Todas as doações, oficiais ou não, são empréstimos. A empresa está emprestando pro cara e vai cobrar dele depois.”

 OUTROS QUINHENTOS

Finalmente, a medida mais importante da presidente Dilma: “É proibido roubar”. Até que enfim!

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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