Em Linhas Gerais

“O que leva deputados estreantes a aplaudir um governo sem credibilidade” – por Gessi Taborda

ESTRÉIA DESASTRADA

59  Não há como negar: muitas carreiras políticas promissoras em nosso estado terminaram em tragédias, com a prisão de personagens que tinham tudo para galgar postos expressivos na vida pública. É o resultado da falta de assessoramento competente para prevenir burradas que, em vários, casos levaram essas “carreiras promissoras” para o xadrez, como a de um marginal qualquer.

E não é de agora. Sem muito esforço, podemos lembrar nomes emblemáticos, como foi o de Raquel Cândido, o do “irmão” Valter, os “irmãos Donadon”, etc. A existência de todos esses exemplos não influencia uma mudança de rota nos atuais políticos.

APLAUSOS SEM MOTIVO

0  Afinal, o que leva estreantes do parlamento a aplaudir os desacertos de um governo cada vez mais sem credibilidade popular; mesmo quando tal governo está na alça de mira de ações do Judiciário por supostos crimes que vão desde a participação em organização criminosa até ao abuso do poder econômico e político.

Recusar-se a cumprir a responsabilidade de investigação, através de CPI para esmiuçar as denúncias de desvios no DER não é falta de uma boa assessoria parlamentar?

Afinal quem negou assinatura para essa investigação parlamentar, como se disse depois, não são deputados com muita afinidade com o governador que, mesmo cassado, continua no cargo.

RUIM PARA O PARLAMENTO

01  A repetição desses episódios são como vídeo-tapes do passado que tiveram um efeito muito ruim para o parlamento perante a opinião pública. E por ações desse tipo muitos parlamentares acabaram caindo pelo caminho e foram praticamente varridos da vida pública rondoniense, alguns praticamente apagados do panteão dos representantes do povo.

Ou os membros do legislativo aceitam desincumbir-se de suas obrigações (especialmente no que tange à fiscalização e apuração das denúncias) ou acabarão ouvindo do povo, na hora de reformar o mandato, o grito indignado mas democrático: “Vocês não nos representaram com a dignidade do cargo, portanto terão de sair da vida pública”.

INÉRCIA E INCOMPETÊNCIA

02  Não dá para superdimensionar o número dos servidores públicos que compareceram na manhã de ontem na praça das Caixas D’Água (um espaço público bem ao estilo do abandono da cidade) para reforçar a ideia de uma grande paralisação forçando o governo a negociar as reivindicações sobre salários e melhorias das condições de trabalho dos barnabés e do pessoal do magistério. Possivelmente o grupo que lá estava não chegou a mil pessoas, muito pouco representativo se levarmos em consideração a existência de muitos milhares de servidores estaduais.

Mas o movimento deixou outra vez muito claro que o navio do PMDB no governo estadual continua no processo de submergir, como um pesado Titanic sem salva-vidas.

ARROGÂNCIA

confucio   Acuado com sérios riscos em processos tramitando no Judiciário, o governo do filósofo caipira se fecha na arrogância imprudente, sem dialogar com o respeito merecido pelo pessoal da educação, da saúde, da segurança pública e vai por ai afora. Nesse cenário de inércia (repetindo o governo do primeiro mandato), de arrogância, de ausência e de se julgar (ainda) um governante acima do bem e do mal, que mais uma vez vai sobrar para o povo. Tudo pela falta de diálogo de verdade, mesmo com o crescimento dos descontentes nas ruas.

INÚTIL

03  Tenho cá comigo que a bancada dos deputados rondonienses em Brasília (com raríssimas exceções) demonstra ser completamente inútil na solução das principais demandas do estado junto ao governo central. E, pelo visto, trata o eleitorado rondoniense como uma entidade sem cérebro, que não se recordará do festival de conversa fiada desse pessoal na hora de voltar às urnas, deixando de lado a postura do beija-mão, para manter lá na Câmara esse time que de concreto não resolve nada.

REPETINDO O ÓBVIO

04Agora quem vem desperdiçando tempo com essa conversa para boi dormir é o tal deputado Nilton Capixaba (PTB), destacando o óbvio e ululante: “o governo federal não quer a transposição de servidores de Rondônia nos quadros da União”. Ora deputado, disso o povo tá careca de saber. Mas não pense que o deputado contentou-se em ficar por ai com sua demonstração de utilidade. Na maior cara de pau, acrescentou: “Teremos que ir pra cima com mais força para resolver de uma vez esse imbróglio”. Acredite se quiser. Quem sabe se nesse negócio da transposição houvesse algumas vantagens como no caso das ambulâncias no escândalo montado pelos Vedoins, esse deputado resolvesse alguma coisa.

TOMARA

05   Será que a manifestação de domingo significa o despertar do povo brasileiro de seu berço esplêndido? Conseguirá ferir a “corruptocracia” implantada nestes 12 anos de petralhas?

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 SÓ UM

06  Só um nome entre os parlamentares de Brasília está garantido para integrar a CPI do HSBC: o senador Acir Gurgacz (PDT). A CPI será instalada com o objetivo de desvendar o ‘SwissLeak’, nome do escândalo que envolve mais de US$ 200 bilhões de depósitos em 100 mil contas bancárias vazadas do HSBC em Genebra e que sugerem evasão fiscal e lavagem de dinheiro em nível planetário.

CARADURISMO

01 Os deputados e senadores decidiram triplicar a verba destinada ao Fundo Partidário, que custeia os partidos políticos. Será que é só isso o que sabem fazer com nosso dinheiro? Ah não, esqueci-me de outros personagens que existem por aqui mesmo, que mais do quintuplicaram suas próprias fortunas depois de abocanhar o tal mandato popular…

SERVIÇO PORCO

07  O cruzamento das avenidas José Vieira Cahula e Guaporé é um exemplo claro de como uma administração pública sem qualidade joga dinheiro público na lata do lixo se não for convenientemente fiscalizada. Tá certo que não havia como esperar outra coisa da gestão de Nazif.

E assim foi no local citado onde mais uma vez (e isso acontece sempre que muda de prefeito) arrancaram-se tubos de cimento, escavaram valas e mais valas, repetindo operações anteriores para acabar com o alagamento e inundação naquele local. Pura conversa fiada, mais um truque de madame. Quem passar por ali nos momentos de chuva verá toda a área da rotatória inundada, como se nada tivesse sido feito. E assim vai se tocando essa desastrada gestão que não consegue sair da fabricação de factóides para enganar a opinião pública.

QUEM SABE, SABE

08   A proposta anticorrupção do governo petista tem a credencial de vasta experiência no assunto reconhecida internacionalmente. Se o combate à corrupção é uma bandeira empunhada pela presidente Dillma, por que a Lei Anticorrupção dormiu placidamente em sua gaveta por um ano?

 

 

Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

 

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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