Em Linhas Gerais

” Falta pulso no parlamento, povo quer deputado atuante, sem dobrar os joelhos”- por Gessi Taborda

HORIZONTE FECHADO

ConfucioAo contrário do pensamento de boa parte da “oposição” (??) rondoniense, nem a paralisação (ainda em números irrelevantes) dos servidores reunindo um grupinho de barulhentos integrantes do sindicalismo na porta a sede administrativa do governo, na manhã de ontem, reduziu a confiança do gabinete do governo sobre a trajetória de Confúcio chegar até o final desse segundo mandato, sem ser interrompido mesmo com todas as barreiras existentes, principalmente nas sendas do judiciário.

O horizonte, visivelmente fechado para a governança do filósofo caipira, é fichinha para um político das antigas, acostumado a acreditar que “tudo pode ser arranjado” com o tradicional “jeitinho” de cooptar apoio político. E como a cooptação é possível até em segmentos onde o sentimento de “tolerância zero” parece ser inevitável, Confúcio está careca de acreditar que não vai cair por deixar de respeitar regras constitucionais e institucionais, ou por praticar pequenos atos de corrupção.

 GOVERNABILIDADE

ConfucioOntem uma fonte muito ligada ao núcleo central do poder no Estado exprimia num largo sorriso a certeza de que há “uma clara tendência nos mais altos escalões” de salvar a barra de Confúcio.

É claro que os métodos utilizados para fazer a campanha da reeleição não foi de todo lícito. Os fatos criminosos estão descritos em inquéritos e denúncias, motivo pelo qual a Justiça decidiu pela cassação do mandato do governador e de seu vice.

E estas descobertas – comentava-se no meio político – não serão base suficiente para manter a cassação para não afetar a “governabilidade”.

Mesmo que os desvios amplamente documentados no processo que culminou com a cassação de Confúcio e seu vice confirme a falta de honestidade do chefe do Executivo, ele não haverá de sofrer nem mesmo uma execração pública pois – é a justificativa – tem de continuar mandando no estado, cumprindo a “governabilidade”.

 CAOS POLÍTICO

ConfucioO governo rondoniense está vivendo um caos político referenciado por toda sorte de acontecimento negativo, inclusive a da cassação do mandato de seu titular, pelo abuso do poder econômico. Mas aqui não há por parte de ninguém do time comandado (??) por Confúcio capaz de admitir isso. É uma situação muito similar a que acontece no governo federal.

Realmente é uma situação de descontrole. A Presidente Dilma assumiu o segundo mandato em janeiro com 42% de bom / ótimo e 24% de ruim / péssimo. Em dois meses e meio despencou para 13% de bom / ótimo e 62% de ruim / péssimo. Não é à toa que documento da Secretaria de Comunicação da Presidência, revelado pelo Estadão, diz que “não será fácil virar o jogo”. Com menos de 3 meses do novo governo já se fala em reforma ministerial. Na economia a crise avança e atinge os trabalhadores e a classe média. O povo voltando às ruas para protestar. E a oposição falando em impeachment.

 AMPLA

ConfucioNa legislatura que começou agora é fácil enxergar a formatação de uma ampla base parlamentar para “garantir essa governabilidade”. Será difícil acreditar que esses parlamentares “empenhados para livrar a barra” de Confúcio venham permitir, por exemplo, que o chefe do Executivo seja processado, mesmo se vier a ser apontado como réu ao fim do inquérito sob a presidência da Ministra Laurita Vaz (do STJ) desde maio de 2013.

Se para os áulicos do governo peemedebista em Rondônia é natural a blindagem fornecida pela maioria dos deputados a Confúcio, para os cidadãos-contribuintes-eleitores é cada vez mais espantoso a permanência na chefia do governo rondoniense de um político que inegavelmente passou dos limites.

 LUIZINHO

luizinhoEssa semana o deputado Luizinho Goebel quase implorou a governo para desistir da criação de cargos destinados aos premiados da corte.

Os próprios deputados vão acabar assustados com a reação popular diante da falta de pulso do parlamento em impedir o avanço de propostas como a da criação de 800 cargos de livre provimento pagos a peso de ouro.

O povo não quer deputado pedindo desculpas por não apoiar essas aberrações. Quer deputado enfrentando isso com galhardia, sem dobrar os joelhos.

 DERRETENDO

ConfucioQueiram ou não, para a opinião pública a realidade inegável é a de que o governo do peemedebista Confúcio está derretendo celeremente. Com menos de 5 meses da posse no segundo mandato enfrenta uma queda de credibilidade enorme, a ponde de precisar ficar escondido e evitando a exposição popular.

É até possível que pela omissão dos deputados da base governista ou pela impunidade comum à lerdeza nas decisões do judiciário ele consiga (o que será muito difícil) terminar o mandato. Mas vai conviver o período restante tentando desarmar bombas provindas do descontentamento dos servidores de núcleos sempre dispostos a se mobilizarem pelo  impeachment; dos setores econômicos mais diversos, assustados com um longo período de economia pífia. Isso até o momento em que uma dessas bombas não puder mais ser desarmada.

 INCÓGNITA

Maurao de CarvalhoNão houve confirmação, mas gente próxima do Palácio Getúlio Vargas falava para quem quisesse ouvir que o deputado Maurão de Carvalho, o novo presidente da Assembleia está quase ganhando o direito de indicar um importante secretário para atuar no mais alto escalão de Confúcio.

Certamente o deputado Maurão não chegou à presidência do Legislativo estadual como candidato único para simplesmente encerrar a carreira política ou disputar mais um mandato, depois de 5 vitórias nas eleições de deputado estadual.

Como não ficou claro se Maurão vai topar aliar-se de verdade ao grupo de Confúcio, indicando alguém para compor o time do andar de cima, seu futuro político continua uma incógnita. No momento a grande aposta é que Maurão está muito estimulado a caminhar no rumo do Senado.

 OLHOS FECHADOS

PMDB22Realmente muitos deputados e senadores parecem que não querem enxergar a gravidade da crise política e ignorar a voz das ruas. O orçamento da União aprovado anteontem teve uma emenda incluída pelo senador Romero Jucá (o ínclito do PMDB de Roraima) que prevê que a verba do Fundo Partidário, dinheiro que é distribuído aos partidos políticos subirá de R$ 289 milhões, como estava previsto na proposta de Orçamento enviada pelo governo, para R$ 867 milhões. Ou seja, mais R$ 578 milhões para serem distribuídos entre os partidos. É por isso que há tantas legendas de aluguel. Depois vão reclamar quando o povo protestar.

 DEBOCHE

Mauro2Mauro Nazif não esconde sua disposição de debochar das chamadas instituições de controle externo. Mantém no seu “staff” pessoas com “cabritas muito visíveis” sem se lixar para recomendações a favor de seus afastamentos. Aliás, o mesmo prefeito tá se lixando também para o TAC firmado com o MP sobre as desobstruções das calçadas. E parece que o MP também não dará troco nenhum…

 DECADÊNCIA

roberto sobrinhoA que ponto chegamos: agora quem cumpre escala na defesa do PT, procurando tirar da reta os petralhas apontados como principais responsáveis pela explosão da corrupção no país é o vereador Wildes. E ele manja desse assunto: Bem, tem lá seus méritos. Afinal não foi afinadíssimo com o aquele prefeito que ficou conhecido como Bob Ali Babá, o que deixou a vergonhosa manada de elefantes brancos, travestidas de “viadutos” para assusta os portovelhenses???

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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