Em Linhas Gerais

Os mistérios da empresa Ocimar Comércio de Automóveis que ganhou licitação do transporte coletivo na capital – por Gessi Taborda

 FILOSOFANDO

“Sorria! Mesmo que o sorriso seja triste. Pois, mais triste que o sorriso, é a tristeza de não saber sorrir”. Charles Chaplin (1889/1977) – ator inglês.

 NEM O NATAL ESCAPOU

Não dá para acreditar em seriedade quando se fala da gestão de Mauro Nazif. Toda iniciativa dessa gestão merece no mínimo ser vista com um pé atrás pois sempre há o risco de pelo menos se identificar algum tipo de “pegadinha” para esconder aspectos misteriosos no gasto do dinheiro público. Denúncias reforçando este aspecto estiveram sempre presentes, até mesmo na famigerada decoração natalina do ano passado, quando a base decorativa da ornamentação pública utilizou pneus velhos, deixando de lado os enfeites do ano anterior, que custaram os olhos da cara na administração (qua!qua!qua!) de Roberto “Ali Babá” Sobrinho.

 CAROÇO NO ANGÚ DE NAZIF

Desde quando se anunciou a decisão do prefeito Mauro Nazif de contratar, a título precário, em caráter emergencial, uma empresa para substituir o consórcio atual na exploração do sistema de transporte coletivo urbano da capital rondoniense, a coluna vem tratando do assunto criticamente. Para a coluna, a contratação em caráter precário não será nunca a melhor solução para a questão do transporte urbano de uma capital de Estado ou de qualquer cidade com população igual a de Porto Velho.

E a coluna sempre alertou para o risco de que uma nova “pegadinha” da administração poderia estar sendo preparada como pano de fundo para esse “negócio da china” com a suposta aplicação do sistema de cartas marcadas, muito comum no meio político. E foi aí que começaram as suspeitas de que tudo não passe de um angu de caroço.

 CAUTELAS INICIAIS

Os questionamentos da coluna acabaram sendo observados na importante instituição de controle externo, como é o caso do Tribunal de Contas do Estado, onde o Conselheiro Wilber Coimbra, num relato desfavorável à gestão municipal, decidiu que o chamamento público simplificado para a contratação emergencial de uma empresa de transporte fosse proibido.

Ora, a prefeitura preferiu procurar guarida na Justiça para derrubar a proibição liminar do que realizar uma concorrência definitiva, possibilitando às empresas verdadeiramente especializadas nesse setor participarem do certame.

 BOA FÉ

Possivelmente a autoridade togada que se posicionou favoravelmente à realização desse negócio opaco não foi municiada com informes nada esclarecedores para o risco contra os legítimos interesses da população. É certo que esta população não tolera mais a permanência desse consórcio que explora por muitos anos o transporte urbano da cidade, sempre de forma relapsa e desrespeitosa aos usuários.

A necessidade da permuta dos exploradores desse serviço público é indiscutível. Mas não se deveria aceitar que o processo se realizasse sem estatísticas, sem estudos técnicos de viabilidade e de escolha de gente com capacidade comprovada no transporte urbano de passageiros.

Sem precauções, a gestão de Mauro Nazif não estará nem trocando seis por meia dúzia na questão do transporte urbano. O risco de uma piora ainda mais intolerável por parte da concessionária emergencial é iminente.

 MISTÉRIOS DA OCIMAR

A empresa Ocimar Comércio de Automóveis Transportes e Turismo Ltda é quem venceu a “licitação” do tipo “Melhor Técnica”, do chamamento público simplificado, nº 001/2015/CPL Especial, parte do processo 14.00998/2015.

O primeiro caroço nesse angu do Nazif pode ser reconhecido pelos registros do Ministério do Trabalho e Emprego. Consta que essa empresa só teve, entre os anos de 2013 até hoje, apenas uma empregada com registro.

Ora, como a empresa que terá obrigação de cuidar do transporte urbano de passageiros da capital conseguiu essa façanha?

Será que o magistrado que derrubou a proibição da prefeitura levar a cabo essa aventura conhecia esse detalhe?

 MISTÉRIO II

Consta que a empresa escolhida “pela melhor técnica”, tem sede em Taboão da Serra (SP). No endereço em que ela deveria ter sua administração não há nada que lembre, nem de longe, uma empresa de ônibus (mesmo de fretamento), com pátios de manobras, etc. O que existe no local é uma espécie de horto e nada mais.

Mas as dúvidas não param por aí. A tal Ocimar ou BR Buss (que seria o nome fantasia da empresa) não consta da relação de empresas autorizadas a realizar transporte por fretamento na EMTU ou na Artesp (autarquias que regulam a atividade).

 MICROS USADOS

Nos registros da Receita Federal a empresa tem várias atividades, inclusive a de “vendas de micro ônibus usados” e “otras cositas mais”. Em São Paulo definitivamente a “Br Buss” ou a própria Ocimar não tem reconhecimento de órgãos públicos ligados ao setor de transporte de passageiros, nem na Artesp, o que vale dizer não existir como “operadora de transporte urbano de passageiros”.

 NA CBN

Mas uma notícia de 22 de maio último, publicada no “Blog Ponto de Ônibus” com a autoria de Adamo Bazani, jornalista policial da CBN, já relatava que a empresa de Taboão da Serra (SP) iria operar o transporte urbano de passageiros de Porto Velho, após a queda de braço entre a prefeitura e as empresas Três Marias e Rio Madeira, que formam o consórcio ainda presente no cenário do transporte urbano da capital rondoniense.

Bom, o desfecho final dessa estória é que a nova empresa considerada pela prefeitura com “a melhor técnica” para cuidar desse “angu de caroço” terá a concessão com duração de seis meses, que pode ser renovada por igual período, para que depois se faça a contratação definitiva das concessionárias desse setor.

 CAFÉ COM A IMPRENSA

O início do recesso parlamentar foi marcado ontem com um café entre deputados estaduais e a imprensa. O evento serviu também para que o deputado Maurão de Carvalho, reeleito para continuar como presidente da Assembleia até o final da presente legislatura agradecesse o apoio de seus pares e especialmente a José Hermínio. Ao abrir mão de sua permanência na composição da mesa diretora para o próximo biênio, Hermínio acabou facilitando o entendimento que garantiu a vitória de Maurão.

 FÔLEGO MUNICIPAL

A renegociação das dívidas dos municípios com a União avançou no plenário da Câmara dos Deputados. Na noite do dia 30 de junho, foi aprovada a proposta que permite a aplicação da renegociação de índice de correção das dívidas municipais e estaduais com a União, independentemente de regulamentação.

 CANDIDATO

O deputado Leo Moraes está decidido a concorrer à sucessão de Mauro Nazif na eleição do próximo ano. Ele deverá ser conduzido, na próxima semana, à presidência do diretório municipal do PTB portovelhense, garantia de que não terá dificuldades para conseguir a legenda do partido na disputa.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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