Em Linhas Gerais

O tititi é Forte: Lindomar Garçom pode mais uma vez mudar de partido, agora o escolhido é o PRB – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas… O tempo passa… E descobrimos que grande mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torna-los reais”. Bob Marley (1945/1981), que recebeu o nome de batismo de Robert Nesta Marley. Foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, onde criou o movimento rastafári, como ativista dos problemas dos pobres e oprimidos.

TROPEÇOS ANTIGOS

Na verdade não tenho nada pessoal contra Mauro Nazif. Aqui apenas cuido de analisar e opinar sobre sua vida política, pública. Na verdade nunca me impressionei com Mauro por tê-lo identificado logo no início de sua carreira como mais uma personagem político fadado ao baixo clero, sem nenhum comprometimento de ordem ideológica e apenas disposto a encarnar o papel de populista sem causa, mas sagaz em agir com as demagogias de sempre.

Mas agora – se é verdade a manchete de um tabloide que circulou ontem – acho que Mauro se superou, esquecendo-se de tirar lições de seus tropeços antigos.

DESGASTE

É impressionante como se desgasta o prefeito Mauro, mesmo quando sua grande e única vontade no momento é conquistar outro mandato como chefe do município para, de lá, ser catapultado ao senado em 2018.

TIRO NO PÉ

A novela dos ônibus, claro, está longe de acabar, mas como a emenda ficou pior que o soneto, essa jogada do transporte coletivo já pode ser considerada – para quem entende um pouco de política – um claro tiro no pé na marcha do prefeito para a reeleição.

Agora, o anúncio feito pelo tabloide sobre a aliança de Mauro com o PT, aceitando daquele que ficou conhecido como o prefeito Ali-Babá (altamente manjado diante do eleitorado e até da Justiça), seu antecessor é mais um desgaste inevitável para o cacique do PSB rondoniense, como foi no passado suas alianças esdrúxulas, responsáveis por suas derrotas na tentativa de tornar-se Executivo.

OLHO FECHADO

No passado, quando construiu alianças com parceiros do tipo Carlinhos Camurça, com quem nunca teve identificação, Mauro pagou caro. E mesmo assim, pelo visto, não apendeu nenhuma lição.

Ora, candidato à reeleição parece ter esquecido de que só venceu pelo compromisso de que iria resolver as lambanças do PT, começando pela manada de elefantes brancos das obras inacabadas, como essa vergonha mentirosamente batizada de viadutos.

O tal prefeito 40 continua de olhos fechados e certamente não aceitará advertências como o velho ditado: “Diga-me com que andas e saberei quem tu és”.

EM NOVO PARTIDO

O tititi de ontem tinha na alça de mira nada mais e nada menos do que Lindomar Garçom. E não se falava de outra coisa: Garçom vai mais uma vez mudar e partido. Agora o escolhido é o PRB, aquele partido cujo grande capitão é Edir Macedo, o todo poderoso da Igreja Universal e também da Rede Record de Televisão, repetida aqui pelo ex-deputado Everton Leoni.

ESTILO HOMEM-SHOW

Garçom vive procurando um partido onde seja possível viabilizar seu grande projeto de tornar-se prefeito e (depois) governador.

Para mim esse um personagem político que foi (até se desnudar do roteiro) surpreendente. Da plataforma de lançamento de Candeias do Jamary chegou aonde parecida impossível, a Câmara dos Deputados. E tudo isso graças a uma moldura cativante de sorrisos (tão falsos como os brilhantes que dizem existir no leito do rio Machado), sempre prontos a se romper diante do eleitor menos esclarecido enredado na sua duplicidade de homem-show.

SEM TRAGÉDIAS

Certamente – como é de seu feitio – Lindomar não irá derramar o turbilhão de frases contidas por ter visto seu projeto ser descartado no seio do PMDB. Vai exercer sua capacidade de conquistar eleitores dos grotões com mentiras sociais e sorrisos falsos, na esperança de que continuará sendo o fenômeno intrusivo da politica portovelhense.

A política levou Garçom a fazer opções religiosas bem pensadas com na matemática dos votos. É como outros integrantes da representação de baixo clero rondoniense capaz de gritar a plena voz, em qualquer igreja, as “aleluias!” se confundindo com “irmão” dos eleitores mais obedientes à voz do pastor.

NOVOS TEMPOS

Não há mais garantias de que essa tática vai funcionar de novo. Mas isso não desanima Lindomar. Ele é devagar e constante. Se não ganhar nada agora não precisará cuspir lavas. Sempre haverá para ele um carguinho, um bom ordenado, ganhe quem ganhar. Garçom é assim: muda de partido sem derramar lágrimas, sem fazer inimizades, sem encenar dramas latinos…

ÚLTIMA CHANCE

Na próxima semana, já distante do impeachment que tende a ser arquivado na Câmara, a presidenta Dilma Rousseff terá rara oportunidade para passar à História do Brasil como estadista. Basta, no dia 2 de fevereiro, na abertura do Congresso, comparecer pessoalmente e, com a responsabilidade de chefe do Governo e do Estado Brasileiro, anunciar que decidiu cortar, pelo menos, 20 ministérios dos 40 em atividade e propor um duro, mas realista ajuste fiscal para normalizar as contas públicas.

SE TIVESSE FORÇA

Em seguida, deverá pedir aos deputados e senadores uma reforma política moderna (só que ela não tem força política para tal) até permitindo a existência de muitos partidos, mas que só tenham representação no Congresso aqueles que conquistarem nas urnas, pelo menos, 5% dos votos dados aos representantes do povo na Câmara dos Deputados.

NOVA BASE

Após anunciadas as propostas, a presidenta (?) trabalharia para reformular a Base de Apoio ao Governo aceitando somente quem tivesse compromisso com o futuro do País e esquecer quaisquer anomalias políticas ou sociais.

FICÇÃO

Claro que isso não passa de uma ficção meio carnavalesca. Afinal, para ir por esse caminho, Dilma Roussef precisaria esquecer mensalões, petrolões e desvios éticos e deixar esses temas a cargo da Polícia, do Ministério Público e da Justiça e começar a governar sem medo de ser feliz.

Como o cavalo só passa encilhado na porta do peão apenas uma vez, esta seria a hora decisiva de Dilma que, claro, não aceita nem pensar nessa hipótese.

CAOS

Como Dilma não assumirá essa responsabilidade para o bem do Brasil poderia, se quisesse passar à história com um exemplo de estadista, renunciar. Claro que ela não fará isso. Afinal, o poder é um afrodisíaco muito forte, especialmente para quem não tem mais salvação em nível de opinião pública.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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