Em Linhas Gerais

Os deputados estão favoráveis aos produtores de gado na busca por melhores preços – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Em tempos de embustes universais, dizer a verdade se torna um ato revolucionário”. George Orwell, cujo nome real era Eric Arthur Blair (1903/1950), foi escritor e jornalista inglês, autor de “A Revolução dos Bichos”.

EXEMPLO DE SERVILISMO

As redes sociais e em especial o “facebook” ficaram lotadas de mensagens nos últimos dois dias de aplausos e apoio ao robusto secretário de Estado da Saúde, Williames Pimentel, considerado o nome mais cacifado do PMDB para disputar a sucessão municipal na capital rondoniense. Tudo isso refluxo de uma entrevista dada a uma manjadíssima TV de um senador da base governista e até então aliado dos caciques que sustentam Dilma na gestão responsável pelo afundamento do Brasil.

IDENTIFICAÇÃO FÁCIL

É fácil identificar as ligações pessoais dos autores das mensagens de total apoio a Williames Pimentel. São servidores de sua pasta e pessoas diretamente ligadas aos desejos dos cardeais do PMDB que, pelo servilismo exacerbado, consideram que o Williames é, além de uma espécie de gênio, uma liderança no cenário político de Rondônia e, em especial, de Porto Velho.

NEM NO DICIONÁRIO

Pimentel líder? É como se fosse uma piada bizarra. Está lá em qualquer dicionário, no Aurélio, por exemplo, que líder é aquele que influencia sobre o comportamento, pensamento ou opinião dos outros. Mesmo levando-se em consideração que o robusto secretário desse governo chinfrin seja até uma pessoa simpática, que não perdeu o espírito alegre e de galhofa nem após seu banho de xilindró, não dá para considera-lo líder de nada. A não ser que o Aurélio esteja completamente superado.

VISÃO CAOLHA

Não resta a menor dúvida que Williames é uma pessoa aparentemente talhada para o mundo burocrático. Enxerga longe, tão longe que sempre é escalado para mandar na área da Saúde, embora não entenda (ou pelo menos não entendia quando pegou a boquinha pela primeira vez) bulhufas do assunto. Ele, claro, não é líder para transmitir conhecimentos e nem motivação aos especialistas. Ai, claro, a saúde pública de hoje é a mesma droga de antes, com os corredores das unidades entupidas de gente que não conseguem atendimento e com as constantes queixas da falta de remédios.

SEM ASCENDÊNCIA

Mas inegavelmente Williames é um desses tipos que enxerga longe. Parece que vê antes dos outros. E assim aprendeu a seguir rápido os ditames de Raupp, seu maior avalista no PMDB, e se impôs na função exatamente pelos serviços que presta aos seus patrocinadores políticos. Muita gente ainda se perguntava se ele teria sido escolhido como peça importante do projeto eleitoral do partido, tendo em vista a falta de nomes com maior expressão para serem escalados.

O PRIMEIRO COGITADO

A dificuldade de escolha de um nome forte começou muito cedo, quando alguém chegou a aventar a possibilidade de Emerson Castro, apagadérrimo faz de tudo de Confúcio, ultimamente colocado (rárárárárárá) na chefia da Casa Civil.

É claro que Williames não entrou no time titular por qualquer ascendência sobre os demais nomes ilustres da legenda.

NADA DE PRINCÍPIOS

Está mais do que evidente que o PMDB de hoje, com suas lideranças mais destacadas no cenário nacional, deixou de ser a muito tempo àquela legenda de princípios, buscando atender interesses da maioria da sociedade. O PMDB que deu guarida aos antigos pés rapados do interior, verdadeiramente prontos a defender bandeiras populares não existe mais.

LEGADO ESQUECIDO

Então fica evidente que Williames Pimentel tem todos os predicados para atender interesses que não refletem o espírito republicano pelo qual, no passado, batiam-se homens da estatura de um Ulysses Guimarães. Ele pode mesmo ser o candidato desse time sonhando em se perpetuar no poder político rondoniense. Para isso, claro, não se precisa levar em contas princípios doutrinários que já foram caros à legenda.

Os fins a que se propõem hoje políticos da cepa dos peemedebistas de coturno grande não tem qualquer relação com as aspirações da sociedade e nem com o bem público. E assim aquela parte do currículo do robusto secretário registrando sua passagem pela cadeia certamente não terá peso algum na refrega eleitoral.

DESERTO DE IDÉIAS

É perfeitamente aceitável que dezenas de aspones do governo peemedebista e especialmente do segmento da saúde ocupem tempo e se esforcem para inventar essa imagem de Williames líder e expert em assuntos da gestão pública.

São na maioria pessoas que certamente desconhecem o PMDB de antigamente que um dia teve líderes como Ulysses, Tancredo, Teotônio, Brossard, Jarbas, Simon e tantos outros do mesmo nível. São pessoas agregadas agora, nesse PMDB de Raupp e Confúcio, acolhidos com um DAS, uma portaria ou qualquer outra sinecura sustentada pela folha garantida pelos contribuintes. O PMDB hoje, com destaque para Rondônia, é um deserto de ideias.

SORTE

A sorte desse partido responsável pela gestão de Rondônia por praticamente seis anos não é ter um burocrata sem nenhuma liderança reconhecida no meio do povo. É ter diante de si, para o enfrentamento desse ano, várias legendas que não passam de amontoado de pessoas dispostas “ao sacrifício” se vislumbrar a possibilidade de melhorar seu patrimônio pessoal e enriquecimento rápido de amigos e dos demais conhecidos abutres que ao longo dos últimos anos se nutrem do dinheiro público.

SE

Se a Oposição assumisse verdadeiramente seu papel e sua responsabilidade de fidelidade canina ao povo, certamente um partido grande e experiente como o PMDB não lançaria alguém que não vê mais distante os riscos de retrocesso que ronda a capital rondoniense. Iria procurar alguém que pudesse influenciar pessoas pelos seus predicados e não pela fidelidade canina aos “donos” dessas agremiações partidárias.

CARTEL

Os deputados estão totalmente favoráveis aos produtores de gado na busca por melhores preços para o rebanho rondoniense. “Temos que tomar uma decisão, uma posição firme, para mostrar que não aceitamos essa prática de cartel, que derruba os preços aos produtores, causando prejuízos, mas não baixou o preço da carne nos açougues e mercados”, afirmou Maurão, o presidente da Assembleia Legislativa.

Uma grande manifestação de pecuaristas deve acontecer em Porto Velho hoje. Mas até ontem ninguém sabia explicar se já existe uma saída definida para derrubar o que os produtores consideram o “Cartel da Carne”.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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