Em Linhas Gerais

Em Fevereiro já começa o “Bloco da Sucessão” que não empolga mais a torcida – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Não há equívoco maior do que confundir homens inteligentes com sábios”. Francis Bacon (1561/1626), foi um importante filósofo inglês e também político, estadista e ensaísta. É considerado um dos fundadores da Ciência Moderna.

MENOS VÔOS

Não há nada capaz de impedir a redução do número de vôos das diversas companhias aéreas para Rondônia. Tudo o esforço prometido até agora pelos políticos não deve surtir nenhum efeito e apenas estarão materializados em discursos inócuos e promessas demagógicas.

A procura doméstica por transporte aéreo no estado de Rondônia começou a se retrair no ano passado.

POBRES SEM VOAR

A perda do poder aquisitivo dos brasileiros, a queda da demanda, a elevação exagerada do dólar e, por tabela, de todos os custos das companhias de aviação, está provocando a diminuição no número de vôos e o aumento drástico nas tarifas. A classe com menor poder aquisitivo vai parar de voar. O uso da aviação será reelitizado de acordo com especialistas. A previsão é que nesse ano haverá um crescimento de aproximadamente 40% entre os rondonienses que irão preferir viajar de automóvel.

POLÍTICA E CARNAVAL

Estamos chegando ao fim do primeiro mês de 2016 sem nenhum vislumbre de que em Rondônia já estão acontecendo encaminhamentos para nos livrar desse cenário de crise, devido ao ano ser eleitoral. Fevereiro vai começar e, como é natural, o assunto do momento é carnaval, embora a cidade tenha perdido também, pela culta da má governança, da falta de gestão, o que teve de importante na festa carnavalesca, quando escolas de samba conseguiam funcionar e empolgar foliões e (isso mesmo) até turistas atraídos por Diplomatas, Pobres do Caiary, Banda do Vai Quem Quer e muitos outros blocos temáticos.

Essa pobreza inegável vai derrubando todas as manifestações da cultura popular local, num reflexo da realidade política rondoniense carente dos políticos que davam sabor ao debate em torno dessas manifestações. E tudo começou pela entrada de grupos políticos no tal carnaval fora de época, de onde arrancaram uma montanha de dinheiro, até em patrocínios com grana do erário.

BLOCO DA SUCESSÃO

E no fevereiro que começa na próxima semana, o “Bloco da Sucessão” vai refletir exatamente o vazio desse longo cenário de crise política em que se debate o estado de Rondônia e principalmente a nossa tão esquecida e desamada capital de Porto Velho.

Com o desaparecimento precoce de figuras do nosso jornalismo e da nossa cultura (citando como exemplo: Paulo Queiróz, o Sued, o Manelão e menestréis como Rubem Parada, entre tantos outros), nem o Bloco das Piranhas (de alma jornalística) sai no asfalto com a verve crítica e caricata para animar foliões de maior escrúpulo.

VAZIO

O “Bloco da Sucessão” não empolga mais a torcida. Está vazio de lideranças. Carece de personagens de escrúpulos garantidos para carregar o estandarte da cidade. Quem domina o entrudo de agora são os pobres de honestidades, de respeito, inspirados nos métodos petralhas e em figuras que não servem mais (nem com muita boa vontade) de farol, de guia ou de parâmetro.

BOLHAS AO SOL

Aquelas figuras míticas que num passado não tão distante disputavam espaço para ficar ao lado do Manelão, no caminhão onde os músicos da Banda do Vai Quem Quer tocavam as marchas preferidas do capitão da banda na esperança de capitalizar votos na refrega eleitoral, foram se desintegrando como bolhas ao sol. Nem um Oscar Andrade sobrou. Nem um Amir Lando deixou de sumir.

SAMBA DO PIXULECO

É cada vez mais difícil inserir na crônica política uma apresentação ufanista, garantidora de que a esperança não morreu e a reconstrução está próxima.

No carnaval de agora o enredo é apenas a maneira mais sofisticada de roubar, de desviar, de aniquilar um país ou um estado que sempre teve tudo para consolidar o bem estar de seu povo.

A covardia está na banalizada até nos passos trôpegos da esperada passista da escola. Tão bonita para ser a porta-bandeiras, mas tão predestinada a não correr o risco de ficar unida com aqueles acostumados à exploração sórdida do poder.

NOVATOS

Caberá aos novatos sair no desfile puxando o bloco capaz de combater os ranchos onde estão os especialistas da falsidade com promessas e fórmulas demagógicas de envenenamento da sociedade.

Já que a moça bonita resiste, é o momento dos outros “guerreiros” enfrentar com a alegria de Momo as ondas que espalham a descrença, o desespero e a depressão. Precisamos de carnavalescos que incitem a revolta, execrando o grande satã, exponde e esmiuçando para toda a arquibancada ver tudo o que há de feio na cidade e no estado.

FOLIÕES DE ARAQUE

Neste carnaval é preciso cantar o samba de enredo, a marcha rancho e até a modinha do cordão dedurando essa gente que não larga o osso, como gatos do mesmo balaio, adoradores de mensalão e mensalinho,  sempre unidos na exploração sórdida do poder. Rouba-se das verbas da saúde, da educação, da caixinha da igreja, nada escapa, qualquer oportunidade serve, mesmo deixando sofrimentos e cadáveres no rastro.  Bem como o enredo real de um carnaval onde alguém morreu para garantir a extraordinária fonte de renda de uma família de políticos que durante tanto tempo mandou na Assembleia e em Jarú.

PROPOSTAS

O que se salva hoje? Difícil de dizer. Vazio de propostas, de vontade de enfrentamento. Esperanças que se apequenam num município e num estado esvaziado. Fosse manga este estado, teríamos para descrevê-lo apenas um caroço seco e pelado. As boas cabeças saem, não têm por que ficar aqui. Não há perspectiva, clima, seriedade, respeito às leis.

A não ser que nossos foliões políticos entrem neste mês de fevereiro emancipados em sua coragem para enfrentar os enganadores, aspirando ao grau de cidadão para garantir tranquilidade a todo o nosso povo e não apenas aos “tycoons” de Rolim ou de qualquer outra cidade grande do interior.

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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