Em Linhas Gerais

O resultado dessa eleição no domingo, deve expressar o sentimento do eleitor diante da saturação das práticas de corrupção

FILOSOFANDO

“O tempo não comprou passagem de volta, Tenho lembranças e não saudades.” MARIO LAGO (1911/2002), compositor musical e ator brasileiro.

 PODERIA SER PIOR

Bem, amanhã será o grande dia. Certamente, ainda no início da noite já saberemos o nome do novo prefeito de Porto Velho. E como me dizia ontem João Cahulla, antecessor de Confúcio no governo rondoniense, o eleitorado da capital, escolha quem escolher, já deu mostras de ter livrado Porto Velho do pior.

“Imagine se no segundo turno a disputa fosse entre o (ainda) atual prefeito e aquele seu antecessor do PT! Ai a capital estaria verdadeiramente no mato sem cachorro, ai sim, a coisa poderia ser muito pior”. É, o Cahulla, hoje mais dedicado à pesca no Madeira não deixa de ter razão.

 O COMEÇO

Às vezes as coisas certas acontecem por linhas tortas, como o antigo ditado popular registra. Não se imaginava no princípio desse ano o surgimento de um candidato do perfil de Hildon Chaves. Antes, no ninho tucano só se falava na deputada federal Mariana Carvalho. Ela resistiu ao assédio, rejeitando todos os estímulos e indicações para entrar na disputa.

E foi assim que surgiu o mega empresário da Educação, Hildon Chaves, como o nome do partido para disputar a sucessão municipal.

 AZARÃO

Antigo membro do Ministério Público rondoniense, onde atuou por mais de duas décadas, Hildon aceitou o desafio de disputar pela primeira vez uma campanha eleitoral para um cargo da importância de prefeito da capital.

Começou no primeiro turno como o grande azarão. Um candidato lançado por uma sigla importante, mas apenas com um partido pequeno (PSDC) como aliado. Aparentemente não tinha qualquer chance de chegar ao segundo turno.

E o “azarão” tornou-se o principal instrumento para desconfigurar o jogo dos políticos que ao longo dos anos vinham sufocando as aspirações de Porto Velho, a ponta de tornar a capital rondoniense como a líder no ranking das piores cidades de porte médio do Brasil, especialmente quando comparada a outras capitais de estado.

 QUEDA DO PRINCIPADO

Estamos para concluir uma eleição inusitada em Rondônia. Amanhã o voto do eleitor poderá decretar de vez a queda do “principado” que espera continuar dando as cartas na vida política do município como apoiador do mais jovem candidato nesse confronto.

O eleitor, desrespeitado com a escolha do mais jovem candidato em transformar a campanha eleitoral num festival de baixaria e esquecendo-se daquela ortodoxia da disputa eleitoral de qualidade, ou seja, do confronto das ideias, do caráter pedagógico, vai para as urnas sabendo, claramente, qual o candidato foi autor de si mesmo e qual preferiu desempenhar o script de estrategistas do ódio.

O “principado” em que habitam personagens como Carlão de Oliveira, Nilton Capixaba, Confúcio Moura, petralhas diversos e atém os travestidos de “comunas de ocasião” estão prestes a descobrir como o feitiço pode se virar contra o feiticeiro.

 COMO DEVER

A “briga” semelhante às provocadas por moleques de rua poderia mesmo estimular o aumento do voto nulo. Afinal o eleitor foi colocado, por estas brigas, numa encruzilhada dramática de preferir um ou outro candidato. Contudo, pelo sentimento latente das ruas é possível crer exatamente numa aposta do eleitor em escolher, como dever inalienável, votar.

 TENDÊNCIA NATURAL

As pessoas com razoável senso de responsabilidade não sentem prazer algum em terceirizar a inteligência. Aproveitar nas urnas a chance eleitoral a favor da novidade e da capacidade de gestão, em contraposição à política que levou uma cidade como Porto Velho a essa situação de falência ética e de resolução de problemas.

Certamente o eleitor tende, como provam todos os tratados a respeito das disputas eleitorais, a embarcar na candidatura que manteve  as propostas no patamar do discurso mais elevado, sem se deixar enredar-se pela mediocridade.

 VALE-TUDO

Na coluna de hoje não foi possível falar do debate ocorrido na TV Rondônia. Afinal, a ELG foi fechada horas antes desse evento que poderá ser tema da próxima edição. Imagina-se que ele acontecerá num ambiente mais civilizado.

Os debates anteriores envoltos numa embalagem de “vale-tudo” foram deploráveis. Serviram apenas para empobrecer ainda mais a imagem dos políticos.

O desemprego, a falta de atenção com o segmento da Educação, saúde e segurança devastaram o conceito verborrágico do candidato que, como o próprio disse, “faz política desde pequeninho” pois simplesmente reforçou a certeza da população de que seu sofrimento é culpa dos “políticos” que estão assentados nos diversos nível do Poder.

 SATURADO

O resultado dessa eleição no domingo, independente de como foi o embate do confronto televisivo ontem, deve expressar o sentimento diante da saturação das práticas de corrupção que são facilmente detectáveis por todo o município.

Deve levar os louros da vitória aquele candidato que tem se comprometido em promover a mudança politicamente progressiva e sequencial na gestão das coisas do município, fazendo a transição da velha para a nova política. Certamente o eleitor está verdadeiramente amadurecido para identificar e votar no candidato que está nascendo para essa nova política.

 DEFINIDA

Entre a maioria dos jornalistas que fazem a cobertura política na Assembleia Legislativa, ontem a percepção era que a eleição está definida. Na opinião daqueles ouvidos pela coluna, o cenário continua favorável a Hildon Chaves, “pois o candidato Leo não conseguiu avançar nada utilizando a tática da desconstrução” do tucano.

Na opinião desses especialistas, a busca e a exposição do apoio de Confúcio Moura ao candidato do PTB nesses momentos finais é de desespero. “Ora, se o apoio total de Confúcio não serviu praticamente de nada para o Pimentel do PMDB, descartado no primeiro turno, certamente não terá aproveitamento algum nesse segundo turno”.

 IGUAL CINEMA

Hollywood é aqui. A PF infiltrou um agente numa academia de Blumenau (SC) por meses para pegar Michael Knighten, hacker foragido dos EUA. É acusado de desviar US$ 2 milhões de empresas americanas. Usava o nome de Michael Sabatine e foi pego pela digital num copo de plástico periciado pelo Instituto Nacional de Criminalística.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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