Em Linhas Gerais

Debate na Globo mostrou um Hildon Chaves, mais preparado para cumprir o papel de prefeito de uma cidade como a capital

FILOSOFANDO

“O Brasil não admite nem o exclusivismo do governo nem da oposição. Governo e oposição, acima de seus objetivos políticos, têm deveres inalienáveis com o povo.” TANCREDO NEVES (1910/1985), estadista brasileiro.

 O NOME DA ESPERANÇA

Não foi uma nova demonstração de pugilato, como a própria coluna já tinha antecipado. Mas também não foi um debate memorável. Sem conteúdo novo, o último debate desse segundo turno, realizado pela TV Rondônia (retransmissora local da Globo) teve uma importância ímpar, especialmente para uma grande parcela dos eleitores que estavam indecisos: reforçou o nome de Hildon Chaves, o candidato 45, como aquele mais preparado para cumprir o papel de prefeito de uma cidade em situação tão crítica como a capital do estado de Rondônia.

MAIS EQUILIBRADO

Embora Leo Moraes tenha repetido à exaustão o autoelogio da sapiência, não conseguiu em nenhum momento passar para quem assistiu a ideia de ser suficientemente equilibrado para o múnus da gestão executiva, de uma cidade com a complexidade e com uma economia orçamentária do tamanho característico de Porto Velho.

O último confronto deixou claro: com Hildon Chaves há esperança de recuperação. E foi de forma equilibrada que o candidato tucano soube reconhecer a importância de se fazer um pacto da gestão pública com as forças produtivas, pela retomada do crescimento econômico do município, defendendo saídas como as PPPs, tão desdenhadas pelo seu oponente.

 VÁRIAS CRISES

Certamente o candidato Hildon Chaves conseguiu ganhar a simpatia dos moradores de Porto Velho por ter exposto de forma equilibrada ao longo da campanha a verdadeira realidade da capital rondoniense. Ela é critica, com várias as crises de origem política e econômica, responsáveis pelos vários reflexos negativos para a nossa sociedade.

 LINHAGEM IMPERIAL

Enquanto seu oponente passou toda a campanha batendo no peito que “começou a ser preparado desde pequeninho” para ser prefeito (como se fosse de linhagem imperial); Hildon detalhou a conclamação a todos do povo para a construção de enorme pacto, com cada um fazendo sua parte no enfrentamento da crise moral e ética que, entre outras coisas, é a responsável pela situação preocupante, de uma cidade transformada num imenso canteiro de obras paralisadas por desvios, superfaturamentos e falta de gestão pública.

 O REORGANIZADOR

O último debate selou a convicção da maioria dos eleitores de que Hildon está mais preparado para adotar as medidas necessárias à recuperação da economia municipal. Ele se compromete a fechar os ralos por onde se esvai os recursos públicos, com a reorganização das contas, o enxugamento da máquina pública, a redução de gastos e as reformas prioritárias para retomar o crescimento da economia portovelhense.

Exatamente por reconhecer na má política o cerne das dificuldades enfrentadas pela população de Porto Velho, Hildon preferiu ficar longe das forças políticas atrasadas recebidas pelo seu oponente num fraternal abraço.

 O CEASA

Hildon Chaves deve se tornar o prefeito exatamente por ter exposto ideias mais realistas para evitar que o município acabe numa recessão geral.

Ideias essas que simplesmente foram depreciadas pelo seu oponente do PTB que preferiu manter em toda a campanha a tática do deboche, a ponto de considerar, por exemplo, como coisa menor o compromisso de se fazer um Ceasa nessa capital.

 CONCEITOS ÓBVIOS

Com esse espírito o “boy” da política passa a matraquear conceitos óbvios e ululantes, do tipo “não se governa sozinho”, como se Hildon Chaves, um homem com muito mais preparo acadêmico e de vida do que Leo, não soubesse disso.

E assim, insistindo na tática da desconstrução durante todo o tempo, o mais moço esqueceu-se de discorrer sobre as falhas de gestão dos últimos prefeitos e os malefícios que elas provocaram. Isso é outro dado que provocou a enorme queda na preferência do eleitorado, como captou a pesquisa do Ibope divulgada pela TV Rondônia no dia 28, prevendo uma vitória folgada de Hildon.

 COMPETÊNCIA TÉCNICA

Enquanto o “boy” da política insistiu em amealhar o apoio de conhecidas raposas felpudas dos grandes partidos (culminando com a aliança com Confúcio Moura, do PMDB, que como todos sabem busca uma janela para permanecer na política a partir de 2018), Hildon não deixou de relembrar a situação de uma prefeitura que está na zona de perigo da Lei de Responsabilidade Fiscal.

 PADRINHOS

Isso é motivo mais do que suficiente para dizer que no seu governo as nomeações em nível de secretarias e de diretores obedecerão critérios de competência técnica e não mais de indicação política, loteando a prefeitura para atender interesses de “padrinhos”.

O foco da campanha de Hildon Chaves (desde o primeiro turno) foi o de ser um prefeito capaz de assumir a responsabilidade de atuar em favor do povo e não de grupos políticos facilmente identificáveis.

Difícil compreender – sem atribuir tudo isso a um péssimo assessoramento de campanha – porque Leo Moraes deixou de lado a visão altruísta de uma gestão pública importante como a de prefeito.

 MÁS COMPANHIAS

Talvez quando for refletir sobre o resultado das urnas, o “boy” da política descubra que lhe faltou demonstrar um compromisso claro de reequilibrar a prefeitura, erodida por petralhas e também pelo time de Nazif.

Vai descobrir que ao aceitar apoio do que de pior se conhece no mundo político da cidade e de Rondônia, não só se tornou vulnerável a continuar a má administração, mas também à submissão aos processos corruptivos nos núcleos mais importantes do poder municipal.

Foram eles os responsáveis pelas prisões de gente do primeiro andar, tanto na gestão anterior do PT como na que será substituída com o resultado das urnas. É aquilo que registra a sabedoria popular: “Diz-me com quem andas e eu te direi quem és”.

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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