Em Linhas Gerais

O sistema político e eleitoral está tão desvirtuado que ele só interessa aos que se beneficiam dele: partidos e políticos

FILOSOFANDO

“Muitos se queixam de pouco dinheiro, outros de pouca sorte, alguns de pouca memória, ninguém de pouco juízo.” MARQUES DE MARICÁ (1773/1848), escritor brasileiro.

 RISCO PERMANENTE

O projeto de recuperação, construção e reforma das calçadas de Porto Velho é coisa antiga, ainda dos tempos do Carlinhos Camurça. Não deu em nada.

Veio os longos anos do PT e o tal projeto passou a ser cantado em verso e prosa pelo petralha de triste figura, como a menina dos olhos da gestão Ali Babá. No centro obras que nunca terminaram provocou toda sorte de transtorno e no final foi outra frustração. Com Mauro nada se fez, debalde todas as promessas.

E tudo isso, uma comprovação de como todos pagam quando nas urnas os eleitores escolhem o pior. Enquanto a cidade não colocar na prefeitura um gestor com independência e verdadeiramente interessado em cuidar da cidade em primeiro lugar continuaremos com o risco permanente das obras inacabadas ou das iniciadas que pouco depois irão parar. Que o eleitor pense muito nisso antes de chegar à urna eletrônica no domingo.

 DESTINO TRÁGICO

Quando a gestão falha não há quem se descambe para o abismo. A Daslu, depois de ser a loja mais chique do Brasil, com fama no mundo inteiro, fechou as portas num shopping de luxo paulista. É outro fato para estimular o eleitor a votar direito no domingo. O voto errado poderá complicar ainda mais a triste situação da capital rondoniense.

 NO TRANCO

Hoje (Sexta Feira) tem debate na TV Rondônia. O eleitor deve assistir ao programa com olhar clínico, atento até mesmo nas expressões usadas pelos candidatos. Às vezes o candidato pode nesse teatro até desempenhar um papel de bonzinho, dai a importância de saber quem está por trás dele, quem sustenta sua campanha. Afinal, como diziam os antigos “uma panela de leite é arruinada por uma gota de veneno”. Quem vai destilar mais veneno no debate de hoje à noite?

 DOSE DIÁRIA

Temendo os estragos que a esperada delação premiada da Odebrecht começa a causar pânico entre alguns políticos rondonienses. Por trás das cortinas é comum ouvir informes sobre o aumento das doses diárias de Rivotril usadas por certo babalaorixá da política estadual, com origem na região de Rolim de Moura.

 MISTÉRIO

Tudo até agora não passa de especulação. O destino do (argh!) atual prefeito (derrotadíssimo) após entregar a prefeitura ao sucessor é mantido em segredo. Ninguém sabe nem mesmo por onde andará Mauro Nazif depois de janeiro.

 PROSA

Muita gente falando, muita gente comentando sobre a nova mesa da Câmara Municipal para 2017 e muita prosa sem nenhum sentido.

Jogar no ar que é candidato a presidente do Legislativo é uma forma de atrair mídia, mas nem todos entram nessa.

 PESADO

Hildon Chaves garantiu que vai pegar pesado, caso se torne o novo prefeito de Porto Velho, contra quem tem terrenos sujos e abandonados causando estragos na cidade, não só nessas épocas de dengue, mas em todo o tempo, depreciando a paisagem urbana da capital. Até hoje prefeitura nunca agiu contra esses autênticos especuladores imobiliários.

 FIGURAÇA

Tanto assim que na rua Pedro Segundo, quase em frente ao Palácio Getúlio Vargas (onde existiu uma loja da extinta Teleron), o terreno abandonado está lá por mais de uma década.

A leniência dos gestores públicos talvez se explique pelo fato de que tal terreno tem como dono “alguém muito próximo do governador”, ou seja, mais precisamente do bambambã da Casa Civil.

 DESVIRTUADO

O sistema político e eleitoral está tão desvirtuado que ele só interessa aos que se beneficiam dele: partidos e políticos. Daí a resistência a fazer uma mudança em que o eleitor se reconheça representado e os mandatos tenham legitimidade, não sejam obtidos por acaso.

 RELATIVO

No corredor da Assembleia na manhã de ontem entre pessoas enfronhadas na campanha do candidato do PTB o comentário era quase intrigante. Diziam que a ofensiva utilizada por Leo Moraes conseguiu desgastar o rival, Hildon Chaves, do PSDB. Mas algumas dessas pessoas admitiam que o sucesso da estratégia pode ser relativo. Parte dos votos supostamente perdidos pelo ex-promotor de Justiça migraram para o grupo de nulos ou indecisos e não para o jovem petebista.

 REGRA DO JOGO

Nos últimos 15 anos, o STJ já encaminhou aos Legislativos estaduais 51 pedidos para processar governadores. Apenas um foi atendido.

 RECOMENDAÇÃO

A orientação da CNM para os prefeitos eleitos ou reeleitos é que reduzam ao máximo os gastos e façam conta até de migalhas, cortando de secretarias e cargos a papel e cafezinho.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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