Em Linhas Gerais

O que se viu no debate foi um governador Confúcio que passou a acreditar na própria mentira-por Gessi Taborda

AS MIGALHAS

 PoliticoA ditadura em que vivemos funciona assim: os políticos podem roubar o quanto quiserem, basta dizer que não sabiam de nada; os empreiteiros, banqueiros e grandes empresários podem lucrar o quanto quiserem, desde que financiem as campanhas dos políticos. Ao zé povinho são atiradas migalhas, bolsas, cotas, futebol, cerveja.

A GENTE SE ACOSTUMA

Horario-Eleitoral2Estou embatucado com a política local. Não, não fiquei satisfeito com o desfile do horário eleitoral, onde em certos aspectos o estelionato eleitoral foi praticado livremente, como se o Ministério Público Eleitoral não estivesse nem ai para essa situação. Vou direto ao assunto: como o eleitor poderá escolher o seu candidato ao Senado se um deles, o mais rico, decidiu fazer uma campanha envolta em promessas de realizações de obras que, por questão de competência legal não faz parte de suas atribuições. E ai as promessas foram em todos os sentidos, inclusive na construção de hospitais, creches, estradas, etc. Se isso não for um estelionato claro, não sei mais o que poderia ser. E o Ministério Público Eleitoral deixou a coisa seguir durante toda a campanha. Por quê?

Esse episódio revela que a gente – enquanto sociedade – se acostuma com os defeitos em vez de saná-los. Certamente o MPE poderia ter tomado por si próprio a iniciativa de impedir a continuada enganação mas não fez e, pelo visto, não foi provocado pelos demais concorrentes a coibir o estelionato.

DEBATE

TABORDA DEBATEFACE2Assisti o debate realizado na noite de sexta-feira (26) pela TV Candelária. Foi melhor organizado que os anteriores. Algumas posições externadas pelos candidatos absurdas. Por exemplo: o candidato Pimenta de Rondônia tirou da cachola um negócio que batizou como “Congresso do Povo”, uma coisa bizarra que parece liquidar o sistema representativo democrático, colocando o Legislativo numa posição subalterna. Pimenta até tentou, mais uma vez, justificar essa aberração (ou uma simples abstração?) como alguma coisa do tipo “governo do povo”, governo e povo da escolha dele, é claro.

Confúcio, que era um homem singular no passado, demonstrou ter pegado um novo hábito: o de falar mal dos adversários. Acabou, por isso, cedendo um direito de resposta a Expedito Júnior. E o candidato tucano alfinetou: “Nunca fui acordado a 6 horas da manhã na minha casa, com a Polícia Federal realizando a prisão de corrupto”. O governador ficou calado; afinal, ele não tem como desmentir essa ação da PF em seu próprio apartamento.

ACREDITANDO

TABORDA DEBATEFACE2O que se viu ali naquele cenário do debate da Candelária foi um governador Confúcio que respondeu aos adversários como alguém que passou a acreditar na própria mentira embalada pelo seu marketing eleitoral. E assim, no seu governo não tem corruptos, não tem problemas com a Segurança (nem mesmo nas escolas), não tem problemas com a Educação e muito menos com a Saúde. Ao tratar os concorrentes (especialmente Expedito) como moleques teimosos, realmente Confúcio Moura não se pareceu, nem de longe, com um estadista, como um executivo de alto gabarito.

Uma decepção! O Confúcio de hoje se revelou mais radical ainda, como se tivesse perdido ao longo do mandato de governador aquela candura dos tempos em que foi deputado federal. Sem dar a contribuição que, por sua experiência política deveria, ao debate, Confúcio apenas contribuiu para que nós, analistas, chegássemos à conclusão de que temos burrice demais na disputa da nova gestão rondoniense.

VENCEDOR

TABORDA DEBATEFACE2Se é para falar de um provável vencedor do tal debate eu me arriscaria a apontar Jaqueline. Foi mais segura, soube construir melhor as frases ditas, demonstrou que tem conhecimento de dados estatísticos e deu opiniões de gente inteligente. A quem a ache arrogante. Mas fazer o que: ninguém é perfeito.

SIMPLES DE ENTENDER

PartidoÉ claro que a política rondoniense está mais para ofidiário do que do que para um convescote acadêmico. A equação é simples de entender. A legislação eleitoral estabelece o sistema do voto proporcional uninominal, modelo que privilegia nomes em lugar de partidos, deixando passar pelo funil das urnas eletrônicas apenas, praticamente, os caciques locais e os que conseguem captar recursos privados para financiar as campanhas, cada vez mais caras, de deputados estaduais, federais e até de vereadores.

SIMPLES LEGENDAS

PartidoOs partidos são apenas legendas, onde legalmente têm de se abrigar os candidatos. Nada mais do que isso. Para as prefeituras e governos estaduais e federal, a lógica segue o mesmo trilho, beneficiando quem tem capacidade de arrecadação de recursos financeiros e de formação de coalizões partidárias de apoio, em que a moeda de troca são nacos de poder – cargos na máquina pública – e não programas de governo.

Com este modelo não iremos a lugar algum. Boa parte dos políticos brasileiros são cria deste modelo e não sobreviveriam com a mesma facilidade fora dele. Por isso, a reforma política, que nos livraria desta arapuca, não passa no Congresso Nacional. Por isso, é correto dizer que somente a pressão da sociedade mudará o sistema. E mais certo, ainda, é concluir que a mudança só acontecerá no dia em que a sociedade compreender que é este o x do problema.

Enquanto não tivermos a bendita reforma política o que veremos é exatamente aquilo que acontece agora, nessas eleições. Em lugar de programas em torno dos quais se organizem os partidos e seus filiados para disputar a preferência do eleitorado e conduzir os destinos do país, a articulação política continuará se concentrando em torno das oportunidades de angariar benefícios próprios – enriquecimento e caixa dois para a eleição seguinte -, como acontece hoje.

CONFIANÇA

ConfucioO principal problema enfrentando pelas instituições rondonienses é a falta de credibilidade. Confúcio pode perder as eleições porque seu governo perdeu a credibilidade, por problemas internos e pelo envolvimento de membros da alta cúpula em atos ilícitos, motivando operações policiais que levaram para a cadeia alguns integrantes do alto escalão da gestão confuciana.

Então não adianta esse governo anunciar programa de metas para nada, pois ele perdeu a credibilidade. E por isso não consegue reduzir sua rejeição popular.

A credibilidade de outras instituições está também sendo corroída. Esse é o caso, por exemplo, do Legislativo. Ele precisa iniciar um novo tempo, estancando todos os esquemas de esbanjamento de recursos, reduzindo ao máximo a contratação de servidores comissionados e adotando, de imediato, o concurso público para as próximas contratações, tendo em visto que isso diminui as possibilidades da corrupção aumentar.

PROMISCUIDADE

ConfucioRecuperar a confiança das instituições é fundamental para se reencontrar o rumo da economia que gera empregos e bem estar social para todos.

A credibilidade das instituições públicas está sendo esgarçada, tanto pela ação do governo estranha às suas atividades finalísticas, quanto pela promiscuidade entre interesses privados e públicos.

Para encontrar o rumo da economia, o primeiro dever do próximo governador é a recuperação da credibilidade das instituições públicas, sob os princípios da ética, da transparência e sob o primado do interesse público.

HORIZONTE ESCURO

EleicoesA disputa eleitoral desse ano ainda não está definida. Todos os profissionais da crônica política admite que teremos um outro turno para a decisão final. O segundo turno, como se sabe, é uma outra eleição, onde os dois candidatos terão o mesmo tempo de TV para realizar sua campanha.

A disputa entre os dois candidatos se tornará mais acirrada do que foi até agora.

Vença quem vencer, o próximo governador enfrentará momentos difíceis no primeiro ano de mandato. O grau da dificuldade (bem como o tempo de duração da crise) pode variar de acordo com a conjuntura internacional, com a reação da economia nacional, ou com a competência dos novos membros que irão participar a da administração do novo governador. Mas a verdade é que o ano de 2015 exigirá uma dose de sacrifício que não combina com o otimismo das promessas de campanha. Os candidatos agem como a cigarra da fábula, que cantam quando deveriam se preparar para as dificuldades que estão por vir.

UNS DOIS ANOS

EleicoesPrincipalmente se não houver superação econômica do complexo energético do Rio Madeira (afastando-o do quadro falimentar), o estado de Rondônia terá pela frente quase dois anos de borrasca antes de a situação se normalizar, a economia recuperar o fôlego e voltar a funcionar com vigor.

O próximo governante terá de ser mais do que um gestor do dia a dia. Precisará de capacidade para atrair investimentos públicos e privados capazes de gerar empregos e reduzir o pessimismo existente entre a juventude em relação ao nosso futuro próximo.

E HAJA DINHEIRO

olho-azul-grandeComparativamente, nossos juízes estão muito bem remunerados. Surpreende a benesse do auxílio-moradia ser concedida sem discussão dos nossos deputados, pois, além de injusta, criará um precedente perigosíssimo. Não podemos ignorar o problema da estada nas comarcas interioranas, mas essa certamente não foi a melhor solução. Além do rombo nos cofres públicos, promotores, servidores, delegados e uma gama imensa se achará no direito de reivindicar a prebenda. E haja dinheiro público.

 

 

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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