Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: Fundação Zequinha Araujo ” deputado explora eleitoralmente a pobreza” – por Gessi Taborda

 ECONOMIA QUE DESEMPREGA

hidreletrica12Mais uma vez a mídia rondoniense revela a situação nada confortável de seu maior empreendimento econômico (complexo energético do rio Madeira), que pelo visto ainda não conseguiu superar o diagnóstico de pré-falência e pode deixar de honrar os pagamentos programados, chegando a uma situação capaz de paralisar as obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antonio.

Esse é um assunto pouco explorado pelos candidatos. A campanha está no fim e a economia de Rondônia vive um momento trágico, que causa o desemprego e não há, da parte daqueles que pretendem governar o estado, nenhum programa conhecido para gerar os empregos que a população precisa.

Na verdade, se não houver mudanças de fato na condução da gestão pública de Rondônia, vamos continuar nesse ambiente de perpetuação da falta de oportunidades e da miséria.

POLÍTICOS CHUPINS

ZequinhaCertamente políticos que se elegem sempre com o assistencialismo e coronelismo praticado sem qualquer restrição são os primeiros a torcer para que esse sistema continue como sempre.

Afirma-se hoje que o candidato a deputado estadual mais votado de Porto Velho será exatamente aquele pego flagrante escondendo dinheiro da corrupção nas cuecas. É uma cena lamentável que foi divulgada à exaustão, principalmente nas redes sociais.

O personagem com cara de cangaceiro e também de beato, não fatura só votos com a sua “fundação”. Praticando o assistencialismo custeado com dinheiro público (boa parte dos funcionários da tal fundação são cedidos pela administração pública) conseguiu montar um latifúndio eleitoral, e garante sucessivas eleições, como se fosse imune à espetáculos de corrupção como esse de esconder o que dinheiro na cueca.

E A JUSTIÇA?

ZequinhaAinda nesse final de mês a Justiça decidiu encerrar as atividades de uma instituição congênere, montada pelo clã Carlão de Oliveira (ex-presidente da Assembleia) para o mesmo fim: aliciar eleitores para políticos da família. E por que a mesma Justiça permite a existência “dessa fundação” localizada no Bairro Agenor de Carvalho, servindo de curral eleitoral e ferramenta de aliciamento de eleitores em favor daquele que – pelo que falam na rua – pode ser mesmo o mais votado da cidade?

DISTRIBUINDO MIGALHAS

Paulo xistoNessa semana, em uma manifestação pública, o advogado Paulo Xisto, que preside a ONG Cidade Verde, tratou desse assunto, considerando que o deputado Zequinha de Araujo explora eleitoralmente a pobreza e, por isso, certamente fica satisfeito diante desse quadro econômico rondoniense que desemprega os trabalhadores.

O assunto, aparentemente simples, apresenta várias facetas. A mais evidente, é que de modo algum o tal deputado pode querer que qualquer pessoa rondoniense saia da miséria e da dependência do assistencialismo de sua “instituição”. Afinal, é dali que sai a multiplicação dos votos em cada eleição que disputa.

SEMPRE GOVERNISTA

ZequinhaEsse tipo de político é manjado. Está, como se diz, sempre do lado que a vaca deita. São governistas por excelência, especialmente quando o gestor público pilota uma economia que desemprega cada vez mais num estado como Rondônia, que depende cada vez mais do chamado “agronegócio” para se manter (que emprega muito menos força de trabalho que o setor secundário e a própria economia camponesa), com serviços públicos sucateados ou numa capital como Porto Velho, crescentemente desindustrializada.

É claro, se nossos governantes fossem capazes e comprometidos com a solução do pauperismo que assola grande parte da população, esses políticos teriam de procurar outros meios fora do assistencialismo para continuar na vida pública.

MISERÊ

vergonhaÉ a miséria existente pela falta de programas de governo para melhorar a qualidade de vida da comunidade que faz só aumentar o número de beneficiários desse assistencialismo que, repito, usa e abusa de recursos públicos (certamente não contabilizados) para a arapuca funcionar.

O que a classe política tinha de realmente fazer era cobrar soluções cada vez mais sérias, modernas e eficientes dos governantes em todas as áreas e especialmente na de Saúde, para que a população não dependesse do atendimento dessas maracutáias batizadas e associações benemerentes de políticos, para não morrer sem atendimento na rede hospitalar pública.

QUANTOS ANOS MAIS

teatro

Depois de 20 anos o Teatro Estadual de Porto Velho foi inaugurado. Não é, como pretende afirmar o governo, motivo de orgulho. Na verdade, a tempo necessário (duas décadas) para terminar a obra deveria ser motivo de vergonha e reflexão. Como a cultura em Rondônia é tão maltratada. Imaginem quando tempo ainda será necessário esperar para que a capital tenha outros aparelhos urbanos fundamentais ao seu desenvolvimento. Quando teremos aqui coisas como um Ceasa, como uma rodoviária decente, como um verdadeiro parque (não isso que chamam de Parque da Cidade), pelo menos semelhante ao Ibirapuera, ao Municipal de Belo Horizonte, etc, etc. Com os políticos que tivemos até agora, pode colocar tudo isso nas calendas.

NA VIDA A REALIDADE É ASSIM

Horario-Eleitoral2O programa eleitoral desse primeiro turno está praticamente no fim. Ele serviu até agora para ver como  é possível dar contornos de realidade à fantasia. Mas nós que vivemos o dia-a-dia da cidade sabemos que tudo é muito diferente da produção televisão, do marketing das campanhas.

Muito se falou nessa primeira rodada eleitoral sobre a importância de se manter nossas crianças nas escolas. Teve político jactando-se de ter feito muito nessa área. Mas, afinal, como andam as escolas da rede pública em nosso Estado? Andam mal, muito mal. Desaparelhadas de bibliotecas, laboratórios de ciências e de informática, carentes de professores, transporte escolar, quando não de saneamento básico e merenda. E quase todas com falta de segurança.

ESTADO ISLÂMICO

dilma-rousseff-sorriSe Dilma não fala nada com nada no Brasil, como esperar que ela fale alguma coisa com coisa fora do País? Dilma não vive num mundo encantado. Vive no mundo da ignorância. Mais um refém decapitado. Dilma Rousseff precisa melhorar os seus discursos.

SEM MUDANÇAS

dilma-rousseff-sorri“Dilma será reeleita mesmo se a gente não quiser” (Michel Temer). Isso teria alguma relação com o fato de o ministro Dias Toffoli ter proibido a inspeção nas urnas eletrônicas? Caso ela seja mesmo reeleita (vade retro!), apesar de tudo isto que está aí, alguém terá de explicar, ou continua no “modus operandi” do PT?

 

 

 

 

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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