Em Linhas Gerais

O Pacotão da promessa do Prefeito Mauro Nazif – por Gessi Taborda

PASSARELA DAS PROMESSAS

Mauro222O prefeito Mauro Nazif iniciou mais um desfile de promessas. Isso parece ser a confirmação de que espera disputar um novo mandato e acredita que conseguirá modificar a péssima imagem que tem diante da opinião pública de Porto Velho.

O prefeito escolheu exatamente o momento das chuvaradas para anunciar obras e um pacote especial para a zona sul, na esperança de que assim a imagem de sua gestão estéril, preguiçosa e sem rumo mude.

Na passarela das promessas entra de tudo, inclusive algumas bizarras. É o caso, por exemplo, da sinalização de “pontos turísticos” (???) da capital rondoniense. Claro que há muita apelação do prefeito para conseguir anotar a existência de quase 70 pontos turísticos nessa cidade.

Com tantos sítios turísticos (que o prefeito garante existir) não dá para entender por que Porto Velho ainda não se converteu num importante destino turístico no calendário brasileiro. Deve ser má vontade dos turistas que, na região norte, preferem ir para Manaus ou até para Jalapão, no Tocantins.

 PACOTE

Mauro222Na passarela de promessas de Mauro Nazif para este ano está o chamado conto do “Pacote”. Destinado à zona sul da capital, as promessas contidas no pacote pretende investir 4,6 milhões de reais para “deixar a Zona Sul com outro aspecto”, como rabiscaram no factoide os escribas oficiais.

E depois o vereador Porfírio Costa tratou de afirmar que o pacote do Nazif para a Zona Sul é simplesmente a decorrência de uma indicação do tal edil.

A cidade que completou 100 anos esses dias está muito ruim de prefeito. Afinal, como ele pretende dar outro aspecto àquela região de Porto Velho com essa merreca que não chega a 5 milhões de reais se, só para traçar um parâmetro, seu antecessor gastou quase 20 milhões na tal reforma (que não passou de uma maquiagem mal feita) da Estrada de Ferro Madeira Mamoré e não mudou nada naquele local? Difícil acreditar nas promessas de Nazif.

 ABSURDO

Mauro222A gestão (???) de Mauro é (até agora) um desastre total. Qual obra impactante que saiu do papel nesse período todo em que ele é quem manda no município? Nenhuma. Nada do que foi prometido por esse político do PSB durante toda a campanha.

Mauro foi incapaz até de aproveitar os dois Centenários de Porto Velho (o da fundação da cidade e o da instalação do município) para organizar eventos culturais significativos para a data. E até a festinha mequetrefe feita com a tal Banda Calypso não foi outra coisa senão uma maracutaia por onde se esvaiu em torno de meio milhão pelo viés de uma dessas entidades de pasta, criadas exatamente para sugar dinheiro público.

Que credibilidade merecem as promessas que se começa a colocar nessa passarela com toda aparência de arapuca eleitoral? A meu ver nenhuma. É preciso esperar os próximos acontecimentos.

 NOMES POMPOSOS

Mauro222E nesse afã de enganar tolos, o time do prefeito coloca nomes pomposos em “obrinhas” que entram no desfile das promessas. É o caso, por exemplo, do “Centro Unificado de Cultura e Esporte do JK I”. Pelo nome já se imagina uma estrutura olímpica de alto nível, etc., etc.

Não se pode esquecer que não muito distante daquela região está a Escola Padrão em petição de miséria, tomada pelo matagal e num estado deplorável, como se a administração municipal tivesse desistido daquele que, quando inaugurada, tinha o destino de ser uma das escolas de mais alto nível no estado. Talvez por não ter um nome pomposo, a tal Escola Padrão vai se definhando cada vez mais sem chamar a atenção da gestão (???) Nazif.

 DESCASOS À VONTADE

Mauro222Bem que a coluna gostaria de registrar uma mudança de postura da prefeitura em relação à cidade. Mas infelizmente, o continuado descaso do prefeito em relação às mínimas exigências urbanas de uma capital como a nossa só nos dá desgosto.

Para onde se olha o que se vê são exemplos de descaso. O prefeito fala de “pacote de obras” enquanto não consegue nem cumprir a responsabilidade assumida diante do Ministério Público de “limpar as calçadas”, tomadas por todo tipo de comércio clandestino e, também, pelo matagal, pelos buracos e tudo mais. O tempo acertado com o MP já acabou e as calçadas continuam do mesmo jeito. Em alguns locais os comerciantes clandestinos se apropriaram do espaço público com a montagem de verdadeiras frutarias, mais careiras do que supermercados, embora não paguem nem impostos e nem despesas com aluguel ou pessoal.

 NÃO MANJA NADA

Mauro222E certamente não adianta alimentar esperanças de que o trânsito da cidade vai melhorar enquanto Mauro for prefeito. Não se resolve problemas de trânsito com a mera instalação de mais semáforos. Na verdade o excesso de semáforos tem o condão de piorar o trânsito.

Essa solução simplista é decorrente da falta de conhecimento, de competência de quem foi escolhido para mandar na Semtran. Como se sabe, o tal secretário entende tanto de trânsito como Mauro entende de missa. Então, a única coisa que funciona nesse segmento é a bem untada indústria da multa.

Aliás, as multas agora são aplicadas por servidores devidamente uniformizados em modelitos aparentemente inspirados pela polícia do fascista do Duce italiano. E assim se descobre um outro fascínio de Mauro Nazif: o militarismo ditatorial.

 COMO DANTES

E assim, com pacotes ou sem pacotes, a cidade na gestão de Mauro Nazif continua feia, suja, esburacada e sem turismo de verdade. Até quando o povo vai continuar aceitando comemorar projetos que… nunca saem do papel.

 SUPER DESAFIO

Presidente Maurão2O deputado Maurão de Carvalho que deverá ser eleito próximo presidente da Assembleia Legislativa vai ter pela frente dois enormes desafios. Ele a próxima mesa diretora tem de enfrentar o excesso de servidores comissionados existentes na Casa e, também, tocar a construção da nova sede do Legislativo estadual.

As instituições de controle externo, como é o caso do MP, deverão pressionar para que as próximas contratações só sejam efetuadas com a realização de concurso público. Isso era um das metas que José Hermínio não conseguiu realizar.

Quando isso acontecer, certamente a população de um modo geral passará a confiar mais na determinação dos novos deputados de transformar certas práticas comuns na política do estado.

 ABANDONO

Daniel PereiraO governo praticamente nem começou (espera a nova formatação da mesa da Assembleia) a funcionar e quem tem o protagonismo até agora é o vice, Daniel Pereira. Por isso coube a ele discutir com o CREA-RO as reivindicações dos engenheiros do estado.

O governador Confúcio – depois de se enrolar com as denúncias de ter chefiado a corrupção no seu primeiro mandato – parece estar vivendo um autêntico abandono do poder. Preferindo silenciar-se diante do suposto cadafalso que vai tomando forma no STJ, onde o inquérito para punir os corruptos se desenvolve ele fica alheio a praticamente tudo, incentivando o protagonismo do vice. Com isso, dá para acreditar que Daniel já está de olho nas disputas vindouras.

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda

 

 

 

 

 

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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