Em Linhas Gerais

O azar de Porto Velho quando se trata de gestão pública. – por Gessi Taborda

 PURIFICAÇÃO

Mauro2Dessa vez o feriado de sábado passou em branco. Não houve comemoração. Então que seja a coluna de abertura da  semana no estilo de crônica. Usemos a crônica, como ferramenta de purificação para esses dias tão turbulentos.

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 CIDADE CENTENÁRIA

Mauro2De uma coisa todos temos certeza: a história sempre continua. E ai está a Porto Velho de hoje, centenária em fundação da cidade ou instalação do município.

O que se fala da cidade hoje é o que se passa pelos noticiários dos meios de comunicação, deslocando-se do privado ao público numa acepção que seria impensável quando a cidade era arrancada dos tempos do território.

A nossa Porto Velho contemporânea está contemplada por novos e modernos atrativos. Temos até shopping-center que mais funciona como uma praça pública e point de lazer; fazendo alguns se esquecer dos muitos escândalos cometidos em nome de dotar a cidade de praças públicas decentes que, como se vê, até hoje ainda não aconteceu.

 TENSÃO

Mauro2A centenária cidade é um local de muita tensão. Quem é do tempo em que o maior prédio da cidade era o Edifico Tourinho, que fica atrás do agora chamado Mercado Cultural, reconhece a mudança da situação urbana diante de nós.

A situação urbana evidencia-se pelos muitos prédios que se multiplicaram como casas de moribundos nos mais diversos bairros da cidade.

A explosão imobiliária apenas da especulação imobiliária seguindo a máxima capitalista. Ela também retrata a insegurança que tomou conta dos habitantes das casas, cada vez mais vulneráveis à falta do planejamento público nesses anos todos.

Muitas residências foram assaltadas por bandidos cada vez mais açodados. Os moradores, procurando segurança, passaram a comprar ou alugar apartamentos. Os mais passaram a construir mansões cada vez mais parecidas com bunkers, em bairros mais distantes do centro.

 MUITO RÁPIDO

Mauro2O enredo do crescimento de Porto Velho é o mesmo de qualquer grande cidade do país. Quem viveu aqui desde os tempos em que o Rondônia entrou no processo de transformação de território para estado, sabe que o crescimento foi muito rápido. Isso caracteriza o centro.

Na periferia que era bosque e floresta a menos de 40 anos, hoje exibe muitos bairros, ruas, casas e até mesmo parques residenciais que abrigam a classe mais abastada.

Cresceram os núcleos habitacionais, mas, por outro lado aconteceram fenômenos difíceis de explicar. Por exemplo, o transporte urbano que era ruim ficou pior. A urbanização foi relaxada em termos de ruas mais largas; de espaços de convivência comunitária, etc, etc. A cidade chegou aos 100 sem um aceno de modernidade na administração municipal.

 A TRIADE DESAFIADORA

Mauro2É difícil não acreditar na existência de um azar enorme de Porto Velho quando se trata de gestão pública. Praticamente, depois da transformação do território em estado, nossa capital nunca teve um prefeito de destaque, que prestasse.

A tríade que desafia qualquer administração: educação, saúde e segurança – é ressaltada no presente muito mais que no passado. A educação dilatou seu campo em termos de alunado e nem sempre em termos de professorado. Explodem sempre as notícias de que faltam mestres para matérias específicas, sobretudo aquelas da área das ciências exatas.

Não faltam também reclamações de todos sobre a obliteração do tráfego, atingindo toda a população. Outro quesito da tríade: a insegurança pública é confirmada todos os dias em roubos, assaltos, homicídios e, agora, até em casos de balas perdidas…

A proliferação de marginais, alicerçada pelo crescimento populacional e, também, pelo crescimento do consumo de drogas, somado à carência de empregos, é um problema cada vez mais ameaçador para essa cidade que completou seu centenário.

 SAÚDE

Mauro2O atual prefeito da cidade de Porto Velho é médico. Mas isso não significou melhorias para esse segmento e da vida portovelhense. Quem precisa procurar uma unidade de saúde do município pode até piorar de situação diante da precariedade do atendimento.

Afinal, diante desse quadro desanimador, não chegou a ser surpresa ver a cidade mais vez inserida no noticiário nacional sobre as deficiências, diante do descalabro registrado em UPAs recentemente inauguradas. É isso mesmo: são postos de saúde que vivem lotados, sujeitos à falta de pessoal – quase sempre mal remunerados –, de remédios e vai por ai afora.

 E O FUTURO?

Mauro2A prefeitura desistiu, no último momento, da realização de um evento (chinfrim, como sempre) para comemorar os 100 anos de instalação do município. Uma clara demonstração de quem enquanto a cidade não encontrar um prefeito à altura de seus desafios, seu destino será o fatalismo.

A cidade, claro, deverá sofrer ainda mais o adensamento demográfico, o crescimento populacional. Mas isso não é nada alvissareiro. O que nos espera é mais descaracterização se continuarmos a ter no comando da prefeitura novos prefeitos com a mesma incapacidade de promover mudanças positivas.

Talvez seja por isso que o atual prefeito acabou desistindo de comemorar de forma digna o centenário de instalação do município de Porto Velho.

Com gente como Nazif, a nossa centenária urbe vai ganhar cada vez mais a mesma cara, sem uma estrutura que faça com que seus moradores vivam todos os benefícios da era moderna.

Num ponto até parece que a gestão Nazif acertou ao cancelar as comemorações. A cidade não pede festa, pede auxílio para suas ruas esburacadas, pede socorro para não ser mais vítimas das inundações, provocadas por qualquer chuvinha.

Porto Velho chega ao seu centenário sonhando com a possibilidade de se deslumbrar com as próximas eleições, de 2016, se conseguir se livrar desses prefeitos de ficção que nas ultimas décadas tem ocupado o paço municipal.

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

 

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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