Em Linhas Gerais

A História já mostrou para Mauro Nazif, que cooptar oposicionistas pode ser um tiro no pé – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Quando todo mundo é corcunda, o belo porte torna-se a monstruosidade”. Honoré de Balzac (1799/1850), escritor francês.

MUITO ERRADA

Bem, não quero me aborrecer, especialmente agora nesse processo de desaceleração para, na próxima semana, ir aproveitar mais umas férias, juntamente com a dra. Conceição (minha) mulher. Mas mesmo entrando no clima do veraneio, não tem como esquecer que na capital rondoniense tem alguma coisa muito errada com nossa classe política.

E só por isso os quase 70% no índice de rejeição do prefeito não tira a chance de Nazif conseguir um novo mandato. Se acontecer, a culpa será de líderes (vá lá!) vacilantes que muita gente confunde como “oposição”. Mas eles preferem estar do lado que a vaca deita.

MAIS ATENTO

Quando surge o tititi da esdrúxula aliança entre tucanos com Nazif, aventando-se a cessão de um nome da família da deputada Mariana para ser vice do desastrado prefeito Mauro, é preciso mais do que nunca que o eleitorado fique mais atento e forte para não ser engabelado para não cair em mais esse truque de madame da paupérrima política local.

É bom não esquecer que essa manobra de cooptar oposicionistas (vá lá!) históricos foi praticada no passado pelo próprio Mauro quando se uniu a Carlos Camurça e aceitou Ruth Morimoto como sua vice. Na época a maracutáia não funcionou. Nazif foi retumbantemente derrotado.

A OI NO BURACO

Ouvi ontem a opinião de um especialista da área da economia: “mais que o fracasso de uma empresa, o pedido de recuperação judicial da Oi é uma derrota do Brasil”. A dívida da Oi é dinheiro tomado do povo brasileiro e ensejará, na opinião de um analista, certamente, a falência de inúmeras empresas de pequeno porte, em todo o país, aumentando ainda mais o desemprego.

ENORME

É o maior pedido de recuperação já protocolado no Brasil, com dívidas no valor de R$ 65 bilhões. Antes, o campeão era o grupo OGX, do empresário Eike Batista. Os credores são bancos (com destaque para o BNDES e Banco do Brasil) e fundos de investimento e pensão.

COMO DANTES

Segundo dados mais recentes do IBGE a renda dos que estão na base da pirâmide caiu no primeiro trimestre deste ano. Após anos de queda, a distribuição começou a cair entre o primeiro trimestre de 2015 e este ano, quando a metade mais pobre da força de trabalho perdeu renda. Desde o início do segundo mandato de Dilma, em 2015, a desigualdade entre os que compõem a força de trabalho (ocupados e desempregados) aumentou quase 3%.

RESULTADO ÓBVIO

Aparelhamento do Estado, irresponsabilidade fiscal, uma elite estatal de funcionários ineficientes (os cardeais do serviço público) e onerosos, mais corrupção sem precedentes levaram o país a quebra. Será que aprendemos a lição?. Agora vamos pagar o preço. A função do governo não é “distribuir renda”, mas distribuir oportunidades (ensinar a pescar e não dar o peixe de graça) e fomentar a economia, para gerar trabalho. Mas a ótica dessa corja esquerdista é manter-se no poder a qualquer custo. Esta aí o resultado.

ALEGRIA, ALEGRIA

E não faltaram manifestações de alegria de partidários de Valdir Raupp diante do anúncio de que seu indiciamento no processo que investiga, no âmbito da Operação Lava Jato, doações de campanha, foi suspenso por decisão do ministro Teori Zavascki, do STF.

Isso não significa muita coisa, apenas reforça como Raupp continua sendo um homem de sorte. Quando foi governo, apesar de todos os escândalos (“Frangogate”, Ceron, fim do Beron, etc) o barbudo de Rolim sempre escapou incólume.

ATESTADO

Mas o Senador ainda não conseguiu o tão sonhado atestado de inocência. Nos meandros da Justiça ele está mais enrolado do que muitos outros personagens da política rondoniense. A Lava Jato vai acabar expondo as entranhas de políticos financiados por fundos abastecidos por empresas que superfaturaram contratos para distribuir propinas. E em se tratando de Rondônia até a dona Ritinha de Aponiã sabe que o sistema está corrompido a muito tempo. Uma coisa é certa: o suplício do mundo político ainda está longe de acabar. A decisão de Teori não significa que o senador de Rolim de Moura foi passado a limpo.

VALE TUDO

De Brasília vem o informe de nosso olheiro: PT e PSDB podem caminhar juntos na eleição de presidente da Câmara Federal para viabilizar um nome que não seja do grupo de Eduardo Cunha ou do baixo clero.

ALERTA

Estelionatários que se passam por representantes de concessionárias de energia elétrica, água, por servidores da Secretaria de Saúde e até Corpo de Bombeiros têm aplicado uma série de golpes. O principal alvo são os idosos. Em alguns casos, eles conseguem acesso ao interior do imóvel, pois alegam que vão consertar algo, e, além de aplicar o golpe, furtam. Isso anda acontecendo em bairros de classe média da cidade.

ESTREBUCHANDO

A situação é grave e indigna até os funcionários da estatal aqui em Porto Velho. Gente em fase de aposentar, temoroso do futuro diante o rombo imenso no fundo de pensão da empresa onde surgiram os primeiros lances da corrupção no governo inicial do PT.

Agora, a informação mais recente dá conta de que o rombo acumulado nos primeiros 4 meses do ano nos Correios é de 700 milhões e o dinheiro para pagamento da folha salarial só dá até setembro. Nesse cenário tenebroso, já se espera mais uma greve dos empregados dos Correios, que têm data-base em agosto. No ano passado o prejuízo da estatal foi de 2,1 bilhão de reais, um recorde histórico.

IDÉM PARA A CAERD

Essa é outra estatal do governo rondoniense que vive situação assemelhada à dos Correios. Mas, claro, os empregados que está no andar de cima continuam recebendo altos proventos sem nenhum problema. Todavia, a empresa responsável pelo segmento da água e do esgoto no estado está em situação pré-falimentar, muito graças aos efeitos da tal gestão compartilhada com um sindicato da órbita petista que foi uma experiência muito boa “para os companheiros” da estrela. Até hoje não se investigou detalhadamente o tamanho do rombo.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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