Em Linhas Gerais

Delação de Sérgio Machado pode revelar esquemas de exploração de diamantes em Rondônia- por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Os vivos são e serão sempre, cada vez mais, governados pelos mais vivos”. Aparício Torelly ou Barão de Itararé (1895/1971), jornalista brasileiro.

TRADIÇÃO DE JUNHO

Estamos no período das tradicionais festas juninas e das quermesses com suas atrações diversas, onde se inclui o bingo. Mas não é fácil cantar as pedras nesse momento contaminado pelas disputas políticas, como bem descobriu o Raimundinho, tradicional cantador do bingo de sua paróquia.

A PEDRA É 13

Foi logo depois da quadrilha que Raimundinho começou a cantar as pedras. O salão era imenso e estava superlotado. Com seu chapéu de caipira, Raimundinho benzeu-se, apanhou o microfone, fez diversos anúncios, sem esquecer-se dos devidos agradecimentos, e logo iniciou:

– Letra B de Brasil minha gente, e o número é 13!

Antes que tentasse repetir a dezena, foi interrompido por uma voz forte:

– Petralhas!

SEGUNDA PEDRA

Constrangido, Raimundinho, achou melhor não repetir o número e rapidamente cantou a segunda pedra, com o mesmo bom humor de sempre.

– O número agora é 4 e 5. 45!

Inesperadamente uma voz rouca destoou da multidão: – Vai, coxinha!

Já incomodado, Raimundinho tentou modificar o rumo das coisas e convidou os participantes para saborearem o delicioso pastel feito por dona Dilma.

– É Nilma!, protestou, irritadiça, a mulher.

– Ê, dona Nilma, a senhora é a melhor cozinheira da história desta quermesse, disfarçou o homem. E só após perceber uma calmaria no ambiente prosseguiu:

– Letra N de nariz e o número agora é 22!

OS DOIS PATINHOS

Sentiu alivio por ser um número isento de questões políticas; e com confiança optou por repetir o anúncio: – 22. Dois patinhos na lagoa!

– Quem vai pagar o pato?, gritaram.

Raimundinho se assustou e rapidamente tentou chamar outro número, mas foi interrompido por uma voz suave com sotaque boliviano.

– Quem vai pagar o plágio?

PANELAÇO

Raimundo retomou a fala. A esta altura, já suava frio. Tomou um gole d´água, segurou firme o microfone e disse:

– Quem quer ganhar este maravilhoso conjunto de panelas Tramontina?

Ouviu, então, um barulho agudo, semelhante a um tino, ecoando do fundo do salão. E temeu que fosse iniciado um panelaço na quermesse da igreja, que frequentava há doze anos.

Com um misto de medo e culpa, lamentou por ter mencionado a maldita palavra panela e decidiu cantar, rapidamente, outra pedra.

É O QUINZE

– Letra O de “oio”, brincou o homem, e o número é 15. É 15, minha gente! Insistiu sorrindo.

Uma jovem correu para frente do salão aos berros: – Bingo! Bingo!

No mesmo instante um grupo correu na direção de Raimundo com gritos de fúria:

– Golpista! Golpista! Golpista!

Raimundinho tentou fugir, mas foi contido pelo pároco, que tomou o microfone das mãos do apavorado homem e iniciou um discurso.

DIVERGÊNCIAS

– Caros irmãos, eu compreendo a preocupação e divergências de pensamentos, mas quero dizer que não há o que temer!

O pároco, neste instante, foi interrompido por aplausos e centenas de vozes que bradaram: – Fora, Temer! Fora, Temer! Fora, Temer!

QUEM SABE

Ontem, por volta das 9h30, na avenida Pinheiro Machado, proximidades da Caerd, uma enorme fila de veículos se formou no exato momento em que uma jamanta fazia manobras para adentrar num galpão e descarregar sua enorme carga. Aliás, a presença desses monstros de cargas em manobras desse tipo nas estreitas ruas do centro da cidade (com estacionamento de ambos os lados) é fato corriqueiro.

Um dia (quem sabe na próxima legislatura) um ser humano instalado como vereador na Câmara Municipal de Porto Velho poderia apresentar um projeto proibindo essas enormes carretas de transitar pelo nosso centro em horário comercial para coletar ou descarregar produtos.

FAZENDO CONTAS

O jornal eletronico “folharondoniense.com.br” dirigido pelo jornalista Gomes Oliveira contratou uma nova pesquisa para mostrar os índices dos concorrentes à sucessão da prefeitura de Porto Velho. Enquanto não há números mais atualizados, as contas são feitas com base nos índices conhecidos mais recentes, dando conta de que Mauro Nazif, o prefeito, sofre uma desaprovação altíssima, chegando quase aos 70%, em sua gestão. Se esse índice se confirmar, o prefeito perde de cara mais de 90 mil votos levando-se em conta o tamanho do eleitorado da capital.

BOIA

Como Rouberto Ali Babá Sobrinho está inelegível e por isso mesmo o PT deverá ficar sem candidato a prefeito na disputa da sucessão de Nazif, quem vai para a disputa de uma vaga na Câmara Municipal pelo partido está com a pulga atrás da orelha se a militância não funcionar como uma boia de salvação para quem tem a marca petralha.

DIAMANTES SUJOS

Mais pedras devem rolar na avalanche das revelações de Sérgio Machado. E essa avalanche pode esquentar as orelhas de gente que em Rondônia andou levando enormes vantagens nas transações dos diamantes arrancados de terras indígenas nas redondezas de Espigão, onde Lúcia Tereza é o maior destaque na política do estado. A expectativa de novas revelações sobre diamantes na lavagem de dinheiro, um método eficiente para substituir montanhas de dólares e dificultar as monitorações por parte da Polícia Federal. Quem andou se envolvendo com os diamantes rondonienses tem todos os motivos para perder o sono.

JUSTIFICADA

Merece o reconhecimento da sociedade portovelhense o sério trabalho levado a efeito pelo conselheiro Wilber Coimbra, do Tribunal de Contas do Estado, na defesa do dinheiro dos cidadãos-contribuintes-eleitores da capital rondoniense pela constante vigilância sobre certos negócios nebulosos tentados pela gestão de Mauro Nazif, capazes de provocar danos irreversíveis ao erário e aos interesses da população.

Graças a uma decisão do citado conselheiro, o prefeito não pode concluir o contrato no valor de (pasmem!) mais de 31 milhões na área de tecnologia da informação.

Levando-se em consideração exemplos anteriores de negócios praticados pela gestão de Mauro que se mostraram prejudiciais aos interesses da população (caso do transporte urbano), é salutar investigar essas investidas de gastos astronômicos em pleno momento eleitoral, por um prefeito em fim de mandato e cada vez mais isolado do povo.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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