Em Linhas Gerais

Geralmente, os candidatos a prefeito são: 50% os de sempre, uns 25% de novidades, outros tantos, de cara de pau sem chances- por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Pois o belo muda, o saber muda, a inteligência muda, a medida muda. Mas o desejo é inalterável”. Rubem Fonseca (1925/1996). Romancista brasileiro.

IMPORTANTE É O MUNICÍPIO

vergonhaO Brasil evoluiu muito no seu sistema político com a proibição do financiamento empresarial de campanhas eleitorais. É possível que os partidos viciados em caixa-2 (que são TODOS) tentem continuar a receber dinheiro oculto de grandes empresários.

O gasto público incontrolável, a dependência das commodities e do crescimento chinês, a falta de investimentos robustos em infraestrutura e qualificação do trabalhador, são ingredientes que, combinados com a política populista dos últimos 13 anos (especialmente os dois mandatos nas mãos do PT), contribuiu para uma capital que acostumou a se enganar.

PRECISAMOS DE GESTOR

vergonhaÉ nos municípios que vive a população, por isso, a perda de recursos, sobretudo para pequenas e médias cidades, provoca impacto direto na vida do cidadão. Enquanto o Governo Federal gasta bilhões com a pesada e ineficiente máquina pública federal, prefeitos são obrigados a gerir crises e manter as cidades com as migalhas das receitas recolhidas pela União. Este não é, entretanto o motivo que determina a paralisia da administração no município de Porto Velho, que tem em seu componente de receita os royalties do setor elétrico.

É ANO BISSEXTO

anoVocê nem se coçou e já estamos no dia 20 de janeiro desse novo ano que é, por sinal, bissexto. Dizem os antigos que esse é tipo de ano que atrai azar e maldições para os políticos, e até agora não aconteceu nada de novo, que merecesse destaque.

As mesmas coisas do ano passado, que também não foi lá nada de extraordinário, tendo em vista que nem mesmo os corruptos condenados por nossa ágil Justiça chegaram a mudar de residência, para as bem “organizadas cadeias” do sistema penal rondoniense.

PREFEITO PROMETE

TABAO ano é eleitoral e o prefeito continua o mesmo: promete, só promete, aliás, agora prometendo muito mais. Mas a pobre cidade de Porto Velho, a capital desse que ainda é um promissor estado, continua parada, sem mudança nenhuma; sem obras nenhuma se você for daqueles que não considera esses arranjos (tipo reforço de paradas de ônibus) ou os puxadinhos dignos do nome “obras de verdade”.

O ano é bissexto, não se esqueça, dai é normal vereadores não falando nada (para não quebrara a submissão ao alcaide) ou falando mais do que deve para tentar justificar o injustificável (afinal, até o momento a vereadora Elis Regina não explicou de forma convincente o arranjo que permitiu sua mãe sacar uma pequena fortuna da prefeitura como uma espécie de bônus pela aposentadoria).

IMPRODUTIVOS

TABANo geral, a dança é a mesma: ninguém faz nada. A cidade não muda, continua suja, escura, cheia de lixo, de terrenos baldios. E sendo ano bissexto, secretários municipais e aspones (raça altamente reproduzida nos intestinos da prefeitura, alimentados com o dinheiro do contribuinte) continuam enrolando, como sempre faz em anos eleitorais, improdutivos.

A população enrolada, parece não perceber a mesmice na vida politica e cotidiana, com um transporte sem qualquer inovação e com a prefeitura servindo de cabide de emprego para petistas derrotados como Claudio Carvalho e Epifânia Barbosa, essa condenada a 8 anos de cadeia pela prática de corrupção.

CARAS DE PAU

TABAO ano é novo com vida é velha. E os políticos cara de pau continuam mentindo desavergonhadamente, se imaginando insubstituíveis, fazendo de tudo para não largar o osso e não devolverem a montanha de dinheiro arrancado do erário.

Pelo menos – e nem poderia deixar de ser assim – a Justiça condenou mais dois crápulas do mundo petralha que aparentemente protagonizaram um ardente episódio de Bonnie e Clyde lá na importante Cacoal.

O vermelho padre Franco e partner Maria Ivani de Araujo estão sentenciados, mas nem por isso deixarão de tentar influir no pleito desse ano e de buscar alguma boquinha no decadente cenário político rondoniense. Mesmo em ano bissexto estão longe de ir para o xilindró.

O TEMPO VOA

PoliticoE depois de tantos anos o ano bissexto anunciou também a desdita contra Jucélis Freitas (personagem surgido na militância (pasmem!) dos comunistas) e Berta Zuleika que, associados num esquema malandro deram um tombo nos cofres públicos do estado naquela cascata manjada do patrocínio de Miss (rárárárárá) Rondônia. Isso lá pelos idos de 2009.

Terão de pagar pelo desvio apurado pelo Tribunal de Contas do Estado se não quiserem sofre o peso da cobrança judicial e de outras possíveis penalidades.

Os políticos caras de pau e os aspones de sempre continuam por ai mentindo desavergonhadamente, sem inovação nenhuma. O eleitor só não percebe isso se não quiser.

FORTES EMOÇÕES

TABAMas certamente essa modorra deve ter um fim após o carnaval. Como este é um ano de eleição, com fortes emoções pelo caminho, teremos os primeiros possíveis nomes de candidatos desfilando pela mídia logos nos primeiros dias dos meses de março e abril.

Não esperem grandes novidades. 50% deles, os mesmos dos anos anteriores, uns 25% de novidades, outros tantos, de cara de pau sem chances, que ficam mariscando querendo benefício, sem fazer nada em retorno.

Não é fácil manter uma coluna diária onde a política tem o papel de carro-chefe em pleno recesso parlamentar.

MEDO DE ENCARAR

TABAPrincipalmente sem nenhuma liderança disposta a encarar um prefeito que, mesmo com esse conto do vigário dos “novos” (eles têm a idade de Matusalém) ônibus, continua com a espada sobre sua cabeça, que poderá desabar a qualquer momento, até tirando-lhe da disputa se o judiciário acelerar os processos de supostos desvios até na área da Funcultural, onde se torrou dinheiro à beça para dourar a pílula.

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SEM ANIMAÇÃO

TABAEta mundo cruel este político, composto de pessoas sem caráter e sem vergonha (salvo as honrosas exceções), que teremos de aguentar para os próximos 350 dias, se no pleito eleitoral tivermos a sorte dos eleitores serem mais seletivos na hora de escolher o novo time de vereadores, sem os personagens caricatos do momento que, é claro, não querem perder essa mordomia.

As notícias deste início de 20l6 não são nada animadoras politicamente, neste reduto portovelhense. São até um pouco pior do quem em outras cidades do estado, como a própria Cacoal onde, pelo que se ouve, o time do padreco é carta fora do baralho.

SEM COISA MELHOR

PMDB22Em Porto Velho, onde se fala e aparece esse prefeito mequetrefe, é mesmo difícil mostrar animação quando até o poderoso PMDB, na falta de coisa melhor, apela para o desconhecido Williames Pimentel (que já teve seu batismo de cadeia), nome capaz de deixar empolgada a Maria Rita, mas, com toda certeza, não causa frisson em mais ninguém.

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

 

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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