Em Linhas Gerais

Escolhendo só candidatos ficha limpa. É disso que o Estado precisa – Por Gessi Taborda

CONDUTA ÉTICA

O eleitor também precisa ter vergonha na cara para escolher em quem votar. Eu espero que a maior parte dos meus leitores só vote em pessoas ficha limpa, especialmente se o candidato já tiver tido algum mandato eletivo e agora dispute a reeleição ou um novo cargo. Eu sempre estive decidido a não votar em nenhum político envolvido em maracutáia, investigado por crime de corrupção. A conduta ética do candidato e seus trabalhos realizados contam muito na minha escolha.

MARCOS ROGÉRIO

Acabo por definir nesse momento meu primeiro voto para o senado. Acompanho as ações desse personagem, porém – e sempre tem um porém –  não o conheço pessoalmente. E isso acontece por culpa do estilo político de hoje, quando a coisa se tornou se tão surreal que os políticos profissionais costumam não ter uma relação mais próxima com jornalistas mais críticos.

Se pessoalmente não conheço esse deputado de Ji-Paraná, acompanhei seu desempenho na Câmara dos Deputados, especialmente seu trabalho de relator de causas complexas, concluindo que ele foi realmente o grande destaque da bancada rondoniense em Brasília, não envergonhando o estado e nem tripudiando sobre o eleitorado. Não votei nele para deputado federal e votarei agora, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, para Senador.

MAIS DIFÍCIL

Tenho ouvido com frequência que nesse pleito está mais difícil escolher os candidatos, especialmente pela curta temporada da campanha que terminará (para os cargos de deputado estadual, federal e senador) no próximo dia 7. Escolher bem em quem votar é uma responsabilidade que pertence a cada um e só pode ser resolvida em caráter particular. Tomara que essa conversa de menos tempo de campanha não leve o eleitor dando seu voto ao primeiro que aparecer, ou escolhendo pela influência de certos cabos eleitorais contratados regiamente para influenciar os mais incautos.

PASSOU NA PENEIRA

Em tempos de tantas denúncias de corrupção do tipo sanguessugas, propineiros, dólares na cueca, nas malas, nas máfias das emendas constitucionais, com obras superfaturadas, máfia disso, máfia daquilo é difícil escolher um candidato em que se possa depositar o voto sem qualquer desconfiança, com segurança. Então, no caso da minha escolha do primeiro candidato para o Senado foi exatamente o Marcos Rogério que passou na peneira.

A FÉ

Não sou otimista em relação ao futuro próximo do país. E nem assim perdi completamente a esperança. Sou daqueles que passada as eleições acompanho o trabalho dos políticos, principalmente daqueles que receberam o meu voto. Não nego ter me decepcionado. Mas ainda tenho motivos para botar fé em alguns (poucos) políticos. Só uma ínfima parte dos que votei um dia me decepcionaram. Na maioria das vezes acertei.

PESQUISAR

Não sou especialista no assunto e até concordo que hoje é mais fácil escolher um bom candidato. Primeiro é preciso não se emprenhar pelos ouvidos com a conversa de quem tem apenas a função de desconstruir essa ou aquela candidatura por objetivos pessoais mais que óbvios.

Hoje, graças à tecnologia da internet é fácil pesquisar a origem de cada candidato, o que ele andou fazendo, o que andou propondo e realizando em benefício do coletivo. Há muitas plataformas de pesquisas na Internet sobre quem está ou já esteve num cargo eletivo, em qualquer nível.

RUPTURA

Tenho dito para alguns amigos que decidiram votar em nomes já testados e reprovados na vida pública que a democracia dá o até mesmo o direito de o cidadão errar na escolha. Mas cada um deve agir com a coerência de seus propósitos. Não se deve defender uma ruptura com o que ai está se na hora do voto opta-se pelos mesmos personagens desse mesmo teatro do absurdo em que vivemos.

Como cidadão e jornalista, mesmo aposentado, acho fundamental romper com esse sistema. Ele exauriu tanto no nível de país como também no nível de Rondônia.

EXPERIÊNCIA

Em relação à nossa representação no Senado não consigo identificar nenhum nome que represente os interesses do estado e do seu povo. Convenci-me que ao escolher votar no Marcos Rogério para o Senado estou apoiando alguém com uma boa experiência parlamentar e um passado limpo. Não sofre nenhum problema de investigação, não é ficha suja.

CONDENADOS

Os fatos do momento mostram a necessidade de procurarmos construir um legislativo mais qualificado. Na bancada rondoniense do senado atual não há do que se orgulhar. As duas cadeiras em disputa estão ocupadas por políticos condenados por desvios de conduta e prática de corrupção. A situação é tão vexatória que Ivo Cassol não pode se candidatar nesse ano: é ficha suja. Raupp também está na mira das investigações da Lava Jato.

Exatamente por esse envolvimento com práticas criminosas o próprio candidato do PDT ao governo do Estado, o senador Acir Gurgacz, teve o registro negado de sua candidatura, confirmando aquilo que a coluna vinha registrando ao longo do tempo. Ele imagina que vai derrubar o impedimento decido na TRE rondoniense no TSE. A coluna duvida. As evidências de Gurgacz é carta fora do baralho são fortíssimas.

BOLSONARO

Só espero que não venham culpar a vítima por esse crime. O candidato esfaqueado é, na verdade, apenas uma voz que se levantou contra esse estado de baderna que estamos a viver. Fez disso sua bandeira. Estamos colhendo o que plantamos durante anos, do que nossa sociedade semeou ou permitiu deixar brotar no jardim de nossas casas, nos morros e favelas, por atos ou omissão. E não necessariamente Bolsonaro, com seu discurso de direita radical.

A faca cravada no abdômen de Bolsonaro doeu em cada um de nós e sangrou o coração do Brasil, mas não o faz melhor nem pior que todos os demais concorrentes à faixa presidencial. Acreditar que essa facada só rendeu um crescimento de 2 pontos na pesquisa é imaginar que esses institutos não servem aos propósitos da manipulação.

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNISTA EM LINHAS GERAIS

JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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