Em Linhas Gerais

Energisa: revelações mostram consumidores tratados como idiotas – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Já defini a política como a arte de pedir votos aos pobres, pedir recursos financeiros aos ricos e mentir para ambos depois”.  Antônio Ermírio de Moraes, líder empresarial paulista, fundador da Votorantim.

EDITORIALZIM

A novela ainda não chegou o fim no STF. A decisão ficou para o mês de novembro. Mas não há esperanças de que a decisão da suprema corte brasileira vá ser de acordo com a vontade esmagadora do povo brasileiro. E assim lá no Brasil grande como cá na província o que vê é o visível o movimento de desesperança em todo o país.

O movimento de descrença nas representações política e administrativa é inegável. Em solo rondoniense a grande massa não acredita que o estado sairá de seu torpor econômico e volte a recuperar seu dinamismo antanho. A crise de descrença no governo atual é um dos grandes males enfrentado pela classe produtiva que não se sente estimulada a investir no desenvolvimento sustentável rondoniense.

E com o previsível desfecho da conclusão do julgamento da prisão em segunda instância no STF, certamente o novo Brasil desejado por todos os cidadãos de bem não vai nascer nesse ano. As instituições falidas moralmente, na seara política e do judiciário vão permanecer intactas.

Não é mais possível olhar para os centros de decisões em nível federal ou estadual (especificamente em se tratando de Rondônia) e acreditar que chegamos ao fim da impunidade, ao fim da corrupção e dos privilégios. Tudo continua como dantes no quartel de Abrantes, malgrado o esforço do governo federal em estancar a sangria praticada pelos seus antecessores.

E quando olhamos para nosso estado propriamente dito de Rondônia verificamos que os nossos principais problemas começam justamente na capital, na sua Esplanada das Secretarias, onde uma casta de privilegiados tomam decisões que não beneficiam os cidadãos.

A estrutura administrativa do governo, do legislativo estadual e das câmaras municipais está inchada, com muita gente fazendo pouco ou quase nada para merecer o salário no fim do mês. O pior de tudo é não divisar a existência de algum líder disposto a defender e executar uma transformação mais profunda, capaz de devolver ao povo a confiança perdida no mar de lama em que se transformou o poder pela sanha de gestores e políticos ainda impunes.

IDIOTAS

As últimas revelações sobre o comportamento da Energisa – a famigerada empresa que adquiriu o controle acionário da Ceron Distribuição e passou, com isso, a ser dona do monopólio de distribuição de energia elétrica do estado – deixaram a dissonância entre essa empresa e a maioria da população rondoniense mais visível. São revelações bizarras saídas da CPI em funcionamento na Assembleia para investigar o comportamento maléfico recheado com práticas de esbulho contra os consumidores.

A empresa detentora desse monopólio trata os consumidores rondonienses como idiotas ou então como praticantes de furtos de energia, justificando para ela a troca de medidores (relógios) de consumo de forma indiscriminada, com reajustes monstruosos nos valores dessas contas, sem levar em conta normas legais.

INSTITUIÇÕES

Graças à CPI dos deputados estaduais já se descobriu como o poder dessa empresa permeou as instituições do estado na operação esbulho contra os consumidores. Viu-se que a empresa para arrochar e intimidar consumidores contava com o apoio policialesco da segurança pública. E contava também com o Ipem que, mesmo sem estar preparado para vistoriar e auditar relógios marcadores de consumo estava sendo usado para “legalizar” os abusos da Energisa.

E como o dinheiro compra tudo, não foi difícil para a Energisa obter também o apoio de uma rede regional de TV de um conhecido negocista das comunicações. Ainda bem que a audiência dessa TV da negociata é apenas traço.

FARTO

O povo está farto de saber que a praxe dos políticos é enganá-los sempre. Mas outra vez, mesmo sem confiança, volta a esperar que a tal CPI não seja destinada a terminar em pizza.

Pode até ser que os atuais deputados continuem demonstrando determinação de limpar a imagem do político local. Isso vai acontecer com as delações que poderão ser feitas contra essa Energisa no Ministério Público que, por sua vez, terá de pedir a punição de suas condutas criminosas.

NATAL MELHOR

Fontes do setor de comércio disseram à coluna que o natal desse ano será bem melhor do que o de 2018. Além de um cenário econômico favorável, a antecipação de 500 reais do FGTS por parte do governo, multiplicado pelo universo de beneficiários, vai favorecer o consumo.

Essa previsão de maior consumo também contribuirá para ampliar o número de contratações temporárias no comércio portovelhense, de acordo com as mesmas fontes.

ENGORDANDO

O PSD está no processo de abrir os braços para receber lideranças políticas desconfortáveis com o comando tucano no estado. Políticos importantes alinhados ao ex-senador Expedito Júnior podem ir engrossar as fileiras do PSD, partido comandado em Rondônia por Júnior, deputado federal e filho de Expedito. Além do presidente da Assembleia, Laerte Gomes, considera-se também que o próprio prefeito Hildon Chaves, de Porto Velho, pode seguir seu caminho político pelas sendas do PSD.

FERIADO

Hoje é feriado: Dia do Servidor Público. Num dia como hoje se justifica uma leitura sobre o cenário de crise em que vive os brasileiros. E agora, além de tantas crises de ordem econômica nesse país do PIB ínfimo, temos a crise do Judiciário, quando estamos na iminência de ver o STF determinando a soltura de tantos bandidos do crime organizado.

JUSTIÇA

Temos uma dificuldade imensa de procurar o justo, estamos sempre esbarrando nos privilégios, que são para poucos; nas relações corporativistas, nas atitudes silenciosas que perpetuam o malfeito, na omissão que reflete a covardia de quem detém os poderes oficialmente constituídos ou no fundo, a descrença de que o Brasil pode ser diferente.

As leis que deveriam nortear a busca pela justiça, ao que parece torna-se a armadura para esconder o malfeito daqueles que a elaboram. São tantos artigos, parágrafos, incisos e alíneas que se misturam aos princípios constitucionais, que acabam por possibilitar a livre interpretação, fazendo das leis um fantoche que se usa quando e como se quer.

NO ABISMO

Um país que perpetua as relações de injustiça, que protege seus malfeitores, que colabora institucionalmente com a sensação de impunidade provavelmente nunca vai sair do abismo dos seus problemas sociais.

Enquanto não tivermos a coragem e ousadia de combatermos o nosso maior problema que é a corrupção, perpetuaremos a injustiça.

OUVINDO MAIS

Mais transparência pública nas atividades da prefeitura municipal de Porto Velho é o que espera o prefeito Hildon Chaves, através de um maior dinamismo da Ouvidoria Geral do Município. Para ele está convidando os cidadãos portovelhenses a fazer parte do controle social, sendo fiscais dos serviços públicos, registrando suas manifestações, sejam denúncias, elogios, reclamações, solicitações ou sugestões. Além de providenciar urnas para coleta de manifestação dos cidadãos a Ouvidoria vai melhorar a recepção das manifestações pela internet. As pessoas poderão utilizar esse serviço pelo site https://ouvidoria.portovelho.ro.gov.br, na plataforma fala.br ou pelos telefones 0800 6474717 e 3901-3141.

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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