Em Linhas Gerais

Lixo domiciliar terá taxa definida por perfil socioeconômico imobiliário – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Um pessimista é um homem que diz a verdade prematuramente”. Edmond Rostand, dramaturgo francês morto em 1918.

EDITORIALZIM

Não sei o leitor, mas esse escriba ficou preocupado com o anúncio feito por um graduado servidor da Sefin em um evento na Assembleia Legislativa para descrever a situação das finanças públicas de Rondônia. De acordo com a versão oficial apresentada, o estado navega em céu de brigadeiro, com as finanças completamente equilibradas inclusive no aspecto da segurança fiscal em relação às obrigações com a folha de pagamento dos servidores. Ressaltou o tal porta-voz da Sefin a existência do aumento de arrecadação nos quadrimestres desse ano.

No mundo cor de rosa pintado pela versão oficial, Rondônia está longe de trilhar o imediatismo econômico, sócio-político e cultural mórbidos, característicos de províncias de quarto e quinto mundos, cenário facilmente visto no dia a dia do estado, em suas cidades mais importantes.

De pouca serventia a pintura apresentada pelo homem da Sefin aos deputados com essa aquarela da alegria para o desenvolvimento. Isso pelo simples fato de ser fácil perceber que as instituições do Estado, a começar pelo próprio Palácio Rio Madeira, onde o governador coronel tem seu gabinete, estão cheias de predadores de cargos públicos comissionados, seguindo as antigas trilhas da apologia do supérfluo e do efêmero nos modos e costumes.

O abjeto “jeitinho brasileiro” antropofágico continua a ser a praxe que permite que os predadores do topo dessa “cadeia de poder” prosperem assustadoramente sem ter de cumprir metas ou mostrar competência para o exercício dos cargos mais cobiçados.

No momento em que as instituições de governo são mantidas como enormes cabides de emprego, o que sobra é a sensação de escracho consentido e institucionalizado em que vivem os pagadores de impostos. E há uma aceitação bovina dessa realidade, não só pelos pagadores de impostos, mas também pelos políticos embasbacados com a narrativa de sétimo céu do porta-voz da máquina de arrecadação. Afinal, só tem malandro onde tem otário. Daí sobrar as firulas decorrentes!

DUAS CHANCES

Tem mais duas chances para se ficar milionário nessa semana. Hoje, quinta feira, 23, e sábado tem sorteios da Mega Sena. Quem sabe esta seja a semana de não se premiar apenas petistas.

É BOLSONARO

Fazendo 10 meses que não se ouve falar em uma única invasão de terras no país, fruto da austeridade do governo Bolsonaro. Os Stédiles da vida não ocupam mais a mídia e não vão mais para os confrontos, pois sabem que lá tem gente armada até os dentes.

PREVIDÊNCIA

Aprovada no Senado no dia 22, a reforma da Previdência deve ser promulgada no início de novembro, quando passará efetivamente a valer. É maior reforma da Previdência realizada no país.

VERMELHO

A reforma aprovada não vai tirar as contas do vermelho, mas estancará o processo de aumento do déficit. Ela prevê que novos trabalhadores só poderão se aposentar com idades de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens), tanto na iniciativa privada quanto no setor público federal, com tempo mínimo de contribuição de 15 anos (mulheres), 20 anos (homens) e 25 anos para servidores de ambos os sexos.

COLETA DE LIXO

Já está na Câmara Municipal o projeto de lei de iniciativa da prefeitura de Porto Velho propondo mudanças na cobrança da taxa de coleta de lixo domiciliar. Se os vereadores concordarem aprovando a matéria, a taxa vai variar de acordo com o perfil socioeconômico imobiliário, levando-se em consideração não apenas o local do imóvel, o seu uso, e sua área edificada.

Pelo sistema atual, todo imóvel é taxado de forma igual. Assim, uma residência de bairro de classe média alta paga a mesma taxa de quem mora em bairros populares da periferia.

VAI BAIXAR

Segundo fonte da prefeitura de Porto Velho após a aprovação da lei instituindo o novo sistema, a taxa da coleta de lixo pode baixar para alguns contribuintes. De acordo com essa fonte o cálculo da taxa foi redefinido com critérios de justiça social, tributária e responsabilidade administrativa, considerando os fatores de: área construída; frequência de coleta e categoria do imóvel.

Para uma parte da população o valor da taxa vai diminuir, pois será diferente do método adotado até agora, quando todos pagavam o mesmo valor de taxa, independe dos critérios de incidência sobre os serviços ofertados pela Prefeitura.

AÇÃO POPULAR

O advogado Caetano Neto vai modificar seu ativismo na defesa de consumidores de energia de Rondônia vítimas da Energisa, a empresa dona da única distribuidora de energia elétrica rondoniense, após assumir no processo de privatização as ações da Ceron Distribuidora,

Ele pretende apresentar uma ação popular contra a empresa que vem sofrendo constantes denúncias e reclamações de consumidores vítimas da falta de transparência na cobrança pela empresa. O advogado entende que a Energisa não apresentou até agora documento comprovando fraudes de consumidores para justificar “uma cobrança de consumo” represado. A empresa também não seguiu o rito processual previsto em lei para agir contra consumidores que não puderam exercer seu legítimo direito de defesa. Caetano não explicou o dia em que dará entrada na Justiça à ação popular contra essa empresa famigerada que está, também, respondendo a uma CPI na Assembleia Legislativa.

OUVIR MAIS

O prefeito Hildon Chaves vai terminar esse ano com números muito positivos para a sua gestão. Ele espera dar uma grande arrancada na economia do município estimulando novos investimentos do setor privado a partir do próximo ano. Sobre isso o próprio prefeito explicou que “o poder público precisa ouvir mais a classe empresarial para que facilite os investimentos na cidade”. O prefeito quer simplificar os mecanismos que facilitem as relações com as atividades comerciais no município.

SEM GARGALOS

E o prefeito Hildon detalhou: a primeira coisa é articular todos os atores. Você tem que criar um canal de diálogo, de informações entre os potenciais empreendedores e o Poder Público, para que, em diálogos como esse, a gente identifique onde mais podemos atuar, para simplificar a vida do empreendedor, tirar gargalos burocráticos, problemas que estejam dentro das variáveis que nós podemos controlar, disse.

ESCUTA AI CAERD!

Dados recentes de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a falta de água tratada e de coleta de esgoto é a causa principal de mais de um milhão de internações no país, além de milhares de mortes. Universalizar o serviço é urgente. Aqui em Rondônia isso é responsabilidade da Caerd. Então, já viu né! Vamos sifu!     

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNISTA EM LINHAS GERAIS –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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