Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: Virtuais candidatos à sucessão do Governo não representam, nem de longe, oposição a Confúcio

SÓ ENSAIO

EL1Pode parecer estranho, mas Rondônia vive um momento, na cena política, onde não há oposição na ampla concepção da palavra. Existem arroubos pontuais, existe o ensaio de rebeldia contra o que classicamente pode se chamar situação, e pronto. Falo, especificamente, sobre as candidaturas ao Palácio Getúlio Vargas.

A do ex-senador cassado após condenação pela prática de corrupção, Expedito Júnior, não pode ser enquadrada no rótulo de Oposição porque o peessedebista ficou praticamente o governo inteiro do PMDB elogiando Confúcio, a ponto de garantir que não concorreria se o governo fosse para a reeleição.

 NEM O PT

pt

Também não seria oposição o lançamento de uma hipotética candidatura do PT, legenda atrelada ao PMDB em nível nacional e também à administração estadual que, a rigor, nunca combateu ou criticou.

Não se pode considerar, também, de oposição o PP, legenda onde se abriga do deputado Maurão de Carvalho. Ele, como a maioria dos parlamentares rondonienses, eventualmente se levanta contra certos projetos do governo, em atitudes movidas muito mais pela tal animosidade momentânea, de caráter pessoal e não programática ou ideológica.

SEM FACILIDADES

EL1Com o respeito que toda e qualquer agremiação merece, não podemos deixar de citar como pouco produtivos os posicionamentos do PSOL e PSTU. Consta que ambos os partidos terão candidatos próprios. Essa a tal oposição figurante, e nada mais. Mas o fato de não haver oposição não significa que a campanha de 2014 esteja totalmente fácil para a reeleição do PMDB. O seu candidato está terminando uma gestão sem nenhum brilho. Terá de quebrar a cabeça para empolgar o eleitorado. E se todas as denúncias (especialmente aquela de que se esqueceu da Lei de Responsabilidade Fiscal) pegar consistência corre um sério risco de ter de ficar de fora dessa corrida.

DROGAS: PREJUIZOS CRESCENTES

d2Este é assunto pouco debatido na cidade, sobretudo no âmbito da mídia. Algumas notas esparsas e pontuais, especialmente para elogiar a ação de entidades privadas no trabalho de recuperação de drogados e apoio às famílias atingidas por esse flagelo, como é o caso da Apatoxi, que funciona na capital rondoniense.

Dados enviados à coluna revelam uma realidade aterradora, com a comprovação de que o avanço das drogas em Rondônia ultrapassa a simples preocupação social e já é um drama enfrentado pelas empresas, onde o número de afastamento de empregados viciados é cada vez maior.

Segundo uma fonte, o afastamento por conta das chamadas drogas psicotrópicas (como merla, cocaína e crack) cresceu cerca de 30% em relação a 2012.

O rondoniense está cada vez mais entregue ao alcoolismo, possivelmente reflexo da falta de opções de lazer, de esporte e de cultura nas cidades. O número de afastamento de trabalhadores em virtude do alcoolismo, de acordo com a fonte, cresceu cerca de 38% em relação a 2012.

SEM ARMAS

d2Esse é um dos fatores do aumento da desagregação familiar. E a tendência não é de uma situação melhor para o futuro próximo.

O estado não tem armas para enfrentar esse problema. Sem governantes sensibilizados com essa questão, são absolutamente inferiores à amplitude do drama a força dos programas de saúde (envolvendo prevenção, tratamento e internação) oferecidos pelo Poder Público com relação às drogas.

COBRANÇA

Dentro das empresas, empresários apenas começam a seguir a orientação da Justiça Trabalhista, que encara a dependência como doença – e estão longe de d2oferecerem o suporte adequado quando o problema surge. Não o fazem por maldade – eles, os empresários, acabam sofrendo quase tanto quanto as famílias por conta dos prejuízos.

Até agora esse assunto não foi sequer mencionado pelos pretensos candidatos ao governo. A própria sociedade, ainda impotente, ainda reflete o que fazer. Todos esperam ouvir de quem pretende nossos votos nesse ano, o que pensa sobre esse tema.

Certamente o combate ao problema deve unir Estado, empresas, sindicatos e famílias – todos sofrem com ele.

MOTIVAÇÃO

mae1Ouvi alto e bom som os motivos pelos quais não prosperou a investigação das denúncias contra o prefeito Mauro Nazif, devidamente arquivadas pelo edil conhecido como “cabo Anjos”. A decisão estaria relacionada com a disputa eleitoral desse ano. Alguns vereadores desejosos de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa contam com apoio do alcaide para fazer campanha. Se as denúncias não fossem arquivadas o esperado apoio ia para as cucuias. Com o desfecho dado por “Anjos” (???), o clima no corredores da Câmara ficou, digamos, mais leves. E assim, comissionados escalados para agir como cabos eleitorais acabaram salvando (por mais um tempo) seus empregos.

PACOTE

mae1Com a justificativa de combater a criminalidade urbana, a gestão Mauro Nazif estaria terminando de definir detalhes num projeto para implantação de câmeras inteligentes no município da capital. Esse tipo de iniciativa chegou a ser anunciado na gestão do antecessor do dr. Mauro, como um item do pacotão da segurança. A iniciativa é certamente meritória, desde que não sirva à prática tão comum de manobras de superfaturamento ou direcionamento.

GRANDE DILEMA

EL1Quem fará o contraponto da eleição de governador em Rondônia? Essa é uma pergunta que não consigo, ainda, responder. E tudo porque na minha concepção de analista político, Oposição que se forma entre três e quatro meses antes das eleições não merece o menor crédito.

O que eu vejo nesse cenário atual é caco de “aliado” para todo lado. As alianças e os “projetos” só se mantêm até o momento em que interessa a cada facção. Quando está em jogo a sobrevivência política, pisa-se até em pescoço de mãe, como diria Brizola. Daí, nada de extraordinário se Cassol virar aliado do PT.

CIVILIDADE? ONDE?

r1O rondoniense é conhecido como povo hospitaleiro, que chega a ser gentil com os visitantes. Mas esse mesmo povo esquece as regras básicas de civilidade. No trânsito, como se isso não causasse nenhum problema, faz até filas triplas em frente de certas escolas (as particulares, claro!). E ainda há o hábito de fechar cruzamentos. Há quem corte fila, mesmo as preferenciais, além de fazer conversões onde as mesmas são proibidas.

Nos terminais de ônibus a falta de urbanidade se exacerba, chegando ao limite da selvageria. Outro ponto no qual fica muito evidente a falta de educação de nossa gente é nos caixas de supermercado.

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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