Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: Nem vendo seu pessoal indo parar na cadeia o filósofo caipira tomou simancol- por Gessi Taborda

PURA QUIMERA

DEBATEUma das palavras de ordem no primeiro debate da TV entre os candidatos rondonienses foi, como era esperado, “Mudança”. Até quem foi colocado no governo e teve oportunidade de fazer as mudanças que não aconteceram foram a esse bordão mágico.

Assim como a campanha política (mesmo com a certeza de que o atual modelo se esgotou) continua do mesmo jeito, imutável naquilo que traz para a televisão, dentro do tal propaganda eleitoral (vá lá!) gratuita, também o foi no tal debate que pouca coisa esclareceu ao eleitor (especialmente o mais simples e desligado do tema), exatamente por que também seguiu os modelos ultrapassados e insossos.

O que se viu foi exatamente aquilo previsto pela coluna: um desfile de embromações.

Por uma questão do horário do fechamento, a coluna não esmiuçará hoje análises sobre o tal debate. Não haveria tempo.

REVERSO

urna_eletronica_unbÉ mais do que verdade: o povo bem que gostaria de trilhar novos rumos, de ver a gestão pública rondoniense caminhar por novos rumos, elegendo o cidadão como meta fundamental e, por isso, colocando no governo do estado alguém comprometido com métodos e ações diferentes das utilizadas até aqui, que serviram mais aos interesses de pequenos grupos de parasitas ou de amigos do poderoso do dia.

Mas outra vez poderemos concluir que os frutos das urnas apenas irão agir no reverso da vontade popular, prolongando esse status quo, sem fazer de verdade a reviravolta nos métodos da gestão, que implicaria em melhoras do serviço público, em áreas como infraestrutura, saúde de qualidade, educação idem e até a tal mobilidade urbana.

PATINHO FEIO

aLANCertamente não serão os políticos do PMDB e muito menos os do PT que irão trazer para o debate eleitoral a questão do baixíssimo nível de investimento publico bancados em Rondônia pela União, ou seja, pelo governo federal nos últimos anos.

Rondônia é o “patinho feio” da federação. Desinformados respondem a essa argumentação com coisas do tipo “usinas do Madeira”, que na verdade é investimento privado. A presença de políticos como Valdir Raupp no cenário nacional não mudou praticamente nada nesse jogo que faz de Rondônia uma vítima, tirando do estado sua capacidade de competir e crescer de forma sustentável.

PODEROSO? ONDE?

senadoInteressante é que a falta de investimento acaba sendo conteúdo até dos discursos daqueles que estão a muito tempo gravitando nas bordas do poder, em Brasília, onde são defensores intransigentes dos chefões da República que continuam tratando nosso estado como “esse patinho feio”.

Engraçado. Se Valdir Raupp é tão poderoso e influente em Brasília porque não consegue viabilizar nada de importante para o Estado? Afinal, foi ainda no seu malfadado governo que o aeroporto Belmont ganhou o nome pomposo de “Aeroporto Internacional Jorge Teixeira”. E assim continua: “Internacional” só no nome.

BOICOTE

eleiçõeseeSerá um tipo de boicote? Afinal, porque os representantes de partidos coligados para a disputa nacional não fazem campanha para seus candidatos a presidente. Certamente, assim como o repórter, o leitor percebeu que nem mesmo carros circulam com adesivos do Aécio, da Dilma, e muito menos da Marina.

MELHOR

Plenário do SenadoValdir Raupp, o barbudo de Rolim que está hoje no Senado e já fez o pior governo de Rondônia anda pedindo sempre que tem oportunidade para a população votar na reeleição do candidato de seu partido, dando-lhe uma chance de fazer um governo melhor do que esse que está acabando.

Melhor em que? Se cercar-se do mesmo pessoal de agora, como poderia fazer uma administração equilibrada? Nem vendo seu pessoal indo parar na cadeia o filósofo caipira tomou a dose necessária de simancol.

TAPEAÇÃO

Sai das margens do Madeira, da praça suja e quase sem arborização da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, da orla completamente abandonada; com a certeza de que quando esse governo do PSB fala sobre desenvolver o turismo, apenas usa seu dom de iludir e ludibriar a nossa pobre opinião pública, tão acostumada às manipulações da corja política.

SINAL DE QUEDA

VOCE SABIAPela 13ª semana consecutiva e às vésperas da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre do ano, analistas do mercado financeiro revisaram para baixo suas projeções para o desempenho da economia brasileira em 2014. De acordo com o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (25), pelo Banco Central, a média das estimativas passou de 0,79% para 0,70%. Há quatro semanas, a expectativa era de expansão de 0,90%.

As sucessivas quedas das estimativas para este indicador vêm chamando a atenção até da imprensa internacional. Há cerca de 15 dias, o site do Financial Times destacou que esse movimento contínuo era semelhante à “dança da cordinha”, uma referência à dança apresentada pelo grupo É o Tchan onde a cada volta se desce um pouco mais.

ÓLEO DE PEROBA

senadoNão sei se o leitor é como esse repórter. Se for certamente verá como puro exercício de cinismo dos maiorais da nossa representação, procurando fazer crer que ao longo do exercício de seus mandatos defenderam o interesse dos rondonienses; que não cederam às pressões e aos interesses. Fala de cara lustrada com óleo de peroba. Como se nunca tivessem escondido nas cuecas dinheiro sujo, obtido por meios ilícitos que resultaram em investigações e processos ainda não julgados.

Essa facilidade de disfarçar como o cameleão pode enganar um pedaço do eleitorado. Haverá – e a esperança é que essa espécie de eleitor tenha se multiplicado muito nos últimos anos – entretanto, sempre um grupo de eleitores interessado na coerência.

MODELO ERRADO

urna_eletronica_unbEsse pessoal do bas-fond precisa ser afastado da vida pública, mas o modelo de escolha em voga no país sequer permite ao eleitor conhecer o lado escuro daqueles que prometem representar o povo nos altamente pagos cargos públicos em jogo.

É difícil acreditar, mas precisamos manter a esperança de que esse ano será verdadeiramente a vez do povo, mesmo isso sendo muito difícil de acontecer quando aparecem caricatos na televisão pedindo mais “bagunça” para ver se muda alguma coisa. Afinal, isso nem com o autêntico “Tiririca” aconteceu na Câmara e não será com esse com o tal Bagunça. Se a coisa fosse séria certamente ele teria de tentar outro picadeiro.

MUDOS

psolA decisão do PSOL em manter o pastor Aluízio como “apresentador” dos candidatos proporcionais do partido, num vídeo em que apenas ele fala, acaba passando a ideia de que seus companheiros de coligação são inarticulados ou incapazes de falar por vontade própria. Melhor, convenhamos, do que aquela antipática Sandra gastando o pouco espaço de candidatos para alimentar o ego de algum Mané da política que se julga especializado no marketing.

MONOTONIA REDUZIDA

aLANPelo a primeira contribuição a gente já percebe nessas duas semanas de campanha efetiva: O pleito ficou menos monótono, ganhou bastante em emoção. Agora, com a composição da disputa com candidatos sobre os quais não pairam mais dúvidas de ordem jurídica é possível que alguns temas esquecidos pelos candidatos, como mobilidade urbana, clima, biodiversidade, lixo, energias renováveis, água e saneamento voltarão para a pauta. E essas são questões fundamentais para um estado localizado no trópico úmido da região mais complexa (em termos de biodiversidade) do mundo, que é o caso da Amazônia.

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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