Em Linhas Gerais

Em linhas Gerais: A chatice dos programas eleitorais – por Gessi Taborda

MOTIVAÇÕES

Taborda4Há momentos em que a clareza das motivações não deixa margem para dúvidas. Nesse período eleitoral uma das maiores preocupações do repórter e não transmitir na coluna, argumentações tolhidas pela acidez.

Nem por isso devemos tratar as coisas da política eleitoral por trás de um biombo, diante da motivação tão clara para a participação de alguns candidatos sequiosos pelos votos do povão.

Numa delas é bem perceptível uma espécie de azia diferida, de vingança contra a grande população de Porto Velho, de onde o agora candidato foi apeado do trono com o orgulho totalmente ferido, sem que ao menos pudesse transferir o cargo para o sucessor, por uma decisão do Judiciário que, convencido de sua desqualificação de homem público ainda chegou a premiá-lo com um curto (aliás, curtíssimo) período de cadeia.

LEGADO

EleicoesTodos os processos de aferições utilizados para medir a satisfação dos moradores de Porto Velho, mostrou que a grande maioria da população concluiu que esse personagem (que evitamos citar o nome para não entrarmos na alça de mira do rigor da legislação eleitoral) prestou um mau serviço à cidadania, tendo sido mais útil à corrupção, a herança das obras paradas, algumas compondo a extensa manada de “elefantes brancos” que vão ficar por ai ainda muitos anos como o exemplo claro dos males praticados contra o povo por uma gestão mais voltada para o apoio à corrupção, às manobras da licitação pública direcionada ao sistema do apoio integral ao compadrio.

VINGANÇA

EleicoesA motivação dessa candidatura (só existente pela parcimônia inegável do sistema Judiciário no tratamento da autoridade bandida) é tão clara que soa como um ajuste de contas, um ato de vingança contra todos aqueles que foram capazes de criticar a transformação da prefeitura numa autêntica caverna de Ali Babá, versão tão usada no parlamento estadual, porque no municipal a vereança estava totalmente domesticada.

CAMALEÔNICA

Não sei se os  eleitos é como esse repórter. Se for certamente verá como puro exercício de cinismo dos maiorais da nossa representação, procurando fazer crer que ao longo do exercício de seus mandatos defenderam o interesse dos rondonienses; que não cederam às pressões e aos interesses. Fala de cara lustrada com óleo de peroba. Como se nunca tivessem escondido nas cuecas dinheiro sujo, obtido por meios ilícitos que resultaram em investigações e processos ainda não julgados.

Essa facilidade de disfarçar como o cameleão pode enganar um pedaço do eleitorado. Haverá – e a esperança é que essa espécie de eleitor tenha se multiplicado muito nos últimos anos – entretanto, sempre um grupo de eleitores interessado na coerência.

ARRANJINHOS

EleicoesO programa eleitoral (vá lá: gratuito) é um chatice. Praticamente não serve para agregar informação ao eleitor sobre quem disputa. Não dá para o eleitor com visão menor identificar, por exemplo, entre os candidatos àqueles acostumados a usar a política para os arranjinhos de gabinete que proporciona os fatos lamentáveis como esconder dinheiro ilícito nas cuecas ou receber a grana suja em estacionamentos.

LADO ESCURO

Esse pessoal do bas-fond precisa ser afastado da vida pública, mas o modelo de escolha em voga no país sequer permite ao eleitor conhecer o lado escuro daqueles que prometem representar o povo nos altamente pagos cargos públicos em jogo.

É difícil acreditar, mas precisamos manter a esperança de que esse ano será verdadeiramente a vez do povo, mesmo isso sendo muito difícil de acontecer quando aparecem caricatos na televisão pedindo mais “bagunça” para ver se muda alguma coisa. Afinal, isso nem com o autêntico “Tiririca” aconteceu na Câmara.

VERDADE

herminioQuem imaginava que o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Hermínio, seria massacrado nessa eleição por ter passado mais uma legislatura apontando erros dos governantes e das instituições está revendo seu ponto de vista, diante de uma realidade que não se pode negar.

Até agora nenhum dos desafetos de Hermínio conseguiu frear o seu crescimento eleitoral. É cada vez maior o número de adesões à campanha do parlamentar em diversos pontos do estado. Até os maiores adversários do deputado reconhecem seu crescimento na aceitação do povo.

PODER NOS DEDOS

herminioFeliz com o desempenho eleitoral, Hermínio reafirmou seu compromisso de “mais verdade na vida pública”. Para o deputado “não é lícito vencer uma eleição usando a mentira como recurso”. Para ele Rondônia só será realmente forte e importante no cenário brasileiro se “a ética estiver cada vez mais entranhada na consciência das pessoas”.

As leis continuam precisando de aperfeiçoamento: “Se estivéssemos vivendo o ideal, certamente algumas dezenas de pessoas que estão concorrendo estariam fora do pleito”. Então, concluiu, é o povo que terá na ponta dos dedos o poder de os políticos que só buscam os privilégios e a defesa dos interesses instalados na periferia do poder.

OPINIÃO PRÓPRIA

psolA decisão do PSOL em manter o pastor Aluízio como “apresentador” dos candidatos proporcionais do partido, num vídeo que apenas ele fala, acaba passando a ideia de que seus companheiros de coligação são inarticulados ou incapazes de falar por vontade própria.

CONTRIBUIÇÕES DE EXPEDITO

JUNIORPelo a primeira contribuição a gente já percebe nessas duas semanas de campanha efetiva: O pleito ficou menos monótono, ganhou bastante em emoção. Agora, com a composição da disputa com candidatos sobre os quais não pairam mais dúvidas de ordem jurídica é possível que alguns temas esquecidos pelos candidatos, como mobilidade urbana, clima, biodiversidade, lixo, energias renováveis, água e saneamento voltarão para a pauta. E essas são questões fundamentais para um estado localizado no trópico úmido da região mais complexa (em termos de biodiversidade) do mundo, que é o caso da Amazônia.

DEBATE MARCADO

DEBATESerá uma pena se os candidatos passarem o pleito inteiro balançando bandeiras como se tudo não fosse mais do que um comício. Governar Rondônia não tem nada de simples ou de óbvio. Não basta falar em aumento da produção. É preciso explicar como isso vai acontecer.

Como amanhã (25) começa a série de debates na TV (Allamanda) fiquemos atentos para ver qual candidato tem verdadeiramente conteúdo e prepara para nos governar.

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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