Em Linhas Gerais

É uma pena que a incompetência da Semtran não entendeu o objetivo do trânsito na cidade- por Gessi Taborda

 FILOSOFANDO

“Aconselhar economia ao pobre é grotesco e insultante. É como aconselhar que coma menos quem está morrendo de fome.” (Oscar Wilde)

 FUGA DE CLIENTES

O bem informado jornalista Alan Alex tocou num ponto que a coluna registrou por várias vezes. Segundo Alan a situação de crise está afetando vigorosamente o setor hoteleiro que com baixa ocupação dos apartamentos correm o risco de fecharem as portas. Quando a coluna alertou para esse problema, analisou o ângulo do excesso de ofertas de aposentos, e a inauguração de vários hotéis numa cidade onde o turismo só existe de fato na conversa furada de gestores públicos, do município e do estado.

O “boom” hoteleiro em Porto Velho foi consequência de uma expectativa que não se cumpriu com a chegada do complexo hidrelétrico do rio Madeira. Hotéis não sobrevivem numa cidade onde o turismo não existe de fato. Nossa capital está longe de ser um endereço turístico. Falta-nos a infraestrutura e uma política de governo voltada para o desenvolvimento do setor.

 RESTAURANTES

Nesse mesmo segmento, há uma reclamação geral da fuga de frequentadores dos restaurantes, também pelos preços nas alturas. Alguns donos desses estabelecimentos justificam que tudo é resultado da inflação, incluindo os aumentos nas contas de energia e água.

Na verdade, os restaurantes de melhor categoria dessa capital sempre insistiram em praticar preços altíssimos. Nos restaurantes mais tradicionais os preços dos cardápios são assustadores, superando o que se paga em cidades de turismo de verdade, até em destinos internacionais.

 FECHAMENTO

O poder público ao deixar de lado políticas sérias para o desenvolvimento do turismo como uma das grandes alternativas de geração de renda e emprego contribui para a crise sem precedentes desse segmento.

Quem poderia imaginar que um hotel como o Aquarius Selva Hotel pudesse anunciar o encerramento das atividades por falta de pagamento do alvará?

E entre os restaurantes mais top de linha também haverá fechamento se seus donos não forem comedidos deixando de lado a ganância na hora de cobrar a conta.

 FATAL

O colunista não é vidente, mas é fácil constatar. Enquanto nossos os gestores públicos do estado preferir usar o dom de iludir, gastando imensas fortunas em coisas como o tal Espaço Alternativo (que não vai atrair turista de nenhum lugar) e não investir em infraestrutura urbana e de serviços, os empresários do segmento de turismo terão de enfrentar a ausência de clientes com muita criatividade ou fecharão as portas.

E olha que nem vou falar das outras questões que espantam clientes, como é o caso da violência urbana que cresce a olhos vistos.

 TARADO EM SEMÁFORO

Estou cada vez mais convencido de que a Semtran não tem objetivo de ordenar o trânsito de Porto Velho, limitando-se a multar adoidado, para manter essa indústria que certamente rende milhões para a prefeitura. Por falar nisso seria bom que o contribuinte fosse informado do valor recolhido dos contribuintes com essas multas e qual a destinação do dinheiro.

Uma coisa fica cada vez mais clara: as autoridades do município parecem ser tarados por semáforo. Eles colocam o equipamento em qualquer lugar, sem maiores justificativas técnicas.

 EM CADA ESQUINA

O prefeito deveria, ele mesmo, ir para as ruas ver o que está acontecendo. Absurdos como o excesso de semáforos em ruas como a Guaporé, com um sinal luminoso em cada esquina. E tudo indica ser esse o método preparado para a Abunã, onde semáforo totalmente dispensável foi colocado na esquina da Rafael Vaz e Silva, para impedir o fluxo lógico de veículos.

É uma pena que a incompetência da gerência de trânsito da cidade não entendeu ainda que o objetivo do trânsito é permitir seu fluxo sem estrangulamentos desnecessários. Até parece que o prefeito não sabe que motorista são, em sua maioria, eleitores.

 PASSEIOS DE TREM

Lembro-me que das várias opções de lazer oferecidas para os moradores de Porto Velho no tempo em que o governo era o Teixeirão, a viagem de trem entre a praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré e a cachoeira de Santo Antonio era imperdível e grande motivo de alegrias para nosso filhos.

A Justiça Federal obriga os gestores públicos a retirar a histórica escavadeira usada na construção da EFMM, do local onde está soterrada, levando-a para um local onde seja preservada.

O a decisão não deixa de ser importante, mas a “salvação da escavadeira” pode não dar em nada para o aspecto do turismo.

 ÚLTIMAS VIAGENS

A ultima fase dos passeios imperdíveis na EFMM aconteceu quando Amizael Gomes da Silva, então vice-prefeito de Porto Velho, conseguiu restaurar o trajeto até a cachoeira de Teotônio, garantindo o passeio imperdível  para centenas de pessoas encantadas com o aspecto lúdico da Maria Fumaça. Após a ação do professor “Miza”, tudo degringolou de vez e o resultado é isso que vemos hoje.

REMINISCÊNCIAS

No Brasil, existem nove imperdíveis passeios de trem. As máquinas são antigas e restauradas para o turismo. Campinas – Jaguariúna onde as estações são bem conservadas e já até serviram de cenário para novelas de época. O trajeto passa por fazendas de café e termina na cidade de Jaguariúna. Nas Montanhas Capixabas – Viana até Araguaia no Espírito Santo. Belo Horizonte até Vitória e o trem do Pantanal no Mato Grosso do Sul até Miranda. Curitiba pela Serra do Mar até Morretes e Tiradentes em Minas Gerais até São João Del Rey. Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul até Carlos Barbosa e Mariana em Minas Gerais até Ouro Preto. E São Lourenço em Minas Gerais até Soledade de Minas.

 INCOMPETÊNCIA

Eu tive motivos de sobra para admirar a coragem de homens como o professor Amizael (que foi presidente da Assembleia) e do próprio Cel. Jorge Teixeira. Eles mantiveram boa parte do acervo da EFMM no museu da estrada e fizeram dos passeios possíveis na legendária “Estrada Madeira Mamoré”, motivo de orgulho dos moradores dessa cidade.

Copiar o que está sendo feito em outras cidades do Brasil há décadas e atrai turistas do mundo todo não é feio e pode dar outros resultados para nossa região. Mas como acreditar que os medíocres governantes que temos hoje, que acabaram com o carnaval de rua de Porto Velho, com as manifestações folclóricas (Flor do Maracujá) mais importantes seriam capazes de restaurar a EFMM?

 ANIVERSÁRIO DO ALDRIN

Hoje o meu abraço especial vai para o meu filho Aldrin Willy Mesquita Taborda, que aniversaria. Esse é um filho voltado para intelectualidade. É servidor do TCE e autor de importantes estudos científicos na área da informática, onde tem formação superior. Também é jornalista e está agora concluindo sua graduação em Direito. Que ele continue sua caminhada vitoriosa de um cidadão comprometido com preceitos éticos fundamentais em nossa família.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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