Em Linhas Gerais

É necessário barrar nas urnas o político corrupto, oportunista, sem conteúdo, preguiçoso e incompetente

FILOSOFANDO

 “O boteco é ressoante como uma concha marinha. Todas as vozes brasileiras passam por ele”. Nelson Rodrigues (1912/1980). Jornalista e dramaturgo brasileiro.
 FECHOU
 Não faz muito tempo, a vida boemia de Porto Velho era riquíssima exatamente pelo bom número de seus botecos temáticos, onde as pessoas mais interessantes, inteligentes e críticas se reuniam religiosamente. Em botecos como o Te Guenta, Jangadeiros, Bangalô, Justinos, Zizi, Meio Quilo e o Bar do Ceará (no Avenida Calama, no Quatro de Janeiro) entre tantos outros eram points onde se discutia de tudo e muitas vezes proporcionavam soluções para muitos problemas e até para as composições políticas da época. A quase totalidade desses botecos deixou de existir. Resistia, mas com dificuldades, o tradicional Bar do Bigode. Ele também encerrou as atividades na última semana. A cultura e a convivência da sadia boemia fica cada vez mais pobre nessa capital.
 POSITIVA
 Fonte ligada a importante entidade classista do estado contou ontem que possivelmente essas entidades, capitaneadas pela Fiero (Federação das Indústrias do Estado de Rondônia) lancem uma campanha de conscientização do eleitorado rondoniense, do tipo “Vote Bem”. Iniciativa muito positiva e que deveria ser apoiada até mesmo pelos clubes de serviço.
 O objetivo é a chamar a atenção de dos eleitores, em todos os setores da sociedade, sobre a importância de privilegiar com o voto as melhores propostas para o desenvolvimento dos municípios, e também denunciar os candidatos que não respeitarem a legislação eleitoral.
 SEM ERRO
 Tomara que essa iniciativa se concretize, possibilitando uma verdadeira limpeza na política. Se quisermos, todos nós, um futuro melhor para nossas cidades, é necessário barrar nas urnas o político corrupto, oportunista e sem conteúdo, preguiçoso e incompetente. Não existe mais espaço para erros diante da realidade de criminalidade exacerbada, alta taxa de desemprego e tantas outras mazelas responsáveis pelo baixo índice de qualidade de vida da população. Para mudar isso, o eleitor tem de votar criteriosamente.
 PENTE FINO
 Candidatos, partidos e colaboradores da campanha eleitoral que se avizinha, e das posteriores, precisam estar atentos por que muita coisa mudou no âmbito (antes permissivo?) da justiça eleitoral. O rigor está contido nessa declaração do Ministro Gilmar Mendes, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral: “Estamos nos preparando e talvez nós estejamos até avançados, para concebermos uma análise mais rigorosa das contas. O nosso esforço é para fazer com que a prestação de contas deixe de ser um faz de conta. Há um grupo de inteligência formado por técnicos do Tribunal de Contas da União, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Polícia Federal, Ministério Público, Banco Central e Receita Federal que irá acompanhar e fazer o batimento de dados das prestações de contas das campanhas eleitorais”.
 DESEJO BRAZUCA
 Quase metade dos brasileiros quer ver o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva atrás das grades. metade dos brasileiros quer ver o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva atrás das grades. É o que indica prospecção de opinião pública feita pela confiável Paraná Pesquisa.
 Segundo a pesquisa, 47,7% dos brasileiros querem Lula preso. Um contraste para o político que deixou a Presidência da República com mais de 80% de aprovação.
 SUFICIENTE
 Se a coligação formada em torno da campanha de reeleição do prefeito Mauro Nazif for o suficiente para dar-lhe mais uma vitória, o “capo de tutti capi” do PSB rondoniense pode descobrir que a máquina pública municipal não terá o tamanho para ser partilhada com todos os partidos (cerca de 10 siglas) dessa base eleitoral.

Embora o prefeito detenha uma rejeição assustadora entre o eleitorado portovelhense, ainda existem mais partidos interessados em se agregar ao projeto de permanência do prefeito por mais um mandato. Que tipo de negócio atrai tantos “companheiros”? A resposta dos áulicos: “Eles acreditam no projeto de Nazif e na ideologia que ele representa”. Fala sério… é mesmo?

 IMPREVISÍVEL
 Dia 5 é a data final para a realização das convenções partidárias para a escolha dos candidatos das eleições municipais. Praticamente em relação a Porto Velho o quadro está definido pelo menos em relação às siglas mais importantes em se tratando das cabeças de chapa. E mesmo assim podem acontecer modificações, possíveis até o momento em que as atas dos partidos sejam protocoladas na Justiça eleitoral.

É muito difícil acontecer um cenário eleitoral como está se vendo agora, sem parâmetros confiáveis. O que se pode dizer nesse momento é que a largada dos pretendentes está embolada e imprevisível. E assim, nenhum resultado pode ser descartado, embora algumas situações sejam menos prováveis, sobretudo se levar em conta a distribuição do horário da propagando eleitoral na televisão.

 IMAGINAÇÃO
 Dentro desse cenário sem horizonte definido, é possível imaginar que o prefeito Mauro Nazif (com menos tempo que PMDB e PSDB) corre até mesmo risco de não conseguir classificação para o segundo turno, principalmente se não conseguir reduzir a enorme rejeição sofrida perante a população da capital rondoniense. É uma situação possível, mas pouco provável, até pelo fato do prefeito não ter tido uma oposição competente na promoção de seu desgaste mais efetivo.
 O TOM
 Não dá para negar que entre os concorrentes o deputado Leo Moraes está entre os melhores desafiantes na corrida. Mas se permanecer sendo o político as defesas e interesses da caserna como o tom principal de seus discursos, terá pequenas chances de crescer, de encantar corações e mentes dos eleitores, mesmo tendo como “partner” o respeitado e querido médico Amado Raahal, do PP.
 Mas, como disse, teoricamente tudo ainda é possível e imprevisível pois a definição mais clara só surgirá quando os políticos escalados para disputa acertar os seus ponteiros.
 DUVIDO
 Na viagem que fiz no final de semana para assistir o casamento de uma prima na cidade de Cerejeiras, ouvi um comentário de um político sobre o paradeiro da foragida da Justiça, a ex-deputada Ellen Ruth, dando conta de ela bateu asas para os Estados Unidos. Não acredito nisso.
 Acredito que não vai demorar muito e ela cairá, como caiu o coronel (aposentado) Evanildo Abreu, também ex-deputado. Consta que Abreu (que estaria vivendo em Santa Catarina) só foi preso por ter sido parado numa blitz da PRF para pegar motorista trafegando em rodovia com o farol baixo desligado durante o dia

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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