Em Linhas Gerais

Não vai ser fácil atrair a atenção dos eleitores na disputa eleitoral desse ano – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

 “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, ria, dance, chore e viva intensamente cada minuto de sua vida, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”. Charles Chaplin (1889/1977), nascido na Inglaterra, foi ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico. O mais famoso ator da era do cinema mudo.
 BOTANDO FÉ
O presidente da Assembléia, Maurão de Carvalho, o mais importante neo-peemedebista rondoniense, acredita que sairá muito fortalecido da eleição municipal de outubro. Tem certeza de que seu apoio será fundamental na vitória de vários prefeitos no estado. Com a eleição de tantos aliados (inclusive no segmento da vereança) Maurão tem certeza que planta a boa semente para o seu projeto de chegar ao governo do estado em 2018, que dará bons frutos e afastará qualquer possível contestação ao seu projeto dentro do PMDB, fazendo dele um candidato natural do partido. O tempo dirá se tem razão.
 VALE TUDO
Na política até elefante pode voar. E como as alianças e coligações podem mudar até o dia 15, quando o Tribunal Regional Eleitoral oficializa as decisões das convenções partidárias, caciques partidários ainda estão numa verdadeira batalha em busca de aliados e nomes de peso para fortalecer seus apadrinhados-candidatos ao cargo majoritário.
 NAZIF
Nessa reta de arrumação o candidato a reeleição em Porto Velho, o prefeito Mauro Nazif, ainda não tem a definição de quem será o seu vice. Até ontem o nome mais provável era o do Pastor Aluízio (ex-Psol), com reconhecido bom desempenho no último pleito que disputou. O religioso acabou desistindo dessa escalação e o nome de Cláudio Carvalho – ex-vereador e ex-deputado estadual (entrou na vaga de Jesualdo Pires) pelo PT – surge como uma alternativa.
 ATÉ HERMINIO
Ontem uma fonte garantiu uma possibilidade quase bizarra: a colocação de José Hermínio (hoje filiado ao PDT) como vice na chapa do prefeito. Em política não existe o impossível. É claro que a resistência do próprio Hermínio a esta escalação é grande, mas não seria como disseram, capaz de resistir a uma ordem do cacique da legenda, senador Acir Gurgacz. Para escapar da síndrome de Nazif (a quem sempre criticou) parece não restar outro caminho para o deputado Hermínio debandar do PDT, onde entrou imaginando corporificar a candidatura própria do “socialismo moreno” e não unir-se ao projeto de reeleição do prefeito, tornando-se seu apoiador ou, isso mesmo, seu vice nesse pleito.
 ROMPIMENTO
Não se fala de outra coisa nos bastidores do Poder: Daniel Pereira, o vice-governador, estaria num irreversível processo de rompimento com o governador Confúcio Moura. No princípio do governo, quando Confúcio viveu um longo período de inferno astral por ter seu nome envolvido nas investigações de corrupção no governo (iniciada num rumoroso escândalo dos empréstimos consignados aos servidores), Daniel assumiu um protagonismo sem precedentes.
 VÔO DE GALINHA
O vice-governador imaginava alçar vôo solo já na campanha desse ano ou, se não desse em 2018, caso sua envergadura continuasse crescendo dentro da corte confuciana. Como Confúcio não embarcou na nau que conduzia o sonho principal de Daniel Pereira, o clima entre governador e vice é de chiadeira e de pulverização política do ex-petista de Cerejeiras.
 DISTÂNCIA
 Não vai ser fácil atrair a atenção dos eleitores na disputa eleitoral desse ano, principalmente em Porto Velho, onde a classe político nunca esteve em tamanha decadência pelas malandragens e estripulias de vários representantes que foram inclusive clientes do “Hotel Xilindró” por alguma temporada.
 Além do desgaste e rejeição dos políticos, a falta de dinheiro e o tempo curto de campanha, de apenas 35 dias na televisão, afastarão ainda mais o eleitor pela baixa qualidade dos programas a serem apresentados na telinha. Fora daí, será duvidoso apostar na internet e no corpo a corpo das ruas. Quem não tiver assessoria profissional pode se preparar para a quase certa frustração dos votos minguados nas urnas.
 CONDENADOS
Ficará para a coluna de sábado o comentário e análise mais profunda sobre a condenação mais recente daqueles bandidos que travestidos de deputados meteram a mão no dinheiro público a rodo, bem como sobre os podres políticos foragidos que precisam ser presos para cumprir mandados expedidos pelo Judiciário. Enquanto esses políticos não forem recolhidos ao xilindró, a vítima maior dessa situação é a própria sociedade, tão carente do didatismo dessas sentenças da Justiça contra os bandidos de colarinho branco. Isso mesmo, chamar políticos que roubaram o dinheiro público com esquemas do tipo “folha paralela” ou “golpe do gafanhoto” de simples desonestos é eufemismo intolerável. Eles são, verdadeiramente, bandidos e quadrilheiros da pio espécie. Não merecem ser tratados como cidadãos.
 ESTILO
 O deputado Ribamar Araújo, agora no PR, aceitou a indicação do partido para disputar a prefeitura de Porto Velho mais uma vez. E mais uma vez Ribamar não fugiu ao seu estilo de auto se proclamar o político “mais honesto” de Rondônia. Pelo visto deverá interpretar esse papel de vestal. O parlamentar é sempre uma incógnita nas disputas eleitorais onde teve mais vitórias do que derrotas. Além de passar por vários partidos, Ribamar teve uma experiência no Executivo, exatamente compondo como secretário municipal o staff do petista Roberto Sobrinho.
 AGOSTO
 O mês de Agosto marca momentos importantes nos eventos sociais e políticos. Assim, no dia 5 deve acontecer um encontro entre os amigos do jornalista Rubens Coutinho, diretor do jornal eletrônico Tudo Rondônia, para comemorar seu aniversário. Também será nesse mês que deve acontecer o desfecho final do impeachment de Dilma e da cassação de Eduardo Cunha no plano federal.
No dia 10, quando este colunista também completa mais um aniversário, vai acontecer um importante evento cultural com o lançamento do livro do economista e poeta Silvio Persivo, “A Samauma da Imprensa Amazônica”, uma justa homenagem ao diretor geral do quase centenário jornal Alto Madeira, o decano Euro Tourinho, que também está prestes a completar cem anos de vida.
 O LOCAL
O lançamento acontecerá no The Rising Sun Experience, Av. dos Imigrantes, 5021, Bairro Costa e Silva. Certamente a sociedade de A a Z estará presente naquele local para homenagear o festejado Euro. Na parte musical também não faltarão os mais significativos nomes da cultura da cidade, como Lito Casara, Rose Abensur e Nicodemos Lima. Noite que será inesquecível para todos os jornalistas que se espelham no exemplo de Euro Tourinho.
 SOBRESSALTO
Políticos rondonienses tarados por dinheiro fácil estão num clima de sobressaltos. Se puxarem o fio da meada da Queiroz Galvão, empreiteira que atuou durante muitos anos aqui no estado de Rondônia será possível descobrir as digitais de vários políticos que certamente receberam dinheiro da empreiteira nas disputas eleitorais.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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