Em Linhas Gerais

É grave a crise. Mas os jornais e revistas não vão acabar – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A esquerda é boa para duas coisas: organizar manifestações de rua e desorganizar a economia.” HUMBRTO DE ALENCAR CASTELO BRANCO (1897/1967), foi o 26º presidente do Brasil. Foi um dos articuladores do golpe militar de 1964, autor do Ato Institucional número 2, que aboliu o pluripartidarismo e deu poderes ao presidente para cassar deputados e instituiu a eleição indireta no país.

 POUCAS PALAVRAS

O que dizer da partida de dona Maria Tourinho, a mulher de nosso decano Euro Tourinho, o diretor-superintendente do quase centenário (tá chegando o dia do aniversário) jornal Alto Madeira? Bom, não pude ir ao velório, mas conversei com quem lá esteve. Todos observaram a mesma coisa: dona Maria estava com uma expressão serena, só conseguida por quem teve a aprovação do Todo Poderoso para as primícias de uma vida eterna reservada àqueles que, aqui na terra, seguiram as ordens do Criador, espalhando o bem, o amor e contribuindo para a construção de uma vida de plenitude.

Foi isso o que fez dona Maria nos longos anos em que criou uma família admirável com filhos, netos e bisnetos. E certamente a certeza de que ela agora vai colher o galardão eterno é o que está confortando o nosso companheiro Euro Tourinho, todos os seus familiares e amigos com a partida de sua eterna companheira.

 HORA DE PARAR

Alvo de uma denúncia muito forte de apadrinhamento político que poderia causar danos irreversíveis à unidade do Hospital do Câncer de Barretos em Rondônia, a deputada Marinha Raupp, mulher do senador Valdir Raupp, dificilmente vai segurar politicamente com condições de renovar mais uma vez o mandato de deputada federal.

Nem com todo o marketing eleitoral de que sempre desfrutou Marinha Raupp está melhor hoje do que quando começou sua carreira política. A deputada Marinha não exercita como antigamente o seu invejável jogo de cintura, que foi fundamental para a carreira política de seu próprio marido.

 FALTA DE HUMILDADE

Se tivesse o dom da humildade e se tomasse doses de simancol, Marinha deveria reconhecer que está irremediavelmente desacreditada. Se parasse agora ainda teria chances de manter a pose de uma “figura de estado” em Rondônia. Mesmo se compreendesse que já está vivendo o dilema da “embalagem viciada”, a deputada certamente não terá coragem de parar pois o poder está agarrado em sua pele. Uma política assim, que motiva críticas e acusações com o peso das formuladas pelo diretor do Hospital de Câncer de Barretos pode até comprometer o desempenho eleitoral do Senador Raupp que, como se afirma, não endossa o apadrinhamento patrocinado por sua mulher.

SÍNTESE DA DENÚNCIA

A denúncia contra a deputada (por vários mandatos) do PMDB tem como autor nada mais e nada menos que Henrique Prata, o diretor do Hospital do Câncer. Segundo ele, a deputada assumiu o apadrinhamento da Clinica São Peregrino, mantendo seu credenciamento junto aos órgãos oficiais da Saúde no tratamento do Câncer, num esforço para garantir que “uma simples clínica, sem condições de garantir tratamento de ponta na especialidade do câncer” – criando problemas aos pacientes com a utilizar equipamentos totalmente ultrapassados – receba dinheiro público dentro de um sistema de esvaziamento do Hospital, referência de tratamento da doença na América Latina.

 FALTA DE VERGONHA

O submundo da política rondoniense desmente todas as esperanças de que o mau-caratismo daqueles eleitos para defender os interesses da população está – como julgávamos – em estado terminal. É… Os fatos do dia a dia acabam mostrando que a crença na impunidade subsiste até mesmo nas cidades importantes do interior. O palco da malandragem, dessa vez foi montado em Cacoal, revelando a que ponto pode descer a perfídia e a irresponsabilidade dos políticos.

 É DO  BARALHO

Nesse caso a Justiça fez sua parte, condenando os ex-vereadores Uriety Prado Veloso, Valdecir de Souza Andrade, Fernando Minervino de Farias e o ex-presidente do Parlamento Mirim, Luiz Carlos Katatal. Na maior cara-de-pau, eles forjaram viagens e diárias, que serviram para “pagar” a operação de hemorroidas do colega Cezar Castro. É ou não é uma “ação entre amigos” do “baralho”…

 IMPRENSA

É grave a crise. Mas os jornais e revistas não vão acabar. Estará sempre reservado à imprensa escrita um lugar entre os meios de comunicação, mas o fato concreto é que a investida da internet está sendo devastadora. Todas as grandes empresas da imprensa escrita estão em dificuldades. Os editores ficam perplexos, porque o faturamento cai, as vendas diminuem, as sucursais são fechadas, o desemprego de jornalistas e técnicos de apoio é progressivo, ninguém sabe como escapar da crise, e então surgem as soluções milagrosas, que mais parecem ideia de jerico.

 FURDUNÇO

É possível surgir um clima capaz de deteriorar as relações entre vereadores e prefeito. Segundo fonte bem informada vereadores querem aprovar uma lei que lhes dará direito de propor emendas ao orçamento municipal prevendo investimentos em áreas e obras do interesse de cada um deles, de maneira parecida ao modelo em funcionamento na Câmara dos Deputados, em Brasília. O texto, que não é consenso na Casa, enfrentará resistência interna e também do prefeito Hildon Chaves.

 DEVASSA

Hildon Chaves afirmou durante a campanha que realizaria uma investigação nas despesas efetuadas pela gestão do médico Mauro Nazif, através de tomadas de contas especiais (uma espécie de devassa) em convênios e contratos celebrados pelo seu antecessor em áreas sensíveis e focos de denúncias diversas.

Entre essas áreas estavam o transporte urbano, a coleta de lixo, o trânsito (onde sempre se suspeitou da existência de uma indústria da multa), os contratos de aluguéis firmados sem licitação pública, etc, etc.

Até agora o prefeito tucano não divulgou os resultados “dessa devassa”. O sistema de transporte coletivo continua funcionando de forma com contrato vencido e dentro do tal “caráter emergencial”.

 LIMPESA

A Presidência da República pretende gastar, neste ano, R$ 34 mil com sacos de lixo. Já o Supremo Tribunal Federal reservou R$ 181 mil para a prestação de serviços de higienização e conservação de livros e de documentos que compõem o acervo de Tribunal, conforme informações do Contas Abertas.

 HABITAÇÕES

O projeto é do Sinduscon e foi apresentado ao prefeito Hildon no final da última semana. O objetivo é consruir 8.145 moradias na Estrada de Santo Antônio, num projeto denominado Cidade dos Servidores. O Sindicato estima que mais de 40% dos servidores não tem residência própria e que com a execução do projeto, uma demanda considerável seja atendida, além de levar desenvolvimento a aquela região da cidade. Possibilidades de uso de áreas por parte da prefeitura foram levantadas e debatidas com o prefeito.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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