Em Linhas Gerais

Os políticos brasileiros da atualidade são desprovidos do verdadeiro respeito aos direitos da maioria do povo – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Os números não mentem, mas os mentirosos fabricam números.” ITAMAR FRANCO (1930/2011), foi o 33º Presidente do Brasil. Bacharelou-se em engenharia civil eletrotécnica e ingressou na carreira política em 1958, quando foi candidato a vereador de Juiz de Fora, sendo derrotado. A primeira vitória eleitoral veio pelo MDB, partido pelo qual se tornou prefeito de Juiz de Fora entre 1967 a 1971.

ESVAZIAMENTO

Carlos Fernando dos Santos, um dos procuradores da força tarefa da Lava Jato, trouxe ao conhecimento da opinião pública uma revelação preocupante. Ele denunciou que estão tentando um esvaziamento lento e gradual da operação, atribuindo-lhe efeitos negativos principalmente sobre a economia, ressentida da paralisia das empreiteiras.

AMPLA

A operação Lava Jato está prestes a fazer três anos. Nesse tempo, realizou a mais ampla e profunda investigação até hoje feita sobre o patrimonialismo no Brasil, demonstrando como políticos e empresários se apropriaram do patrimônio público do país. Rondônia não ficou de fora da investigação, com políticos do estado na mira da Lava Jato.

TODO DIA

Não temos no estado (ainda) juízes como Moro, mas mesmo assim praticamente todos os dias a mídia rondoniense divulga matérias sobre a condenação de políticos de todos por atos de improbidade e corrupção em vários municípios. E falta investigar muito mais, assim como também acontece no âmbito da Lava Jato.

COMO ESTÁ

O tempo, no entanto, trabalha contra a Lava Jato. Nota-se já um cansaço da opinião pública, do qual se aproveitam os que temem a ação punitiva da operação, interessados em atrapalhar as investigações e obstruir a Justiça, “para que tudo fique como está”. É natural que os políticos com culpa em cartório tratem de salvar a própria pele. Não é atoa que por aqui também políticos que deveriam estar no xilindró continuam foragidos e, mesmo assim, influenciando a vida pública do estado.

 É UMA PRAGA

É preciso não se deixar levar pela falácia de políticos que não querem ver nada mudando. A corrupção é a grande praga que, como câncer, corrói o Brasil e, claro, Rondônia. Não dá para se esquecer de escândalos como (só para exemplificar) o praticado no “Espaço Alternativo” que serviu para alimentar a ganância de políticos do interior, apoiados pelo governo.

O que enfraquece a economia é a corrupção, ao instituir o financiamento de campanhas políticas com recursos desviados do Estado. Os contratos das empreiteiras são obtidos não por mérito, mas por arranjos entre elas e mediante o pagamento de propinas.

ABALADA

Embora os principais defensores do senador Valdir Raupp relutem em aceitar que sua suposta candidatura sofra impacto com seu envolvimento no escândalo da Lava Jato e com as denúncias de recebimento de propina via Belo Monte pelo STF, analistas políticos pensam diferentemente.

Acreditam que as chances de permanecer como o ícone principal da política do estado no cenário nacional são bastante reduzidas.

Para complicar ainda mais, a denúncia feita pelo diretor Henrique Prata, da unidade rondoniense do Hospital do Câncer de Barretos, de apadrinhamento da Clínica São Peregrino em desfavor do HCB pode pesar contra Raupp, embora o próprio Henrique Prata tenha livrado a cara do senador nesse imbróglio.

EXPEDITO

Diante de tantos indícios de contaminação do setor político rondoniense, quem passa a ficar numa situação mais confortável para 2018 é o ex-senador Expedito Júnior, hoje com a ficha limpíssima e sem qualquer restrição no judiciário, que consolida sua posição de favoritismo no ninho tucano, tanto para disputa ao governo estadual como ao Senado. Mesmo ileso da contaminação dos caciques locais, Expedito tem evitado falar sobre seu projeto para a disputa do próximo ano.

RESGATE

Parcela da opinião pública começa a ficar impaciente com a demora do prefeito Hildon Chaves em começar, de fato, o resgate de uma cidade jogada no fundo do poço pela irresponsabilidade das gestões anteriores em cumprir determinações legais. Ações como a retirada dos camelôs e marreteiros dos logradouros e passeios (calçadas) públicos é só uma questão de decisão politica, já que há leis disciplinando o assunto. É coisa pequena, mas servirá para demonstrar que dessa vez há um prefeito capaz de enfrentar e resolver questões fundamentais para resgatar a qualidade da vida urbana da Capital.

TERROR

Os políticos brasileiros da atualidade são desprovidos do verdadeiro respeito aos direitos da maioria do povo. E pelo visto carecem de simancol ao acreditar que será fácil manter enganada a população. Esse comentário, como não podia deixar de ser, remonta a questão da publicidade que se faz (paga com dinheiro público) não só aqui em Rondônia, mas, isso mesmo, no Brasil.

Dizer que se a reforma da Previdência não for aprovada vão acabar todos os programas sociais, a começar pelo Bolsa Família, é um terror desnecessário. É a mesma coisa que dizer quem “com Temer o Brasil melhora”. Na atual conjuntura, com desemprego, com insegurança, com falta de investimentos, é um tiro no pé.

PÉSSIMA

Em relação a Rondônia, a coluna reafirma que a propaganda paga com o dinheiro do contribuinte para “melhorar a imagem” do governo e dos políticos não é só péssima (motivo pelo qual não surte o efeito esperado pelos morubixabas do Executivo e do Legislativo), mas também abusiva.

Como ela segue a rota a enganação (Me engana que eu gosto!) deveria motivar o Ministério Público e o Tribunal de Contas a se mexerem para estancar esse ralo. Não é com esse tipo de propaganda que o governo e os políticos vão melhorar a situação das instituições. Hoje não chega a 10% os rondonienses dispostos a acreditar que a vida melhorou no estado em função do governo e da classe política representativa.

CONVERSANDO

Uma confidência vazada por um deputado muito próximo ao presidente da Assembleia garantiu que há conversas ocorrendo nos bastidores entre interlocutores de políticos importantes do PSB (como é o caso do prefeito de Ji-Paraná) e Maurão de Carvalho, postulante à indicação do PMDB para disputar o governo no próximo ano. As conversas, de acordo com a fonte, rolam com discrição, como um namoro político que pode se tornar explícito. No caso de Jesualdo, tido como satélite de Acir Gurgacz, esse “namoro” pode ter desfecho imprevisível.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by