Em Linhas Gerais

Com tanta gente vivendo nas cidades, é preciso articular políticas públicas que possibilitem uma convivência harmônica e igualitária- por Gessi Taborda

MAIOR

A corrupção em nosso país chegou a tal ponto que o escândalo da Petrobrás já desbancou o mensalão.

DIÓGENES VAI A BRASÍLIA

cara de pau_0O filósofo Diógenes do Guaporé perambulava pelas ruas carregando uma lamparina durante o dia, alegando procurar um homem honesto. Chegando a Brasília, começou a sua procura percorrendo a Esplanada dos Ministérios e os palácios da cidade. Foi nesse ponto que a sua busca chegou ao fim. Finalmente encontrou um homem honesto? Não. Furtaram-lhe a lamparina…!

APOTEÓTICA

boia2Um boiadeiro roubou a cena inaugurada por Ernandes Amorim para chamar a atenção dos eleitores. Enquanto o político de Ariquemes apenas espalhou alguns painéis de propaganda eleitoral montado num cavalo, o boiadeiro (suplente que assumiu uma cadeira da Assembleia) chamou muito mais a atenção, ao reassumir o mandato do qual tinha sido afastado como punição dada pelos parlamentares, por seu envolvimento numa dessas operações de combate à corrupção.

Boiadeiro caprichou no estilo da vestimenta para aquele seu momento apoteótico. Mas nem assim conseguiu disfarçar o tom jocoso de sua chegada ao parlamento estadual. Imagine como será seu comportamento naquela Casa, se conseguir votos suficientes para um mandato parlamentar e força para propor a construção de um estábulo para atender seus interesses de ginete.

Certamente quem não gostou nada desse surrealismo foi Ernandes Amorim, superado pelo boiadeiro no objetivo de chamar a atenção do cidadão-contribuinte-eleitor. Na Assembleia, o episódio não mereceu nenhum comentário dos parlamentares.

BAIXA ESTIMA

O sentimento de josta que o brasileiro se sente é o fato de que a corrupção grassa em todas as estatais, ministérios e secretarias, todos contando com o beneplácito de um aparelhamento do Estado jamais visto na história do Brasil. O País não suporta mais essa sangria nos cofres públicos, essa total ausência de capacidade gestora.

CAOS ACELERADO

eleiçõeseeAinda temos tempo de cobrar dos candidatos – mesmo com a campanha se aproximando do fim – os planos de cada um para o estado (e em especial a capital) na questão da mobilidade urbana.

Até agora ninguém deixou claro sua posição se vamos continuar priorizando as cidades para o transporte individual motorizado ou se vamos enfrentar esse problema colocando políticas para o transporte coletivo nas maiores cidades rondonienses.

A taxa de urbanização em Rondônia segue a mesma tendência nacional, que é crescente. Hoje, entre motos e demais veículos automotores licenciados, temos uma frota próxima do milhão de unidades.

Essa expectativa por sí só deveria garantir uma preocupação vigente por parte de todos os administradores, especialmente para as cidades maiores, para a questão do transporte de massa, inclusive através de modais mais modernos do que os simples ônibus coletivo, sistema já ultrapassado.

IR E VIR

Transito-sinalCom tanta gente vivendo nas cidades, é preciso articular políticas públicas que possibilitem uma convivência harmônica e igualitária nesse espaço. Um dos desafios cotidianos das cidades é o de garantir o direito de ir e vir de tantas pessoas. Uma capital como Porto Velho se não tiver já programas de governo para essa questão do urbanismo e da mobilidade vai acabar se transformando num verdadeiro inferno em pouco mais de uma década.

Adianta então aumentar a infraestrutura tradicional? É papel dos governos se antecipar, perceber a dinâmica que estamos vivendo e investir em alternativas. É preciso melhorar a qualidade do serviço, que favoreça a opção pelo transporte público, além de investir em diferentes modais, incluindo o metroferroviário.

SEM EFICIÊNCIA

eleiçõeseeAinda ocorrerão mais alguns debates entre os candidatos nos canais de TV. Em virtude do grande número de candidatos ao governo, e tendo todos de participar por força da exigência da Justiça Eleitoral, há uma perda de tempo precioso com falas e propostas de quem não tem qualquer chance de se eleger. Quem não aparece entre os três nomes mais bem colocados nas pesquisas não deveria participar desses embates. Eles não despertam os interesses do eleitorado, mesmo quando imbuídos das melhores intenções.

 

ENGESSAMENTO

vidente1As tentativas de evitar a influência do poder econômico e outros fatores desequilibrantes nas campanhas levaram ao seu engessamento. A propaganda no rádio e televisão até hoje não é eficiente – especialmente para os candidatos ao Legislativo.

Isso sem dizer que os veículos de comunicação sofrem diferentes restrições. Juristas, marqueteiros e parlamentares prestariam um grande serviço ao país se conseguissem gestar um novo código de propaganda eleitoral, com mais liberdade e menos restrições.

 

DEVE SER PIADA

dilma-rousseff-sorriÉ inacreditável a presidenta ter solicitado à Polícia Federal cópia das declarações do delator, como se não soubesse de nada. É muito possível que esteja procurando verificar se ele tem delatado tudo ou se seu ParTido está sendo poupado. Que cara de pau! Como essa eu nunca havia visto. Foi selecionada a dedo por aquele ceguinho que nunca soube de nada, nunca viu nada, e mesmo assim quer ser presidente de novo.

ISSO É ASNEIRA

jumentoA pior asneira que ouvi em época de eleição foi “eu vou votar em quem vai ganhar” ou “eu não votar nele, porque ele vai perder”. É incrível como as pessoas de um modo geral são influenciadas pelas circunstâncias.

Tudo leva a crer que o eleitor está de um modo geral descrente da política e, portanto, indiferente aos rumos do estado e do país em que nasceu e que provavelmente os seus filhos e netos também ficarão alienados da vida política.

É realmente muito difícil de escolher um candidato se o que vemos na mídia é um escândalo político atrás do outro. O eleitor, por mais alheio que consiga estar da política, percebe nos dias de hoje que a política é feita no campo das manobras da corrupção

 

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FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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