Em Linhas Gerais

Chefia de Gabinete de Mauro Nazif virou um “Cabidão de Empregos” – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O futuro não chega a ser, para um brasileiro, obscuro, distante e vil como os anos passados. Somos, como diz o vulgo em sua infinita vulgaridade, o país do futuro.” IVAN LESSA(1935/2012), jornalista e escritor brasileiro que foi editor do Pasquim e se tornou cronista da BBC Brasil, em Londres, a partir de 2978.

 LIMPEZA NECESSÁRIA

A prisão do prefeito de Vilhena, José Rover, na semana que passou, pela prática da corrupção desenfreada, serve para manter na pauta do debate político o tema corrupção no estado de Rondônia. Se o assunto é predominante hoje entre as pessoas do povo e à imprensa não domesticada, o mesmo não se pode dizer dos políticos. Eles continuam refratários a examinar esse tema, preferindo-se dedicar a coisas mais amenas e sem nenhuma importância para arejar as instituições estaduais, livrando-as dessa praga.

 BAIXO NÍVEL

Não só o temor dos políticos locais em falar de espeto de pau em casa de ferreiro; mas também o baixíssimo nível de uma Assembleia Legislativa composta por estranha fauna de “excelências” nominadas esdruxulamente com exóticos “Tô na Bença”, entre outras bizarrices, impede que fatos bombásticos como a prisão do prefeito repercuta no nível desejado na chamada “Casa do Povo”.

 ALIENADOS

Enquanto tudo isso acontecia, a casa legislativa mais importante do Estado seguia sua batida comum de homenagear servidores do falido sistema de segurança pública estadual e até uma seita religiosa na enfadonha sina de distribuir mimos de caráter meramente eleitoral.

E os assuntos verdadeiramente importantes escamoteados como sempre do debate político. Difícil acreditar em tamanha alienação dos políticos locais. Mas foi isso que se viu: nenhuma manifestação dos representantes do povo sobre a prisão do prefeito, do vice, e de vários vereadores, todos corruptos, na importante cidade de Vilhena.

 É SÓ BOBAGEM

Essa opção pela postura do avestruz de nada servirá, politicamente, aos personagens do parlamento. Aliás, a qualquer personagem colocado nessa ribalta. No caso dos parlamentares é mera bobagem. Eles, queiram ou não, só podem melhorar seu espaço político-eleitoral se refletirem sem medo aquilo que os eleitores pautam no diálogo das ruas.

 INCONFORMISMO

Diante dos resultados eleitorais das eleições de Vilhena – sempre favoráveis a figuras ligadas aos métodos da corrupção como forma de açabarcar o poder – é lícito concluir que até agora parte importante daquela população ainda não considera importante livrar-se de políticos manipuladores, corruptos identificados, nomes condenados judicialmente por desvios e toda sorte de maracutaias para promover o enriquecimento ilícito com a depredação do erário. Talvez seja vendo por esse ângulo que nossos políticos, tanta na representação local como em Brasília prefiram se calar diante de tanto descalabro.

 É BASE DE LUIZINHO

Mas para nós da mídia, comprometidos em explicar e interpretar as nuances da opinião pública, não dá para esconder essa realidade. E nesse momento, não há dúvidas: o estado de Rondônia não aceita, não quer e não se conforma com a corrupção em larga escala, praticada nos limites do Cone Sul, onde políticos como o deputado Luisinho Goebel mantém sua base eleitoral, dividindo espaço com o clã Donadon, um time reconhecidamente do balacobaco.

 INERENTE

Para muitos a corrupção é inerente ao ser humano e existe desde o surgimento do ser humano na face da terra. Esse seria mais um motivo para que essa doença seja com rigor, através de leis, atitudes e punições que possam sua presença nefasta, como se registra hoje na quase totalidade dos municípios rondonienses.

 PRIORIDADE

O prefeito eleito Hildon Chaves deve começar efetivamente a fase de transição do governo municipal da capital rondoniense nessa semana. É bom não esquecer que durante a campanha Hildon colocou o combate à corrupção como prioridade de sua gestão. Isso é bom, até pela capacidade de poder revelar, certamente, que o prefeito em fim de carreira Mauro Nazif também não foi refratário à prática da utilização do Poder para atender interesses antirrepublicanos.

 CABIDE DE EMPREGOS

Sobre a péssima gestão que termina não pairam dúvidas e suspeitas apenas na ação desastrada da tal “solução emergencial” para o transporte urbano, que colocou nas mãos de um empresário de Porto Velho e do Amapá (?) a mina de arrecadação desse serviço.

O novo prefeito deverá apurar também as denúncias da gastança praticada até em setores mais prosaicos, como o gabinete do prefeito Nazif.

Consta que ele chegou ao despautério de ter quatro vezes mais funcionários do que o número registrado na – pasmem leitores! – Casa Civil do governo do Estado de São Paulo. Se confirmada essa suspeita, está ai mais uma evidência clara de como se praticou a corrupção sem limites na gestão desse cacique do PSB rondoniense.

 ABSURDO

Enquanto no gabinete da Casa Civil do governo paulista apenas 65 servidores são lotados, no de Mauro Nazif o número chega aos inacreditáveis 224. Imagine o tamanho do gasto da prefeitura dessa cidade que não tem esgoto ou água tratada para todos para sustentar esse batalhão de gente lotada no gabinete do prefeito.

 MEQUETREFES

Os vereadores mequetrefes da Câmara Municipal nunca verificaram isso, nunca fiscalizaram o prefeito. Os mesmos vereadores que agora fazem todo tipo de manobra para aumentar ainda mais seus absurdos estipêndios.

Com o dinheiro torrado pelo gabinete do (lamentavelmente) ainda prefeito de Porto Velho dava para o município comprar algo próximo de 50 ambulâncias ou construir uma escola, ou então 100 casas populares

 PROTECIONISMO

Certamente Hildon Chaves vai escarafunchar os ralos por onde a gestão Mauro Nazif andou torrando o dinheiro do cidadão-contribuinte-eleitor.

E assim – quem sabe – a população acabará descobrindo que aquela cara de dervixe do prefeito apeado da vida pública era apenas uma espécie de máscara. Para a imprensa não domesticada Nazif sempre foi visto com desconfiança, principalmente a partir do momento da caracterização de seu mano Gilson como o lua-preta do lamentável.

 DIREITO DE SABER

Mas agora – o que se espera – com Hildon Chaves levantando tudo até então encoberto, a população terá esclarecimentos sobre a utilização do gabinete do prefeito como esconderijo de luxo para figuras que nem deveriam aparecer na folha de pagamento do município.

Esse o caso de Mirce da Cunha Silva Machado tida a princípio como Engenheira de Tráfego da Semtran, de onde foi afastada após suspeita de que não tinha registro no CREA e, como consta, acabou conseguindo a proteção do gabinete do prefeito.

 MUITO MAL

O tema corrupção não estimulou os deputados e demais políticos rondonienses a fazer pelo menos discursos sobre a prisão de Rover. Talvez pelo efeito Orloff. E essa semana, graças ao feriado prolongado (segunda será ponto facultativo), o assunto deve continuar no esquecimento.

Enquanto isso a corrupção rondoniense vai continuar produzindo desvio de dinheiro público, favorecimento político, fraudes, nepotismo,  uso ilegal do poder e da função pública em todas as suas formas.

No nível da gestão municipal há pelo menos o alívio de saber que Hildon Chaves está chegando para revelar os caroços escondidos debaixo desse angu.

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Gomes Oliveira

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  • REALMENTE, O QUE ACONTECE COM ESSES GOVERNANTES É QUE ELES FICAM BEM À VONTADE SEM FISCALIZAÇÃO NENHUMA, E FAZEM O QUE QUEREM COM O DINHEIRO PÚBLICO. QUANDO A BOMBA VÊM ESTOURAR ELES JA DEIXARAM O CARGO, AÍ É UMA ENROLAÇÃO NOS PODERES PARA JULGAR-LOS, ESSE É O BRASIL DA IMORALIDADE E IMPUNIDADE.

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

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    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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