Em Linhas Gerais

2018: Os nomes da mais alta expressão na política rondoniense, os chamados “caciques”, estão com feridas profundas

FILOSOFANDO

“Teatro só faz sentido quando o palco é uma tribuna livre, onde se possa discutir até as últimas consequências os problemas do homem.” PLÍNIO MARCOS (1935/1999), escritor brasileiro, ator, jornalista e autor de inúmeras peças de teatro, escritas principalmente na época da ditadura militar.

 PADRÃO DE CONDUTA

A prisão do Zé Rover, prefeito de Vilhena, pela continuada prática da corrupção é triste para o segmento da política rondoniense no geral, mas pior ainda para sua própria cidade. Ela revela aquilo que sempre vimos comentando na coluna: um padrão de conduta que coloca na relação de suspeitos de agentes da corrupção grande parcela de nomes tidos como importantes no cenário político do cone sul do estado e no poder rondoniense.

 ELIMINANDO ESPAÇOS

Acabamos de encerrar um processo eleitoral e nos encaminhamos para outro, o de 2018. E as perspectivas não são as melhores para conseguirmos nas urnas, daqui a dois anos, uma liderança verdadeiramente capaz de por um ponto final na instabilidade em que vivemos, eliminando os espaços de corrupção, conciliando os interesses da representação política da sociedade.

 ZUMBIS IRRECUPERÁVEIS

Os nomes da mais alta expressão na política rondoniense, os chamados “caciques”, estão com feridas profundas, expostas por processos e operações do porte da Lava Jato, caso de (só para relembrar) Valdir Raupp, o todo poderoso do PMDB, de onde emanam os odores da putrefação e de Ivo Cassol, condenado pela Justiça, mas que, como o mítico conde Drácula, continua assombrando quem não aguenta mais ver esse tipo de político dando as cartas em Rondônia.

 BALA DE PRATA

Há uma esperança: todos esses (vá lá!) líderes são (ainda) corpos vivos, mas sua morte parece inevitável. Afinal estão politicamente podres e não têm mais cura. E a cada dia vão se comportando como autênticos zumbis sempre buscando se alimentar do sangue dos cidadãos-contribuintes-eleitores. Possivelmente as urnas de 2018 terão o efeito da tão necessária bala de prata sobre eles.

 LOROTA

Não, não é verdade. Trump está muito longe de ser o Mussolini do Século XXI, como me disse ontem um desses pseudos analistas políticos aqui da província, incapazes de compreender até a tendência do eleitorado portovelhense na eleição desse ano. Sem base alguma, defendiam e davam a vitória ao “boy” da política local soterrado pela enorme montanha de votos conseguidos por Hildon Chaves.

Bem no estilo petralha da decadente esquerda babaca que ainda sobrevive nessas paragens, teve “neguim” falando até de uma terceira guerra mundial motivada pela derrocada da esquerda americana. Nada disso é verdade, mesmo porque uma 3ª Guerra pode por ponto final no planeta e isso, claro, ninguém quer, nem mesmo as grande potências bélicas.

 MELHOR QUE PETRALHA

Trump certamente vai fazer aquilo que deveria ter sido feito aqui mesmo no Brasil, pelo famigerado governo petralha: proteger primeiro os interesses dos brasileiros, defendendo seus empregos, suas aspirações de melhoria de vida e não mandando o nosso dinheiro para as ditaduras esquerdistas da América Latina, da África e de outros continentes. Trump tem de ser bom presidente é para os americanos e não, como esperam alguns, para os cucurachas que sequer têm coragem de ir às ruas exigindo o fim da enorme corrupção erodindo nosso país, impedindo as manobras que se fazem no Congresso contra a Lava Jato e demais de instituições de combate à prática da corrupção por políticos.

 DEVANEIOS

Não há identificação e semelhança entre um deputado de carreira, como é o caso de Jair Bolsonaro, e um não-político bilionário. Bolsanaro é uma versão brasileira de Trump somente nos devaneios de seus seguidores.

 QUEM QUISER

Rei morto, rei posto. É assim que funciona. Ontem uma fonte especial com bastante trânsito nos domínios da vereança de Porto Velho, dava uma versão sobre como será o peso de Hildon Chaves na disputa pela mesa da Câmara Municipal. “Ele (Hildon) assumirá a prefeitura com tanto apoio de vereadores que poderá emplacar quem quiser no comando do parlamento municipal”, disse.

 REDOMA

O presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Maurão de Carvalho, pode até não ter percebido mas sofre cada vez com o isolamento imposto por seus assessores mais próximos, responsável pela redoma de vidro impedindo a aproximação até mesmo de boa parte dos jornalistas mais experientes na seara política e, também, de diretores de segmentos importantes da própria casa parlamentar.

 SINAL AMARELO

Esse pessoal só irá descobrir que criar barreiras contra quem atua na intermediação da opinião política entre titular de cargos públicos e o cidadão-contribuinte-eleitor costuma acelerar a derrocada de projetos elaborados para as futuras disputas eleitorais. Assessores e aspones não deveriam ter o controle sobre seus líderes, como acontece agora em relação ao afável Maurão. Isso pode determinar o início do fim de um ciclo.

 REALIDADE

Hildon Chaves deve iniciar concretamente nessa semana as providências da transição e, possivelmente, os primeiros passos na montagem de seu governo. Ele, segundo consta, já está na capital. Ontem um importante assessor do prefeito eleito – durante a campanha – comentava com segurança para a coluna que no novo prefeito pretende governar com os pés no chão e sem heterodoxias.

 E LÁ ESTAVA JB

Ontem, na Assembleia, o DEM promoveu uma reunião de avaliação interna do partido. Lá estava – como não poderia deixar de ser – seu grande nome eleitoral: José de Abreu Bianco. É mais um nome fora do almanaque eleitoral de 2018. O apupado foi Marcos Rogério, o deputado que relatou o processo contra Eduardo Cunha. Só isso já agrega ao seu perfil luminosidade e faz dele, no momento, o nome com maior chance de figurar entre os nomes dos prováveis candidatos à sucessão de Confúcio.

Enquanto Ji-Paraná vai se convertendo num núcleo de nomes capazes de iluminar a disputa pelo governo (não se pode esquecer, entre outros, do próprio prefeito Jesualdo Pires), a capital continuará no seu descompasso sombrio. O último governador estadual com toda identificação com o eleitorado de Porto Velho foi, pasmem leitores, Osvaldo Piana. E assim deverá permanecer a história até a próxima refrega.

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Gomes Oliveira

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  • VAMOS TORCER PARA QUE O EXÉRCITO VENHA ASSUMIR OS TRÊS PODERES DESSE PAÍS. NO PMDB QUE MAIS TEM CORRUPTOS, É BOM FAZER UMA VARREDURA SÓ TEM CORRUPTOS CARA DE PAU,UM PESSOAL IMUNDO TODO SUJO MAS JA ESTÃO FALANDO NA CAMPANHA DE 2018. É BOM TODO POVO BRASILEIRO ESQUECER TODO POLÍTICO DESSE PARTIDO IMORAL.

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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