Em Linhas Gerais

A República ainda não se tornou uma realidade em nosso torrão – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Quando eu era jovem, eu tinha muito medo de morrer, mas agora penso que é muito, muito sábio se preparar. É como uma luz que se extingue.” INGMAR BERGMAN (1918/2007), dramaturgo e cineasta sueco, dirigiu os filmes mais influentes e aclamados de todos os tempos, como Persona, Cenas de Um Casamento, O Sétimo Selo e Gritos e Sussurros.

 REPÚBLICA IMPOSTA

E graças ao feriado comemorativo da proclamação da República, nossa desamada capital rondoniense viveu mais um período de verdadeira pachorra, com quase tudo parado e um comércio que nesses tempos de crise funcionou apenas pela metade.

A maioria das pessoas preocupadas em “curtir da melhor forma” o feriado prolongado nem sabia que no dia 15 comemoramos os 127 anos da implantação da República, um sistema que surgiu na história do Ocidente como uma grande utopia. O desejo era que os indivíduos se tornariam, no sistema republicano, cidadãos marcados pela igualdade.

No Brasil o regime republicano não foi uma conquista popular. Ele foi imposto no grito pelo Marechal Deodoro da Fonseca, sem a adesão das massas urbanas.

 DESIGUALDADE

A ideia republicana brasileira se confundia com a do confederalismo; com a entrega aos governadores do poder político e tributário aos governadores dos estados.

Pouco se falou sobre o cidadão, relegado a um segundo plano, sem políticas públicas específicas para alfabetizar os camponeses brancos, indígenas e afrodescendentes, sem bancos oficiais que dessem crédito para a emergência de um empreendedorismo urbano, sem a mínima canalização do orçamento para políticas sociais.

 MANQUITOLAVA

No Brasil a democracia se mostrava manquitolante. E até hoje a República não chegou plenamente ao Brasil. O modelo republicano de nosso país não acabou com a sociedade profundamente desigual, pelo menos em termos econômicos. Comemoramos a data de aniversário do sistema político de igualdade, mas, é preciso reconhecer, nem de forma embrionária o país se tornou republicano de verdade. Falta muito para que todos sejam iguais perante a Lei.

 ANDANDO AOS POUCOS

Diante de tantas frustrações e de tantos descréditos, estamos caminhando aos poucos. Há um longo caminho cultural para que o Brasil volte a se homogeneizar. Não em termos econômicos, mas em termos ideológicos, com mecanismos que permitam que todos, ao lado de suas crenças ou filiação, as minorias étnicas, religiosas e sexuais, sintam-se cobertos por um sentimento único de nacionalidade. Seria uma das maneiras de viver a República.

INTERESSE

A existência das operações Mensalão e Lava Jato nascidas em função dos desmandos jamais vistos na história deste país, como na finada e não saudosa era lulopetista, propiciou movimentações sociais e políticas que de algum modo despertaram o interesse de uma parte maior da população sobre o que se passava e passa na vida nacional.

UM NOVO PAÍS

A derrocada do petismo, a queda, dentro da Constituição do desgoverno Dilma, os indiciamentos de diferentes cúpulas do PT e de Lula e familiares, as condenações e outros visíveis resultados decorrentes da mobilização popular nos anos anteriores, pela mobilização de Procuradores e Juízes determinados – tudo isso, além de outros fatores revelam um novo país que começa a florescer e que encontra nas gerações atuais um campo para florescer dentro de uma nova mentalidade.

VÍCIOS HISTÓRICOS

Apesar dos avanços – e são muitos – o país ainda padece de vícios históricos e institucionalizados: o aparato estatal, as máquinas dos poderes, é tido como pertencente aos seus controladores, dominadores, ocupantes e não ao povo brasileiro que por tudo paga com escorchantes impostos.

Prevalece enraizada na mentalidade dos ocupantes de cargos públicos, sejam eles do Poder Executivo, de Legislativo e do Judiciário, independentemente do escalão, mas de forma mais acentuada nos mais elevados, de que a coisa pública lhes pertence.

CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

E, pior: são capitanias hereditárias e feudos de influência onde somente eles, os usurpadores legitimados em urnas ignorantes, mandam e desmandam no que pertence a cada brasileiro. Não é isso o que acontece aqui mesmo, na nossa Rondônia, como se viu agora nos acontecimentos vergonhosos de Vilhena? No geral, em se falando daquelas que estão no comando do poder ou simplesmente gravitando em torno dele, agem como aves de rapina que buscam freneticamente transferir de maneira ilegal o patrimônio público para seus patrimônios pessoais. E assim não é surpresa a anunciada decisão do Poder Judiciário em bloquear os bens, isso mesmo, de um Valdir Raupp, esse cacique do PMDB rondoniense que hoje, imagina-se, nem lembra mais seus dias de pobreza extrema.

POUCA VERGONHA

É indecente no Brasil, ainda mais na modernidade, a existência de uma mordomia paga com recurso do trabalhador brasileiro, mantendo no luxo a casta política, a partir de vereadores como acontece em Porto Velho. O que eles tentam fazer agora para aumentar seus estipêndios é uma clara comprovação da inexistência do sentimento republicano.

É mais um tentativa de usurpação do que é coletivo para o individual. Agem como ocupantes de cargos que existem apenas para que seus membros – que deveriam ser probos e competentes – sirvam-se, como funcionários públicos, dos cidadãos que com seus impostos os sustentam.

O Estado existe como regulador social. No Brasil, onde ainda manda a carteirada do “sabe com quem está falando?”, o Estado existe para servir os ocupantes que deveriam ser passageiros nos cargos e se tornam permanentes, como passagem de pai para filho, e outros familiares.

SEM OXIGENAÇÃO

Políticos e governantes, integrantes dos demais poderes em cargos de maior destaque, tendo à sua disposição dinheiro público para gastos pessoais, moradias, veículos, funcionários, verbas, tudo, mostra um vício que corrói a capacidade de manutenção dessa absurda situação, corrompe e, ainda, impede que haja uma oxigenação e corte de custeio para melhorar as finanças públicas. Ou seja, a República ainda não se tornou uma realidade em nosso torrão.

PRIVILEGIADOS

Os renans, os cunhas, as dilmas, os lulas, os raupps, os carlões, os cassols, parlamentares do tipo dos capixabas  além de bambambãs de outras instituições, para citar alguns e milhares de privilegiados que vivem à custa de status falso; alguns praticantes de enriquecimento ilícito, “donos” de mordomias que afrontam a pobreza dos brasileiros, precisam ser combatidos pelo lado sadio da sociedade brasileira, no investimento na educação e na formação política dos jovens brasileiros que serão as autoridades de amanhã.

NA CADEIA

Estamos andando, aos poucos, avançando, mas ainda há muita gente para ir para a cadeia e muito mesmo a mudar na mentalidade colonial da corte brasileira e das capitanias hereditárias disfarçadas como Rondônia e, de sua gente que ignora a política.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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