Em Linhas Gerais

“A celeuma criada pelo prefeito ao liberar quase meio Milhão, para uma Associação desconhecida”- por Gessi Taborda

 GRANDE TRAPALHADA

resg22A decisão de passar o natal no sítio (com os primos Juarez e Mariza) me permitiu um repouso afastado das atividades do colunista e me proporcionou um olhar mais descansado para abordar as opiniões dos fatos desse final de ano. E o que mais me chamou a atenção foi a celeuma gerada pela decisão do prefeito de liberar quase meio milhão de reais (R$ 489 mil, em valores precisos) arrancados dos contribuintes em favor de uma desconhecida Associação Beneficente Resgatando Vidas (ABR), escolhida para realizar tal “Show da Virada de Porto Velho 2015”.

E assim, o péssimo prefeito portovelhense Mauro Nazif termina 2014 com uma nova trapalhada, que só encontra justificativa em sua vã crença de que assim conseguiria desviar a atenção de grande parte da população para as evidências gritantes do fracasso de sua gestão que – como se sabe – ainda vai durar todo o próximo ano.

 SEM IMPACTO

resg22Sem uma assessoria de qualidade (especialmente no segmento da comunicação) o prefeito Mauro Nazif vai sendo enganado e levado a promover projetos com pouquíssimo impacto na recuperação de sua imagem desgastada ao longo dos três primeiros anos de sua “governança”.

Esse projeto da “virada” do ano, torrando quase meio milhão de reais através de uma entidade sem nenhum lastro, a não serem as evidências de sua ligação política com uma deputada do balacobaco, só poderia causar impacto negativo, a ponto de esse assunto estar no crivo do conselheiro Wilber Coimbra do Tribunal de Contas do Estado.

 SOÇOBROU

resg22Nesse final de ano nem a contaminação do espírito natalino da população conseguiu livrar o prefeito da ira popular. Dessa vez as evidências de que as incompetências da gestão municipal deverão continuar por mais um ano soçobrou a paciência popular. Primeiro – pela chamada “ideia de asno” – com a “decoração” na base de pneus velhos espalhados por todas as vias públicas e, depois, com essa decisão de jogar pelo ralo meio milhão de reais para bancar uma festa com a pornográfica Banda Calypso, numa área pública desgastada e sem praticamente nenhum atrativo.

 DESCULPAS

resg22Bem que o prefeito procurou ocupar espaços na mídia da capital rondoniense para “justificar” suas trapalhadas. Chegou a contar numa dessas entrevistas que a cidade não gastou nada com a decoração pneumática. Não adiante fazer besteiras e depois ir à mídia se explicar. Não há pedido de desculpas que cale a angústia das famílias de Porto Velho diante de tanta evidência de abandono da cidade; diante da falta de projetos verdadeiramente capazes de resgatar a qualidade de vida urbana e melhorar o astral de seu povo.

 GRAVE

resg22Mais grave do que o desperdício do dinheiro público com uma promoção que em nada acrescenta valores culturais e ao lazer sadio do povo, é perceber como as arapucas e malandragens montadas por gatunos amadores conseguem, facilmente, arrancar pequenas fortunas do erário municipal.

Esse episódio comprova como se desinveste em pessoas, através de programas de qualificação de nossa juventude, ou programas para a redução da pobreza. Joga-se meio milhão de reais fora enquanto ainda se mantém desabrigados da cheia histórica vivendo em condições sub-humanas nas barracas da “defesa civil”.

 INFAME

resg22Ainda bem que o Tribunal de Contas do Estado (e também o MP) vem demonstrando nos últimos anos a corajosa decisão de enfrentar os corruptos sem trégua.

A decisão do prefeito com esse gasto estapafúrdio de quase meio milhão de reais é infame. Deveria também servir de motivação para os vereadores de Porto Velho mudar a postura do amém para a de fiscais do povo. Enquanto joga-se fora essa montanha de dinheiro, as praças da cidade são mais parecidas com pocilgas e não servem ao seu propósito de estimular o sadio convívio comunitário. Não têm bancos, nem jardins, nem banheiros públicos e muito menos segurança. Não são praças do povo e sim dominadas pelo imenso número de camelôs, do comércio da pirataria, etc, etc.

 PAVÃO

resg22Enquanto o governo municipal procura meios de pavonear-se, o tesouro público é estuprado de forma vil por entidades criadas nas coxas exatamente com o objetivo de alimentar o parasitismo patrocinado pelos próprios políticos.

O povo que paga impostos está farto da incompetência da Mauro Nazif e vai preparando-se para justiçá-lo no juízo final das próximas eleições. Mas até lá é preciso que os órgãos do controle externo tomem as providências necessárias para, ao contrário de apenas punir a desfaçatez com o dinheiro público, obrigar os gestores a devolver os valores jogados no ralo da corrupção e da malandragem.

 EXAUSTÃO MORAL

Taborda4Estava completamente decidido a não comparecer à cerimônia de posse do governo no dia 1º de Janeiro. Agora estou em dúvidas. Talvez seja importante estar lá, como jornalista. O problema é imaginar que não tenho mais estômago para testemunhar um espetáculo bizarro como será, certamente, a tal posse do mesmo “filósofo” que terminou esse ano numa sequência alucinante de acontecimentos que envergonham o estado de Rondônia e causa asco às pessoas de melhor consciência, que pagam seus impostos  e anseiam por estado capaz e orgulhar seus moradores e o país.

 VOYEURISMO

Taborda4Se pudesse, teria agido como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Hermínio, que preferiu juntar a família e sair de férias, deixando para seu vice – o deputado Maurão de Carvalho – cumprir o ritual de dar posse ao reeleito governador Confúcio Moura.

Honestamente ainda não decidi se estarei lá no tal “Palácio as Artes”, onde tudo vai acontecer. Estou considerado que ir lá é como participar de um voyeurismo sádico diante da instalação de mais um período de desintegração do sistema republicano em Rondônia, da exaustão moral a que – salvo melhor juízo – estamos condenados.

 DESCONFIANÇA

TOMASComo todo cidadão rondoniense gostaria de estar coberto de esperanças na recuperação do estado, na consolidação de sua economia e numa retomada dos valores éticos e morais na gestão pública.

Mas como acreditar nisso tudo diante desse cenário de destruição na confiança no estado?

O da credibilidade no governador que vai continuar é tão evidente que nem mesmo um dos próceres do PMDB, Tomás Correia, aceitou fazer o papel de titular da Casa Civil. Talvez tenha compreendido que os indícios imputados à pessoa do governador Confúcio nas investigações das ações da Polícia Federal (Operação Plateias) são muito graves.

O que me anima é a possibilidade das autoridades do Judiciário (STJ) cumprirem com rapidez o seu papel e sentenciar com a isenção quem tanto mal fez ao Estado.

 FALTA DE CRER

Taborda4A aparente tranquilidade dos governantes rondonienses e dos integrantes de sua base política se dá pela crença na impunidade.

Mas a Justiça de hoje não se associa aos cúmplices do silêncio que torcem pela banalização da corrupção na gestão pública.

A Justiça sabe que nesse momento o mais grave é a pandemia da descrença e desespero e vai agir com rigor para salvar o país e o estado destruído pela equidade de anos, devolvendo uma nova esperança aos cidadãos-contribuintes-eleitores.

 

 

 

 

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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